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    Internet das coisas

    Marcos Dalamura Marcos Dalamura 17/04/2018

    Caros leitores do Portal Acessa.com. Meu nome é Marcos Dalamura, sou funcionário público, professor universitário, Webmaster e um entusiasta de tecnologia. Mensalmente teremos um encontro aqui no Portal ACESSA.COM, com novidades e tendências de tecnologias, com uma abordagem simples e clara. Diariamente nos deparamos com diversas inovações, por isso gostaria de compartilhar com vocês estas novidades. Sintam-se à vontade para dar sugestões de temas. No final da coluna, teremos o INFO BITS, onde mostraremos dados estatísticos relacionados à Tecnologia. Boa leitura.

    O termo Internet das Coisas (do inglês, Internet of Things - IoT) nasceu em 1999 e foi mencionado pela primeira vez por Kevin Ashton, pesquisador britânico do Massachusetts Institute of Technology (MIT). Segundo ele, o conceito representa o momento em que dois mundos distintos, o dos humanos e o das máquinas, se encontram.

    O termo Internet das Coisas tem sido amplamente utilizado como referência à conexão global de “objetos inteligentes” por meio da estrutura de rede da internet. O conceito também se refere às diversas tecnologias que tornam estas conexões e as aplicações que as utilizam possíveis.

    Talvez você tenha um videogame de última geração que, obrigatoriamente, se conecta à internet. Consoles antigos como o Atari, Super Nintendo, Mega Drive e tantos outros não tinham toda essa conectividade. Agora imagine um cenário em que, além da sua Smart TV, vários objetos da sua casa se conectam à internet: forno de microondas, geladeira, máquina de lavar, alarme de incêndio, sistema de som, lâmpadas, entre outros... A ideia não é, necessariamente, fazer com que você tenha mais um meio de acessar a internet. Pense, por exemplo, o quanto seria impraticável acessar um portal de notícias em uma tela acoplada à porta da sua geladeira. Não é uma função que a gente espera desse eletrodoméstico... A proposta é outra: a conectividade serve para que os objetos possam ficar mais "inteligentes" ou receber atributos complementares. Nesse sentido, a tal da geladeira com internet poderia te avisar quando um alimento está perto de acabar (alguns modelos já enviam foto do interior da geladeira para um smartphone cadastrado a cada fechamento de porta) e, ao mesmo tempo, pesquisar na WEB quais mercados próximos a você oferecem os melhores preços para aquele item. A geladeira também poderia pesquisar e exibir receitas para você. Como se vê, a criatividade é capaz de trazer aplicações realmente interessantes.

    Vale ressaltar que a IoT não está restrita somente ao lar. Ela também serve para hospitais, clínicas, empresas, escritórios, ruas e muito mais. Há aplicações não ligadas ao ambiente doméstico em que o conceito pode trazer ganho de produtividade ou diminuir custos de produção. Vejamos alguns exemplos:

    • Hospitais e clínicas: pacientes podem utilizar dispositivos conectados que medem batimentos cardíacos ou pressão sanguínea, por exemplo, e os dados coletados serem enviados em tempo real para o sistema que controla os exames;
    • Agropecuária: vários sensores espalhados em plantações podem dar informações bastante precisas sobre temperatura, umidade do solo, probabilidade de chuvas, velocidade do vento e outras informações essenciais para o bom rendimento do plantio. De igual forma, sensores conectados aos animais conseguem ajudar no controle do gado: um chip colocado na orelha do boi pode fazer o rastreamento do animal, informar seu histórico de vacinas e assim por diante;
    • Empresas: a Internet das Coisas pode ajudar a medir em tempo real a produtividade de máquinas ou indicar quais setores da planta precisam de mais equipamentos ou suprimentos;
      Lojas: prateleiras inteligentes podem informar em tempo real quando determinado item está começando a faltar, qual produto está tendo menos saída (exigindo medidas como reposicionamento ou criação de promoções) ou em quais horários determinados itens vendem mais (ajudando na elaboração de estratégias de vendas);
    • Transporte público: isto já é uma realidade em Juiz de Fora - MG com o aplicativo CittaMobi. Com este aplicativo é possível acompanhar os horários dos ônibus e não perder mais tempo esperando no ponto. Os veículos são acompanhados em tempo real com o uso de GPS. O objetivo é atender as necessidades de informação dos usuários e levar informações sobre cada veículo, como pontos mais próximos, horário certo de parada e ônibus adaptados;
    • Logística: dados de sensores instalados em caminhões, contêineres e até caixas individuais combinados com informações do trânsito, por exemplo, podem ajudar uma empresa de logística a definir as melhores rotas, escolher os caminhões mais adequados para determinada área, quais encomendas distribuir entre a frota ativa e assim por diante;
    • Serviços públicos: sensores em lixeiras podem ajudar a prefeitura a otimizar a coleta de lixo; já carros podem se conectar a uma central de monitoramento de trânsito para obter a melhor rota para aquele momento, assim como para ajudar o departamento de controle de tráfego a saber quais vias da cidade estão mais movimentadas naquele instante.

    Como vocês podem ver, infinitas são as aplicações desta tecnologia. Até 2020, a perspectiva é de que, entre celulares e outras máquinas, o mundo tenha 50 bilhões de dispositivos conectados. O número impressiona diante da estimativa de que haverá, no mesmo ano, 7,6 bilhões de pessoas no planeta. Isso significa uma média de 6,58 aparelhos por pessoa, como atesta a pesquisa realizada pela Cisco que levantou esses dados. Para se ter uma ideia dessa evolução, hoje apenas 15% desses dispositivos estão conectados. Isso porque boa parte das empresas ainda está no estágio inicial de adoção da IoT.

    E você, já havia pensado e visualizado as aplicações deste mundo conectado?

    INFO BITS:
    85% dos negócios ao redor do mundo pretendem adotar a IoT até 2019.
    Até 2025, a Internet das Coisas movimentará de US$ 4 trilhões a US$ 11 trilhões no mundo inteiro.
    60% das empresas de São Paulo investem em pesquisa e desenvolvimento sobre Internet das Coisas.

    Até a próxima coluna com mais novidades sobre Tecnologia.


    Marcos Vinícius Celeste Dalamura
    é mineiro, casado, graduado no Curso Superior de Ciências - Licenciatura Plena em Matemática e no Curso Superior de Tecnologia em Processamento de Dados, ambos pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora - MG. Pós-graduado, em níveis de especialização e aperfeiçoamento, na área de Educação - Psicopedagogia Clínico-Institucional pelas Faculdades Integradas Simonsen - RJ e pós-graduado em Redes de Computadores pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora - MG. Servidor público da Prefeitura de Juiz de Fora - MG, responsável pela Divisão de Tecnologia da Informação do DEMLURB, professor da Universidade Salgado de Oliveira - UNIVERSO no Curso de Sistemas de Informação, Webmaster e um entusiasta de tecnologia.

    Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com

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