☰
✕

Policial e três despachantes têm condenações confirmadas por corrupção em Bocaiúva

Penas somam 11 anos, 8 meses e 24 dias de prisão. Esquema envolvia propina para dispensar vistorias e facilitar transferências irregulares de veículos.

Por Redação

Reprodução

A Justiça de Minas Gerais confirmou as condenações de um investigador da Polícia Civil e de três despachantes envolvidos em um esquema de corrupção no setor de trânsito da delegacia de Bocaiúva, no Norte de Minas. As penas dos quatro réus somam 11 anos, 8 meses e 24 dias de reclusão, além de multas e outras sanções. A decisão da 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) também manteve a perda do cargo público do policial.

Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o grupo fraudava procedimentos de regularização e transferência de veículos. O investigador recebia vantagens indevidas para dispensar vistorias obrigatórias e outras exigências legais, beneficiando despachantes que atuavam junto ao órgão de trânsito.

As investigações também identificaram o uso de endereços falsos e irregularidades em processos de registro, licenciamento, vistoria e transferência de veículos. Conforme o Ministério Público, os envolvidos recebiam pagamentos para agilizar centenas de transferências e facilitar a tramitação de processos administrativos.

Ao analisar os recursos apresentados pelos réus, o TJMG manteve integralmente as condenações. Entre as provas consideradas estão interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça, mensagens eletrônicas, registros audiovisuais e depoimentos de testemunhas.

Operação Overlook

O caso é resultado da Operação Overlook, deflagrada em 7 de outubro de 2022 pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Regional de Montes Claros, com apoio da Polícia Militar. A operação investigou irregularidades em serviços de trânsito prestados na região Norte de Minas.

De acordo com o MPMG, em alguns casos o grupo utilizava endereços fictícios de proprietários e oferecia bens como contrapartida para obter vantagens nos serviços públicos. A confirmação das condenações mantém as sanções aplicadas aos quatro réus, incluindo a perda do cargo do investigador da Polícia Civil.