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    Léo Ribeiro
    Uma boa notícia para quem ainda acha que desenho animado e
    história em quadrinhos são coisas para criança

    Tâmara Lis
    23/09/03

    Léo Ribeiro conta que desde pequeno gosta de desenho e não foi por acaso que ele cursou uma faculdade de arquitetura. Começou com histórias em quadrinhos, mas depois quis ver seus personagens em ação e passou a se dedicar à animação.

    E a escolha tem seus motivos. "Hoje em dia, o audiovisual tem mais apelo. Ficou mais fácil experimentar a animação porque a tecnologia utilizada para fazer o trabalho é mais barata. A HQ é mais barata de ser feita porém mais difícil de se colocar no mercado. O audiovisual é legal porque dá status para a cidade", explica.

    Como protagonista do primeiro filme, surgiu o lobo Guará, um personagem tipicamente brasileiro, com toda da malandragem e preguiça que costumam aparecer nas definições do povo brasileiro. Segundo Léo Riberio, a idéia de colocar o Lobo Guará como o herói da história é porque, além de ser um personagem bem brasileiro ele ressalta que não queria nada como os "Simpsons" ou "Pokemon" que não refletem a nossa cultura.

    O curriculum
    • Nascimento: 3 de maio de 1975
    • Naturalidade: São João Del Rei (MG)
    • Escolaridade: Graduação em Arquitetura e Urbanismo, pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
    • Cartunista do + Humor, jornal mensal de humor gráfico em formato tablóide - Juiz de Fora, MG - 2003;
    • Projeto de capas - Editora Autores Associados - São Paulo, SP - 2002;
    • Editor, diagramador e desenhista da Enzima, revista em quadrinhos - 2000
    • Colaborações em diversos fanzines de Juiz de Fora, como Batmacumba, JF Alternativa, Olhares, Oz dentre outros.
      Trabalhos de Audivisual
    • Diretor e Animador - Curta-metragem de animação em vídeo."Roque" - Ainda em fase de produção.
    • Diretor, produtor, co-roteirista e Animador - Curta-metragem de animação em vídeo. Como Defender Um Cafofo ou As aventuras do Lobo Guará no Reino da Especulação Imobiliária

    Tudo sobre o Lobo Guará
    Como Defender Um Cafofo ou As Aventuras do Lobo Guará No Reino da Especulação Imobiliária é a animação de estréia do Estúdio ATO.
    Esta produção foi contemplada com a Lei Murilo Mendes de Incentivo à Cultura, de 2002.

    O filme é uma livre adaptação da fábula dos três porquinhos. Com uma inversão dos papéis dos protagonistas, desta vez o herói é o lobo.

    Ficha técnica:
    Argumento, Produção e Direção - Léo Ribeiro
    Story Board, Roteiro, Animação e Arte Final - Léo Ribeiro, Pedro Henrique e Ricardo Coimbra
    Cenários - Alessandro Corrêa
    Animação 3D e Composição Digital - Cláudio Barros
    Colorização e Edição - Cláudio Barros e Leo Ribeiro
    Sonoplastia - Adauto Vilela
    Direção Musical - José Luiz Vieira
    Trilha Sonora - José Luiz Vieira, José Prieto e Pedro Dias
    Dublagem - Gueminho Bernardes e Samir Hauaji

  • 16° Inverno Cultural da UFSJ - Centro Cultural da UFSJ (Universidade Federal de São João Del Rei), São João Del Rei - MG, 14 de julho de 2003.
  • Curta Circuito 2003 - Cine Humberto Mauro e Centro Cultural da UFMG (Universidade Federal de Belo Horizonte), Belo Horizonte - MG, 11 e 14 de agosto de 2003.
  • III Mostra Cinema e Arquitetura - Videoteca João Carriço, Juiz de Fora - MG, 1° de setembro de 2003.

    E o trabalho não pára!
    Agora Léo Ribeiro está trabalhando no segundo desenho animado que também valoriza o caratér local e desta vez mais local do que nunca. Já que a história se passa no Parque Halfeld em Juiz de Fora e fala de um velhinho enxadrista que promete aprontar muita confusão.

    A receptividade da cidade não assusta o artista. As pessoas da cidade recebem bem a arte dos quadrinhos e do desenho animado, agora quando a questão é patrocínio as coisas ainda precisam melhorar muito.

    Léo salienta ainda a qualidade do trabalho em HQ feito o país. O trabalho de quadrinhos no Brasil é muito bom e existem verdadeiros gênios como Flávio Colin.

    Dificuldades à vista
    Bem, fomos dar uma olhadinha na lista dos desenhistas de HQ e não é preciso procurar muito para notar a quase ausência das mulheres.

    E o motivo, acreditem é bem pior do que se pode imaginar. "São poucas mulheres desenhado quadrinhos porque os quadrinhos direcionados ao público feminino são tão fracos, tão bobos que não despertam nas mulheres a vontade de fazer HQs", explica Léo entristecido.

    E não é só a dificuldade de gênero não! "Para ter acesso a uma história em quadrinhos é preciso saber ler e ter condições de comprar a revista. Como se não bastassem estas dificuldades, ainda há o mercado americano que consegue disponibilizar revistas por um preço muito menor do que as feitas por aqui. Mas não podemos parar de fazer quadrinhos porque há dificuldades, se não as dificuldades nos vencem, é preciso continuar", conclama o artista.

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