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    Alunos de escolas municipais lembram o Dia da Dança com apresentações no Calçadão

    Cerca de 120 estudantes reuniram-se nesta quinta-feira para celebrar o Dia Mundial da Dança. Seis escolas participaram da ação

    Nathália Carvalho
    *Colaboração
    26/4/2012

    Crianças e adolescentes dançando ao longo do Calçadão da Halfeld, entre o Cine-Theatro Central e a rua Batista de Oliveira. Essa foi a cena que chamou a atenção dos juiz-foranos que passavam pelo local na manhã desta quinta-feira, 26 de abril. A Dança da Escola no Calçadão foi uma iniciativa dos professores da rede municipal e contou com a participação de cerca de 120 alunos, entre 12 e 15 anos.

    "A nossa proposta é intervir no cotidiano das pessoas que estão passando por aqui neste momento, no dia a dia do Centro da cidade", explica uma das organizadoras do evento, Christine Silmor. A iniciativa celebra o Dia Internacional da Dança, comemorado em 29 de abril. "Com essa ação, Juiz de Fora passa a integrar as comemorações mundiais da data. É a primeira vez que realizamos na cidade e pretendemos continuar com o nosso incentivo à cultura."

    A ideia dos professores surgiu a partir de um curso chamado Dança na escola, oferecido pela Prefeitura de Juiz de Fora (PJF). "Cada escola tem o seu professor de dança que ensaiou a coreografia escolhida por ele mesmo, mas dentro da proposta da arte contemporânea. A apresentação é realizada sem música, só com a linguagem do movimento e não houve ensaio entre as escolas". Christine comenta, ainda, que essa é a primeira vez que os alunos da rede municipal participam de uma intervenção artística.

    A ação contou também com o apoio da Associação dos Produtores de Artes Cênicas de Juiz de Fora (APAC/JF) e integra um projeto da instituição de aproximação da arte com a população. "Queremos resgatar o espírito cultural da cidade, que estava um pouco afastado. Essa integração com as pessoas é fundamental, e pretendemos continuar realizando performances livres pela cidade", comenta o presidente da APAC, Cristiano Fernandes. Segundo ele, haverá, ainda, uma amostra de teatro infantil, em julho, e outros eventos ao longo do ano.

    Ao todo, seis escolas participaram da ação, incluindo dança e filmagem do evento. Estiveram presentes estudantes das escolas municipais União da Betânia, Menelick de Carvalho, Georg Rondenbach, Carlos Drummond de Andrade e Dom Justino José de Sant'Ana, dos bairros Granjas Betânia, Retiro, Grama, Nova Era e Torreões, respectivamente. As filmagens e reportagem ficaram por conta da Escola Municipal Prefeito Dilermando Cruz Filho, do bairro Vila Ideal (ver mapas).

    Impressões

    "Levei um susto. Não entendi do que se tratava e demorei para perceber que eram apenas crianças dançando no meio do Calçadão. Achei que era alguma comemoração que não estava sabendo, mas quando entendi do que se tratava, achei muito interessante. Foi lindo", comenta a vendedora de uma loja, Alessandra Quitério.

    Já a funcionária pública, Magda Berzoini, assistiu a quase toda a apresentação e diz que achou muito válida, já que é uma forma de incentivo com relação à cultura nas escolas. "As nossas escolas precisam desse apoio, de iniciativas como essa. Tantas crianças e tantas pessoas assistindo, o que comprova que realmente foi muito bom".

    Crianças em ação

    A Escola Municipal Dilermando Cruz Filho oferece oficinas de cinema, fotografia e vídeo para os alunos. Nela, eles aprendem a filmar, fotografar e editar imagens. "É uma proposta de extensão que estamos incentivando nas escolas da Prefeitura. O objetivo é estender o tempo do aluno dentro da escola, com uma jornada ampliada e que ofereça outras formações", explica Christine.

    O pequeno Davi Santos, de 12 anos, que está na 6ª série da escola, foi o repórter na cobertura do evento desta quarta. "Achei super legal e não tive muita dificuldade. Fui avisado ontem, treinei em casa e lembrei do que foi ensinado na oficina". Segundo ele, essa não foi a primeira vez que atuou frente à câmera. "Fui o protagonista de um curta-metragem que fizemos na escola, foi bacana e pretendo continuar nesse projeto". Porém, quando indagado se gostaria de seguir a carreira de jornalista, ele não tem dúvidas. "Vou ser engenheiro civil, mas está sendo uma boa experiência".

    Daniele Santos, de 13 anos, participou da performance de dança pela Escola Municipal Carlos Drummond e comenta que o interessante do projeto é realizar um trabalho em grupo com os colegas, envolvendo a arte. "Me senti solta, livre. A dança me ajuda a perder a timidez, e ainda me divirto e pulo bastante", comenta.

    *Nathália Carvalho é estudante do 8º período de Comunicação Social da UFJF

    Os textos são revisados por Mariana Benicá

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