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    Nome do Colunista Amanda Beloti 30/08/2016

    Dor na face interna do cotovelo: epicondilite medial

    Olá leitores!

    Semana passada conversamos sobre a epicondilite lateral, esta semana falarei sobre a epicondilite medial, ou popularmente chamada de cotovelo de golfista.

    A articulação do cotovelo é formada pelo osso do antebraço (úmero) e os ossos do antebraço (rádio e ulna). Na extremidade inferior do úmero existem duas protuberâncias ósseas chamadas epicôndilos. A saliência mais próxima do tronco chama-se epicôndilo medial. Nele inserem-se os tendões dos músculos responsáveis pela flexão de punho.
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    A epicondilite medial ocorre quando há uso excessivo dos músculos responsáveis por fletir (dobrar) o punho e os dedos. Quando estes músculos são solicitados demais, os seus tendões são repetidamente tracionados no seu ponto de inserção no epicôndilo medial, causando pequenas e repetidas rupturas no tecido tendíneo, gerando dor, calor e inflamação.

    Ocorre mais ou menos em 0,5% da população geral em idade produtiva, aparecendo cerca de 150 mil novos casos todo ano no Brasil. Apresenta maior prevalência na faixa etária entre 45-55 anos. A maioria dos pacientes (cerca de 75%) apresentam sintomas no membro superior dominante. A epicondilite lateral, tema da coluna passada, ocorre de 7-10 vezes mais que a medial.

    Diversos esportes e atividades podem gerar essa sobrecarga. Entre elas temos os esportes de lançamento, como o golfe, o tênis, o boliche e o baseball. Outra causa muito freqüente é a musculação ou em excesso ou sem orientação (quando realizado com posicionamento errado de punho, o exercício passa a ser nocivo!). Em alguns casos a epicondilite medial ocorre por instabilidade do cotovelo. Se o indivíduo não tem um aparato muscular adequado para estabilizar medialmente o cotovelo, ou se a atividade praticada gera muito stress em “valgo” continuamente (como ilustrado no arremessador de baseball abaixo), o stress sobre os tendões é enorme.

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    A epicondilite medial pode gerar:

    • Dor no lado interno do cotovelo (a parte próxima ao tronco), que pode irradiar ao longo da parte interna de antebraço, ao dobrar o punho;
    • Dor ao fechar a mão com os dedos pra dentro;
    • Compressão do nervo ulnar, que passa posterior ao epicôndilo medial, podendo causar formigamentos no 4º e 5º dedos da mão (como ilustrado mais abaixo);
    • Sensação de cotovelo enrijecido;
    • Perda de força;
    • Sensibilidade local ao toque;
    • Vermelhidão e calor local.

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    O diagnóstico é feito pelo médico de acordo com sintomatologia e relatos do paciente, raramente fazendo-se necessária a realização de exames de imagem. Estes exames podem ser solicitados pelo médico para descartar outros tipos de lesões mais sérias.

    O tratamento da epicondilite lateral é conservador, ou seja, não-cirúrgico. O fisioterapeuta deve ajustar a reabilitação de acordo com as atividades diárias de cada paciente, buscando a funcionalidade sem dor, reabilitando a musculatura acometida e prevenindo recidivas. Pode demorar alguns meses pra sumir de vez, mas é altamente tratável. Algumas orientações domiciliares podem ser prescritas pelo fisioterapeuta, para aceleração do processo de cura. Entre elas estão compressa de gelo, repouso de algumas atividades que forçam os tendões machucados, elevação do cotovelo para redução de edema, além de alongamentos. O fisioterapeuta pode optar por utilizar kinesio taping (imagem mais abaixo) ou uso de órteses temporárias que facilitam a movimentação sem sobrecarga.

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    O médico poderá entrar com medicação antiinflamatória para auxílio da recuperação e controle da dor. Em casos mais avançados, em que o paciente não consegue nem mesmo evoluir nas sessões de fisioterapia, por excesso de dor, o médico pode sugerir uma infiltração local (que consiste na injeção de corticóide e anestésico no local inflamado). Somente em casos bem graves cogita-se a cirurgia.

    Obrigada pela leitura e até a próxima! (pedidos de temas em amanda.beloti@yahoo.com.br)


    Amanda Beloti é fisioterapeuta graduada em 2009 pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Cursa Especialização em Fisioterapia Traumato-Ortopédica pela mesma instituição. Instrutora Internacional de Pilates pela Pilates Plus (autorizada pela Associação Norte-Americana de Pilates). Sócia-proprietária do Consultório de Fisioterapia e Pilates STUDIO A.

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