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    População desconhece a esclerose múltipla Doença atinge o Sistema Nervoso Central e provoca sintomas como fadiga, tontura, perda de visão, enfraquecimento das extremidades, entre outros

    Aline Furtado
    Repórter
    27/8/2010

    Embora seja comum ouvir pessoas se referindo a outras como "esclerosadas", a população, de modo geral, desconhece a esclerose múltipla. "Infelizmente é uma forma pejorativa de se lidar com o problema, e isso precisa ser combatido", destaca a presidente da Associação de Amigos e Portadores de Esclerose Múltipla (Aapem), Samantha Borchear.

    Em Juiz de Fora, o tratamento gratuito é oferecido de forma conjunta, entre a associação e o Centro de Atendimento a Doenças Neurológicas Imunomediadas (Cadim), da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Atualmente, a cidade e a região contam com 121 pessoas cadastradas, o que, para Samantha, é um número baixo.

    "Estudos já demonstraram que a região pode ter aproximadamente 400 casos." Contudo, como o desconhecimento a respeito da doença é grande, o diagnóstico pode nem ser realizado. Segundo Samantha esse atraso no reconhecimento acaba provocando a aceleração do problema. "O único exame capaz de detectar a esclerose múltipla é a ressonância magnética", destaca.

    O que é a esclerose múltipla

    A esclerose múltipla é uma doença crônica, que não tem cura, capaz de afetar uma estrutura que reveste os nervos, os quais compõem o Sistema Nervoso Central. Tal estrutura é responsável pela condução dos impulsos nervosos, e quando danificada provoca a dificuldade de controle de várias funções neurológicas, além de prejudicar a coordenação motora. Embora possa atingir adultos, crianças e adolescentes, a esclerose múltipla atinge, na maioria, mulheres da raça branca, entre 20 e 40 anos de idade.

    "A doença, que não tem forma de prevenção, pode aparecer de uma hora para outra, não tendo a ver com fator genético, ainda que tenhamos casos de irmãos que a apresentam." Além disso, embora os sintomas devam ser observados, estes podem variar de acordo com o caso. Os sintomas mais frequentes são fadiga em excesso; tonturas; enfraquecimento das extremidades, com possibilidade de dormência nos braços e pernas; vertigens; comprometimento da visão, incontinência fecal e/ou urinária; impotência sexual; entre outros.

    "Além do tratamento medicamentoso, oferecemos tratamento terapêutico e suporte psicológico, que visa à qualidade de vida dos pacientes, visto que casos de depressão e mal-estar são decorrentes a partir do diagnóstico realizado." Ela lembra que os pacientes têm acesso, ainda, à assessoria jurídica, para casos nos quais o acesso a remédios e exames é demorado.

    Dia Nacional de Conscientização

    O Dia Nacional de Conscientização sobre Esclerose Múltipla é lembrado na próxima segunda-feira, 30 de agosto. Na data, um estande será montado no Calçadão da Halfeld, onde serão fornecidas orientações médicas a respeito da doença e do tratamento.

    No local, haverá exposição de artesanato de pacientes atendidos pela Aapem e pelo Cadim, além de serem feitas, gratuitamente, aferições da pressão arterial. Os atendimentos serão feitos entre 10h e 17h. 

    Os textos são revisados por Thaísa Hosken

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