Operação prende 7 e apreende mais de 150 animais em Juiz de Fora e outras quatro cidades

Manobra foi realizada também em Santos Dumont, Santa Bárbara do Tugúrio e Rio Novo; Multas passam de R$500mil

Por Da redação

Pássaro apreendido durante operação na Zona da Mata

Uma operação conjunta entre as polícias Civil e Militar prendeu sete pessoas e apreendeu mais de 150 aves silvestres nesta quarta-feira (1º) na Zona da Mata. Batizada de Operação Libertas, a ação teve como foco o combate ao tráfico de animais e crimes ambientais na região. Um dos pássaros apreendidos é avaliado em R$ 50 mil por ser campeão de canto.

Ao todo, as equipes cumpriram 19 mandados de busca e apreensão em Juiz de Fora, Santos Dumont, Santa Bárbara do Tugúrio e Rio Novo. Além dos presos, outras seis pessoas foram conduzidas para prestar esclarecimentos. 

Rede criminosa e anilhas adulteradas

De acordo com as investigações, em Santos Dumont foi identificada uma rede criminosa estruturada para a caça e o comércio ilegal. Na cidade, seis suspeitos foram presos em flagrante. Eles devem responder por tráfico de animais silvestres, adulteração de anilhas, associação criminosa e por manter animais silvestres em cativeiro.

Nas outras cidades, outras três pessoas foram levadas para a delegacia por manterem aves em cativeiro de forma irregular. Em Rio Novo, a polícia localizou 65 pássaros em endereços diferentes. Segundo a polícia, as multas aplicadas aos criminosos ultrapassam os R$ 500 mil.

Espécies ameaçadas de extinção

Entre os animais resgatados, os policiais encontraram exemplares de curió, espécie ameaçada de extinção em Minas Gerais.

Também foram apreendidos corrupiões, trinca-ferros e coleirinhos. Segundo a Polícia Civil, essas espécies são frequentemente visadas pelo tráfico devido ao alto valor comercial no mercado ilegal e pela grande procura para criação clandestina.

Todos os animais foram encaminhados para o Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres. As investigações continuam. 


Participaram da operação 80 policiais civis e militares. A operação teve o apoio do Ministério Público, do Ibama e do Instituto Estadual de Florestas (IEF).