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    Quarta-feira, 16 de março de 2011, atualizada às 18h42

    Zona da Mata registra aumento de 36% nas captações e de 35% nos transplantes de córneas

    Aline Furtado
    Repórter
    Olho

    Seguindo tendência nacional, Juiz de Fora vem registrando um aumento significativo do número de córneas captadas e transplantadas, segundo dados da Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos Regional Zona da Mata (CNCDO) do MG Transplantes.

    O número de doações na região da Zona da Mata, em 2009, foi de 141 córneas, enquanto no ano passado, foram efetuadas 193 doações. O aumento é de 36%. Com relação aos transplantes, em 2009, foram realizados 123, enquanto em 2010, foram efetuados 166 transplantes. Crescimento de 35%.

    "As filas para transplante de córnea praticamente inexistem na região. Estes pacientes aguardam, no máximo, um ou dois meses", ressalta o coordenador da central, Fred Whitaker. Com relação às notificações, que consistem no comunicado de morte feito pelos hospitais que registram o óbito, a fim de que a possibilidade de doação seja avaliada, foram feitas 2.851 em 2009, enquanto, no ano de 2010, foram 3.518. Aproximadamente 23% a mais.

    Entretanto, com relação aos múltiplos órgãos, os dados não acompanham a tendência nacional de crescimento. "Isto porque há poucas notificações de morte encefálica na cidade." Na Zona da Mata, são realizados dois tipos de transplantes, o de córneas e o de rins. Contudo, no segundo caso, de acordo com Whitaker, não há como traçar uma previsão de espera de rim, já que o transplante do órgão depende da imunocompatibilidade entre o doador e o receptor.

    No ano de 2009, foram registradas 48 notificações de morte encefálica para múltiplos órgãos. Em 2010, o número caiu para 36 notificações. Já as doações, foram contabilizadas, em 2009, 29, contra 12 em 2010.

    Dados nacionais

    Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Saúde (MS), o Brasil bateu recorde em doações de órgãos, tendo apresentado, ainda, crescimento sustentado em transplantes. O número de doadores efetivos cresceu 14% em um ano. Em 2009, foram registrados 1.658 doadores, enquanto em 2010, foram 1.896.

    Com este desempenho, o país chegou à marca histórica de 9,9 doadores por milhão de pessoas. O avanço deve-se ao fortalecimento do Sistema Nacional de Transplantes (SNT) e aos investimentos no setor, chegando a R$ 1,198 bilhão em 2010.

    Os textos são revisados por Thaísa Hosken

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