Cresce uso de internet sem fio nas instituições de ensino Alunos passam a ter acesso ao conteúdo acadêmico em todos os locais do estabelecimento. Tecnologia auxilia no processo de aprendizagem
Subeditora
26/6/2009
A internet nas instituições de ensino já é realidade. Além de ser utilizada como ferramenta pessoal de comunicação dos professores e estudantes, auxilia nas pesquisas e nas atividades de aula. As salas de computadores com acesso à internet e as bibliotecas que disponibilizam terminais são espaços concorridos. Como a demanda pelo acesso é cada vez maior, os estabelecimentos que buscam oferecer o melhor serviço aos alunos lançam mão da rede wi-fi. Dessa forma, quem possui dispositivos móveis, como notebook e celular, pode ter acesso à internet em qualquer local da instituição.
Em Juiz de Fora, o Instituto Vianna Júnior aderiu à tecnologia há dois anos. "Somos os pioneiros na cidade. A ideia surgiu quando fiz uma visita à Fundação Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo, que implantava a rede sem fio. Logo pensei que podíamos lançá-la no Instituto. Estamos sempre atentos às novidades, afirma a diretora-presidente, Jacqueline Pires Vianna (foto abaixo).
Para ela, trata-se de um instrumento que amplia as possibilidades de ensino. "Os alunos podem interagir em tempo real com os professores." Ela ressalta a vantagem da utilização do sistema. "Para os professores, há a desburocratização dos processos acadêmicos. Até a chamada, atualmente, é feita on line. Para os alunos, contar com informações externas ajuda na aprendizagem."
O Vianna Júnior divulga o serviço wi-fi para os alunos na área do site destinada aos estudantes. Quem quiser navegar somente pela página da instituição para obter informações acadêmicas terá acesso livre. Para navegar por outros sites e portais é necessário digitar o login e a senha, previamente cadastrados no sistema. A rede wi-fi não está aberta para pessoas que não estão no Instituto.
A velocidade para navegação é de 64k. Caso o usuário precise de mais velocidade para, por exemplo, baixar um vídeo ou verificar arquivos mais pesados, pode comprar o cartão ACESSA BR, que disponibiliza até 2Mb. Para quem não é da instituição e quer ter a comodidade de usar a internet sem fio, é só adquirir o cartão, sem necessidade de cadastramento prévio no sistema.
Quem obtiver o cartão poderá também fazer ligações a baixo custo, pelo VoIP, através de telefones específicos instalados na instituição. E não precisa estudar ou trabalhar no Vianna Júnior para fazer as ligações.
Segundo Jacqueline, o uso da tecnologia está no processo de aculturação.
Conforme as estatísticas gerais de utilização dos hotspots (pontos de acesso) em maio de 2007, quando foi lançada a internet sem fio no local, foram 194 acessos, o que representa um tempo total de navegação de 161 horas e 48 minutos. Em maio de 2009, os acessos subiram para 918, ou 1.502 horas. De maio de 2007 a junho de 2009, foram 11.656 acessos, o que corresponde a 17.309 horas. Para o gerente de suporte da ACESSA.com,
empresa prestadora de serviço para o Instituto, Renato Fraga Lopes, a vantagem é que a tecnologia permite expandir um link de banda larga para todo o campus sem a necessidade de cabeamentos. "Dependendo do local não dá para passar cabos", explica.
Para Renato, a rede wi-fi vai predominar. "As pessoas trabalham, pagam contas, fazem compras pela internet. Ela faz parte da rotina da população. Não só nas instituições de ensino, como também em vários locais, a demanda pelo acesso à internet sem fio cresce. Por exemplo, na praia de Copacabana já é possível navegar na world wide web."
Os estudantes aprovam a iniciativa do Vianna Júnior. Aluno do curso de sistemas para internet, Tarcísio Xavier (foto abaixo) conta que sempre usa a internet sem fio no campus. "Faço revisão de trabalhos e, às vezes, tiro dúvidas em determinados conteúdos na própria aula, através do meu notebook." O aluno do curso de administração Peter Vianna Whitaker afirma que utiliza a rede wireless nas aulas, pois precisa acessar o site da FGV, instituição parceira do Vianna, para pegar material do curso.
A gerente de tecnologia da informação do instituto, Teresinha Moreira de Magalhães, acredita que aliar tecnologia à educação é importante pela praticidade. "Facilita o acesso à informação." Ela diz que a instituição pretende implantar outras novidades na área. "Trata-se de um diferencial em relação aos outros estabelecimentos."
Aumenta venda de notebooks
A popularização dos notebooks confere sentido à instalação de redes sem fio nas instituições de ensino superior. Conforme o gerente de uma loja especializada em eletrodomésticos, Magdiel Almeida, a venda do aparelho cresceu 50% em um ano. Ele observa que o produto está na preferência dos jovens.
Para Almeida, as características dos notebooks - leves, portáteis e compactos - motivam os consumidores a adquiri-los. Além disso, ele aponta a queda nos preços como mais uma razão para o aumento na procura pelos equipamentos. "Hoje, é possível adquirir uma máquina de ótima qualidade por R$ 1.800*. Há um ano o mesmo aparelho custava cerca de R$ 3.000*."
Segundo estudo feito pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), o mercado brasileiro de PCs comercializou 2,2 milhões de unidades nos três primeiros meses de 2009. Do total de PCs, foram comercializados 1,5 milhão de unidades de desktops e 710 mil notebooks.
A Abinee prevê que, em 2009, as vendas de PCs deverão atingir cerca de 12 milhões de unidades, apostando na recuperação do mercado nacional de computadores. Corrobora esta previsão, a estimativa de crescimento de 20% na comercialização de PCs já neste segundo trimestre em relação ao primeiro trimestre.
A associação acredita que as vendas de desktops cairão 9% em relação ao total comercializado em 2008 (7,7 milhões), fechando o ano com aproximadamente 7 milhões de unidades, enquanto as de notebooks crescerão 16% em relação a 2008 (4,3 milhões), atingindo cerca de 5 milhões de unidades.
Segundo o diretor da área de informática da Abinee, Hugo Valério, a preferência pelo notebook vem acontecendo porque o consumidor está buscando a mobilidade. Em sua avaliação, hoje, o notebook não é só um objeto de desejo, mas uma ferramenta de trabalho, de produtividade.
Fontes: Abinee e IT Data
Abinee/Decon - dados atualizados em 28/11/2008
Os preços foram fornecidos em junho de 2009
Os textos são revisados por Madalena Fernandes
