Caso de estudante morta com mais de 100 facadas em Barbacena entra em segredo de Justiça

O principal suspeito do crime é o namorado da vítima, um homem de 25 anos, que está preso preventivamente.

Por Redação

Estudante Letícia de Morais Vasconcelos Rodrigues

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais decretou segredo de Justiça no processo que investiga o assassinato da estudante de medicina Letícia de Morais Vasconcelos Rodrigues, de 40 anos. Ela foi morta com mais de 100 facadas no último sábado (27), no apartamento onde morava no Bairro Campo, em Barbacena (MG).

O principal suspeito do crime é o namorado da vítima, um homem de 25 anos, que está preso preventivamente.

A imposição do segredo de Justiça significa que o acesso aos detalhes do processo passa a ser restrito apenas aos juízes, promotores, advogados de defesa e à polícia. Essa medida é adotada para proteger a intimidade e a dignidade da vítima e de sua família e resguardar testemunhas.

Histórico e Prisão do Suspeito

De acordo com as investigações da Polícia Civil, Letícia e o namorado entraram juntos no apartamento na noite anterior ao crime. Na manhã seguinte, o homem foi visto saindo sozinho do local no carro da estudante. O corpo de Letícia foi encontrado horas depois por familiares e amigos, que estranharam o sumiço da mulher. O laudo inicial apontou mais de 100 golpes de faca concentrados na cabeça, nuca, pescoço, costas, orelha e mãos.

O investigado tentou fugir, mas foi localizado e preso em flagrante na madrugada de domingo (28) no município de Bom Jardim de Minas, a cerca de 180 quilômetros do local do crime. Com ele, os policiais apreenderam cartões bancários, celular, documentos e aparelhos eletrônicos de Letícia. Ao ser detido, ele optou pelo direito constitucional de permanecer em silêncio.

A polícia revelou ainda que a estudante já havia registrado um boletim de ocorrência contra o namorado por difamação em 2024, além de já ter relatado episódios frequentes de ciúmes e ameaças.

Investigação em andamento

O delegado regional de Barbacena, Saulo do Prado, classificou o crime como uma "barbaridade" e informou que as forças de segurança seguem trabalhando de forma integrada na conclusão do inquérito de feminicídio. A prisão em flagrante do suspeito já foi convertida em preventiva após audiência de custódia, garantindo que ele permaneça detido durante o andamento do processo judicial.

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