Juiz de Fora - MG

Sexta-feira, 18 de julho de 2014, atualizada às 15h12

Bruno não formaliza apoio público a Fernando Pimentel

Candidato Fernando Pimentel diz que não há desavenças com as lideranças do PMDB local

Eduardo Maia
Repórter
Fernando Pimentel

Após conversa com o prefeito de Juiz de Fora, Bruno Siqueira (PMDB), o candidato ao governo de Minas Fernando Pimentel (PT) afirmou aos jornalistas, nesta sexta-feira, 18 de julho, que ainda não há uma data definida para que o chefe do Executivo municipal demonstre o apoio público à sua candidatura. Na coligação Minas para você, o PT recebeu o apoio do PMDB, repetindo a dobradinha nacional, nomeando como candidato a vice o ex-ministro da Agricultura, Antônio Andrade.

"Estivemos com o prefeito Bruno Siqueira numa conversa muito franca. Não ficou definida uma data para que ele apoie publicamente a candidatura, nem pedimos isso a ele. Ele expôs um quadro de dificuldades locais em função de tratativas com a Câmara Municipal. Nós entendemos que é um quadro específico, mas que em nada prejudica a aliança que fizemos com o PMDB no estado", explicou.

O entrave para a formalização da aliança se dá pela oposição local ao prefeito, encabeçada pelos vereadores Betão e Wanderson Castelar, ambos do Partido dos Trabalhadores. Pimentel explicou que, apesar das divergências, não há desavença entre os nomes. "Não há qualquer desavença com as principais lideranças com o PMDB de Juiz de Fora e a nossa relação é a melhor possível. Em momento algum viemos cobrar apoio e vamos manter sempre um convívio muito bom com o prefeito", esclareceu.

Além da presença do candidato a vice, Antônio Andrade, participaram da reunião os deputados federais Margarida Salomão e Reginaldo Lopes e o presidente do diretório estadual do PC do B, Wadson Ribeiro. Da parte do PMDB municipal, o presidente Paulo Gutierrez.

Pimentel critica ação do estado contra criminalidade

O candidato ao Palácio da Liberdade ainda fez críticas ao Governo estadual em relação às ações de segurança pública. Fernando Pimentel afirmou que é preciso aumentar o efetivo da Polícia Militar e criticou o discurso de que o Governo Federal tem responsabilidade pelos problemas de violência. "O quadro de segurança é dramático. O número de homicídios em Juiz de Fora é um número de guerra. Vejo a Polícia Militar atuando com um contingente menor do que o necessário em todo o estado, com problemas por questões salariais e de carreira mal resolvida. Segurança pública é responsabilidade do governador do estado e ele não pode transferir isso para o Governo federal", alfinetou.

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