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    Quarta-feira, 2 de maio de 2012, atualizada às 18h14

    Morre aos 50 anos a atriz, produtora e diretora teatral Rose Probst

    Thiago Stephan
    Repórter
    Rose Probst

    Vinte e dois dias após a cultura de Juiz de Fora perder o jornalista, professor universitário e ator Robson Terra, a cidade perde outro nome de expressão do teatro local. Morreu na manhã desta quarta-feira, 2 de maio, a atriz, arte-educadora, produtora e diretora Rose Probst, aos 50 anos. Ela fazia tratamento contra o câncer há cerca de um ano e foi vitimada pela doença. A morte ocorreu às 7h50, no Hospital Monte Sinai. O enterro será às 8h desta quinta-feira, 3, no Cemitério Municipal.

    Coube à amiga e também atriz Sandra Emília comunicar à imprensa, por meio de nota, a morte de Rose. Segundo Sandra, ela fazia tratamento contra o câncer há cerca de um ano. Abalada com a situação, ela destacou a importância da colega de profissão na revelação de novos talentos. "A Rose foi uma formadora de artistas. Durante muitos anos ela foi representante do Sated [Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado de Minas Gerais] em Juiz de Fora. Além disso, foi uma das fundadoras da Apac [Associação dos Produtores de Artes Cênicas de Juiz de Fora], onde contribuiu muito. Defendeu os direitos da classe artística por meio do Movimento Arte e Cidadania. Era uma arte-educadora, produtora, trabalhou com teatro de bonecos, com teatro infantil... A cidade está perdendo uma militante da cultura", avalia Sandra, lamentando a proximidade das mortes de duas pessoas tão importantes para o teatro. "Depois do Robson, agora foi a Rose. É uma geração que está indo embora".

    O atual presidente da Apac, Cristiano Fernandes, também lamenta a morte. "A Rose tornou-se um exemplo para o teatro de Juiz de Fora. Tive a sorte de trabalhar com ela na época da fundação da Apac. Começamos a fazer teatro juntos. Uma mulher que, como artista, cresceu muito ao longo de sua trajetória. Foi atriz, produtora, diretora. Fundou o LAC [Laboratório de Artes Cênicas]. Era uma referência para o teatro de Juiz de Fora. Uma pessoa muito preocupada com a qualidade das artes cênicas da cidade. Lamentamos profundamente essa morte", comenta Fernandes.

    O ex-presidente da Apac, Gueminho Bernardes, explica que a também ex-presidente da Apac teve atuação destacada na associação. "A Rose era uma grande batalhadora do teatro, com um trabalho muito consistente. Realizou muito à frente da Apac, onde instaurou uma estrutura profissional. A gente sente muito. Mas, ela descansou. Sentimos a perda mas deve ter sido para ela um descanso. Em menos de um mês é a segunda perda", expõe Bernardes, também fazendo referência à morte de Robson Terra.

    Por meio de nota enviada pela assessoria de imprensa, a Funalfa diz que "a classe artística perde uma profissional talentosa e versátil; preocupada não só com o fazer teatral, como também com suas questões políticas, uma vez que também exerceu a função de presidente da Associação de Produtores de Artes Cênicas, em Juiz de Fora".

    Os textos são revisados por Mariana Benicá

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