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    A Biologia no vestibular Ter familiaridade com as nomenclaturas
    pode ajudar o candidato na hora da prova

    Guilherme Arêas
    *Colaboração
    05/09/2007

    Um dos maiores pesadelos de todo vestibulando é a quantidade de nomes encontrados nos livros e apostilas de biologia. Ribossomos, procariontes, microvilosidades, desmossomos, esclerênquima... A infinidade de termos e denominações pode assustar até os mais preparados para as provas.

    "A terminologia da biologia é difícil porque ela não faz parte do vocabulário diário. Você tem uma seqüência muito grande de termos, principalmente pelos avanços da ciência, já que são criados cada vez mais nomes", explica Alexandre Henrique Moares de Almeida (foto abaixo), professor de um cursinho pré-vestibular de Juiz de Fora.

    De acordo com Alexandre, a Biologia implica que o aluno tenha uma familiaridade com as terminologias, porque o raciocínio dos processos são muito simples. Mas como a seqüência de termos e nomes fica fora do cotidiano da maioria das pessoas, o aluno geralmente tem a dificuldade de entender o processo.

    "A melhor estratégia é, logo depois da aula, rever esse conteúdo para que essas palavras fiquem bem gravadas na cabeça. Não deixe passar muito tempo para estudar a matéria", orienta.

    Ainda segundo o professor, os prefixos e sufixos podem ajudar na identificação do significado dos termos usados na disciplina. Assim como a maioria das palavras do nosso vocabulário, os nomes da biologia também são derivados do latim e do grego. Então, um bom conhecimento em relação à formação das palavras pode ajudar no entendimento dos nomes mais complicados.

    Mas de nada adianta decorar os nomes e significados, se o aluno não aplica esse conhecimento no seu dia-a-dia. "A UFJF vinha, há uns anos atrás, em uma caminhada bem interessante de cobrança de raciocínio do aluno. De dois a três anos voltamos a ter novamente um número maior de questões de memorização. Isso está na contra-mão da maioria dos vestibulares da região", defende.

    Apesar disso, Alexandre acredita que a prova da UFJF continua sendo de alta qualidade. "A prova de Biologia talvez seja a melhor no vestibular da universidade. A expectativa é que, este ano, ela volte a cobrar mais o raciocínio do candidato, o que tem sido uma tendência atualmente", espera.

    Fazer o diferencial

    Foto do professor Alexandre Muitos candidatos para poucas vagas. O vestibular se torna, cada vez mais, um verdadeiro funil, ou utilizando outra metáfora, uma verdadeira peneira, com espaços cada vez mais apertados. Só quem realmente está preparado consegue conquistar o seu lugar em uma universidade pública.

    Diante desta situação, ser apenas mais um não é o mais recomendado. O bom candidato deve mostrar o seu diferencial. Na Biologia, uma iniciativa pode ser trabalhar com as imagens. "A utilização de imagens é fundamental e é uma tendência da universidade. As provas, principalmente as da segunda fase, estão vindo com bastante desenho, esquemas e quadros. Quanto mais o aluno souber visualizar, melhor para ele", recomenda Alexandre.

    Ainda segundo o professor, outra dica importante, mas que muitos candidatos não se ligam muito, é em relação aos exercícios. De acordo com Alexandre, o aluno que faz bastante exercício em casa, tem maior possibilidade de se deparar com uma questão parecida no vestibular, deixando-o mais seguro para fazer essa questão. Além disso, as provas abertas valorizam a escrita do candidato.

    "Um dos comentários que os professores da universidade fazem aos colegas das escolas e cursinhos da cidade é que o texto dos alunos está muito ruim. O aluno pode até conhecer o assunto, mas não consegue expressar isso. Praticar bastante exercício em casa e escrever e levar para o professor analisar, pode melhorar o desempenho", recomenda.

    Outra atitude que deve ser uma constante entre os candidatos que querem se preparar bem para a maratona do vestibular, é estar atento às atualidades. Aquecimento global, efeito estufa e biotecnologia (abordando temas da genética) são questões que vêm se apresentando com certa freqüência nas provas. Além disso, os pontos clássicos não devem ser esquecidos, como a fisiologia das plantas e as características gerais de alguns tipos de seres vivos.

    A prova de Biologia na UFJF

    Foto de um livro de biologia O professor Alexandre percebe que no vestibular da UFJF, a prova de Biologia segue certo padrão na divisão dos temas nas questões. "Na primeira fase, com oito questões de múltipla escolha, a prova apresenta, basicamente, duas questões de botânica, duas de zoologia e quatro de biologia geral, englobando citologia, ecologia, genética e evolução. Na segunda, geralmente aparecem duas de zoologia, duas de botânica e duas de biologia geral", comenta.

    Para Alexandre, as provas de biologia apresentam um nível razoável nos últimos vestibulares e quando os professores de colégios e cursinhos têm alguma crítica, a banca, formada por professores da UFJF que elaboram as provas, se mostra disposta a ouvi-los.

    "A relação dos professores de colégios e cursos com os professores da UFJF é muito boa. A banca de Biologia tem se caracterizado por ser muito aberta ao diálogo", defende Alexandre.

    Reta final

    Agora é hora de começar a gastar um pouco mais de tempo estudando em casa e deixar algumas atividades de lado. Essa é a opinião do professor Alexandre. "Feriado, por exemplo, é hora de descansar para voltar às atividades com força total. A fase de sair já acabou. Essa reta final é a hora de gastar tempo em casa e se dedicar à leitura e aos exercícios".

    Para os mais desavisados, o professor explica que a velha história de que as matérias do primeiro semestre são menos importantes já virou lenda. "Boa parte da matéria é seqüenciada. As informações dadas hoje, dependem das que foram passadas no primeiro semestre. Na UFJF não tem muito essa divisão. O conteúdo cai com certa igualdade", conclui.

    Se a Biologia for um pesadelo para você, candidato, não desanime. Siga as dicas, estude todo o conteúdo e boa prova.

    *Guilherme Arêas é estudante de Jornalismo na UFJF

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