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    Quarta-feira, 30 de julho de 2008, atualizada às 18h

    Anvisa suspende a fabricação, distribuição, comércio e uso do medicamento Cardiosetyl



    Daniele Gruppi
    Repórter

    A Anvisa suspendeu a fabricação, distribuição, comércio e uso do Cardiosetyl, fabricado pelo Laboratório Químico Farmacêutico Barros, de Juiz de Fora (MG). O medicamento não possui registro válido para os lotes produzidos a partir de 06 de junho de 2008.

    Segundo o diretor comercial Guilherme Augusto Tavares, os medicamentos que estão no mercado podem ser consumidos, pois foram fabricados antes do vencimento da inscrição e por isso não estão em situação irregular.

    O Cardiosetyl é um calmante produzido em Juiz de Fora desde 1914. Por exigência da Anvisa, o medicamento teria que passar por uma série de testes para a renovação do registro de produtos fitoterápicos.

    Tavares afirma que a empresa é contra os procedimentos e que não renovou o registro. O laboratório preferiu lançar nova fórmula. "Substituímos a passiflora incarnata pela passiflora alata. Fizemos os estudos internos e solicitamos o registro novo para o medicamento Cardiosetyl-M".

    A expectativa é que o calmante com nova fórmula possa ser comercializado no prazo de três meses, logo após a publicação do registro em Diário Oficial pela Anvisa. O Cardiosetyl é uma medicação sedativa nos distúrbios neurovegetativos caracterizados por insônia, ansiedades, angústia, irritabilidade, perturbações nervosas da menopausa, eretismo cardíaco, taquicardia e palpitações.

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