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    Cal Coimbra Cal Coimbra 20/3/2009

    Afinal, o que é dislexia?

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de uma criança dislexica Continua mais um ano de vida escolar. Algumas crianças iniciam as atividades com aprendizagem normal, dão conta das tarefas de casa, prestam atenção nas aulas, conseguem memorizar as palavras, aumentar o vocabulário, e por aí vai.

    Pois bem, e as crianças que não caminham na mesma direção, no mesmo ritmo, tentando, mas não estão conseguindo aprimorar o aprendizado? É sobre este assunto que vamos conversar neste mês.

    Espera-se que no Ensino Fundamental os alunos e as alunas estejam preparados pelo Ensino Infantil, que os direciona para a construção da identidade, para o desenvolvimento das aprendizagens essenciais, leitura e escrita, além do raciocínio. Essas três características básicas se desenvolvem com experiência e prática contínua.

    A dislexia vem sendo definida como grave desordem de leitura, cujas deficiências podem ser encontradas na inabilidade para distinguir bem os fonemas, na dificuldade para compreender ou assegurar a compreensão do significado das palavras, incluindo as associações básicas entre elas. Algumas crianças fixam exageradamente a leitura das frases, o que vem comprometer o ritmo e a velocidade da leitura. Esta lentidão e desordem rítmica exigem medidas especiais para ajudar as crianças a concentrarem a atenção durante as tarefas, com educação apropriada, tratamento especial - terapia fonoaudiológica -, disponibilidade de tempo e prática constante.

    Como se processa a leitura?

    Uma gama de teóricos, de diferentes correntes, tenta explicar o processo de leitura. A minha prática vem dos teóricos desenvolvimentistas, que aplicam o desenvolvimento com a observação do que vem acontecendo com a criança que não consegue acompanhar naturalmente a aprendizagem escolar. Aprofundam no conhecimento de fatos importantes desde o nascimento e observam os aspectos que determinam a aprendizagem da leitura.

    Os pais, os professores e a própria criança são ouvidos constantemente durante o tempo necessário de registrar o perfil do aprendizado e traçar as metas terapêuticas.

    Começamos por investigar o comportamento linguístico do bebê em sintonia com a família. Fixação do olhar, com atenção e concentração adequadas e intenção para responder aos sons são exemplos significativos.

    As atividades cognitivas e perceptivo-linguísticas são os pilares que sustentam o processo de leitura. Práticas de exercícios que envolvem essas atividades podem estar nas habilidades de entender, focalizar atenção, interpretar a língua falada. Memória auditiva, visual e ordenação de fatos e objetos contribuem para a sequenciação do texto. Desenvolvimento e expansão do vocabulário, síntese lógica, decodificação de palavras completam o processo de leitura.

    A leitura, em sua última instância de desenvolvimento, deve ser completa com a automatização, o reconhecimento direto do sentido das palavras escritas e frases completas.

    Mas um de vocês que me leem pode perguntar: _ Mas a escola não ensina esta prática toda? Sim, ensina e é preciso escolher aquelas que o fazem muito bem. Acontece que nem todas as crianças conseguem acompanhar de forma regular este aprendizado, daí a necessidade de atendimento fonoaudiológico para a recuperação da aprendizagem.


    Cal Coimbra
    é psicóloga e doutora em Fonoaudiologia
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