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    Arquitetura x Coronavírus: 8 dicas para reduzir o risco de contágio


    Fabiano Teixeira 17/03/2020

    Pode parecer uma chamada alarmista... e é!

    Mas todo o esforço é válido para tentar mitigar a disseminação dessa pandemia.

    E como a principal recomendação da OMS é o isolamento social, forçando-nos a ficar mais tempo dentro de casa, vamos dar oito dicas do uso do espaço que ajudam a diminuir o risco de contágio e transmissão dessa doença.

    Não entrar de sapato em casa

    Os japoneses têm um hábito milenar de tirar os sapatos logo ao entrarem em casa, calçando pantufas em seu lugar.

    Um dos principais motivos desse hábito é evitar trazer sujeiras da rua para a residência. Esse gesto, por si, reduz em até 85% a quantidade de poeira, toxinas e sujeiras que entra em casa todos os dias.

    Esse “pit stop” para a troca de sapatos por pantufas acontece no hall de entrada que se chama “genkan”.

    Não precisamos ter um "genkan" pra chamar de nosso, nem fazer aquele ritual completo, mas uma boa prática seria retirar os sapatos e levá-los sempre nas mãos até seu lugar de destino.

    Ah… e obviamente lembrar-se de lavar as mãos logo em seguida.

    Uma outra dica importante é passar a guardar os sapatos fora do quarto, deixá-los sob quarentena de 24h em uma sapateira na área de serviço, por exemplo.

    Álcool gel logo na entrada

    Uma dica simples, porém eficaz, é deixar um recipiente de álcool gel em um local estratégico, o mais próximo possível da porta por onde entramos com mais frequência em casa.

    Isso facilita o hábito de desinfetar as mãos logo que chegamos da rua, evitando levar contaminação para os outros ambientes.

    O ideal seria higienizar as mãos e também a maçaneta (pode ser com desinfetante)..

    Caso seja difícil (ou caro) encontrar o álcool gel, lavar bem as mãos com um bom sabonete surte o mesmo efeito.

    O importante é criar o hábito de lavar as mãos assim que se entra em casa, antes de tocar qualquer coisa.

    Roupa suja

    Coisa boa é chegar em casa, se jogar no sofazão da sala e ligar a TV, WhatsApp e Instagram, tudo ao mesmo tempo, para poder descansar do dia de labuta.

    E ver que 11 em cada 10 notícias falam sobre o Coronavírus… e ficar assombrado de como tem gente irresponsável e displicente com relação a essa pandemia.

    E minha pergunta é: deitou no sofá, ou pior ainda, na cama, com a roupa que veio da rua?

    O ideal é chegar em casa, tirar o sapato, higienizar as mãos e a maçaneta e dar um jeito de tirar logo a roupa que veio da rua.

    Mesmo que não vá lavar algumas peças, deixe-as tomando um ar na área de serviço por pelo menos 24h.

    Criar o hábito de tirar a roupa assim que se chega da rua e sempre deixá-la em um ambiente adequado é fundamental para diminuir o risco de espalhar a contaminação pela casa.

    Hora do Banho

    Como você já chegou em casa tirando o sapato, higienizando as mãos e maçaneta, tirando a roupa e colocando-a em um local adequado… o que acha de aproveitar que está quase como veio ao mundo e tomar seu banho imediatamente?

    Ventilação Natural

    Ambientes fechados com ar estagnado (ônibus, restaurantes, salões, quartos…) são mais propícios à proliferação do vírus.

    Induzir a circulação de ar, através da ventilação cruzada, renova o ar do ambiente naturalmente, sendo o remédio mais eficaz contra a estagnação.

    O ar condicionado, apesar de gerar um conforto, pode ser na verdade um grande vilão desse processo pois, por trás da falsa sensação de segurança, criada pelo ar fresquinho, pode estar escondendo um ar viciado e contaminado.

    Grande parte desses equipamentos trabalham com a recirculação do ar do próprio ambiente, e poucos têm seus filtros limpos ou substituídos semestralmente.

    Imagine, então, a quantidade de elementos contaminantes presentes nesse local?

    O Coronavírus vai acabar encontrando um jeito de procriar… criar família com outros contaminantes que já existiam ali e, talvez, até gerar uma nova geração de vírus mutantes, tipo X-Man.

    A dica, então, é buscar sempre a ventilação natural, principalmente em estabelecimentos públicos.
    Evite restaurantes, lojas e pontos comerciais que trabalham com climatização artificial. Ou peça pelo menos para o proprietário deixe a porta aberta ;-)

    Em casa, tente levar seu almoço para as varandas ou sacadas. Assim ainda poderá tirar onda falando que está almoçando fora todos os dias.

    Iluminação natural

    Apesar de existirem algumas lâmpadas (ainda não homologadas) que supostamente matam os vírus e bactérias que pairam no ar, a importância da luz aqui, principalmente a natural, não é a de combater diretamente esses agentes biológicos.

    Ambientes bem iluminados têm a capacidade de manter nosso astral mais elevado.

    Mas qual a importância disso?

    A tristeza e depressão gostam das sombras e de ambientes escuros. E esses estados de ânimo costumam baixar nossa imunidade, o que torna nosso organismo menos resistente para enfrentar a doença.

    Assim, abramos as cortinas, deixemos a luz do Sol entrar. A claridade adequada, principalmente vinda de fonte natural, é um importante elemento de apoio para nos fortalecer.

    Ambientes Úmidos

    Evitar ao máximo permanecer em ambientes úmidos e mofados. Eles fazem com que os vírus sobrevivam por mais tempo.

    Além disso, o mofo ataca diretamente o sistema respiratório, nos deixando menos resistentes ao enfrentamento do Coronavírus.

    Ventilação natural, luz do Sol e obviamente eliminar infiltrações ajudam a diminuir a umidade e mofo.

    E se o bicho já pegou?

    Mas, e se o coronavírus já se instalou em nosso organismo e os médicos nos orientaram a fazer quarentena domiciliar?

    Nesse caso o negócio é criar um bunker dentro de casa.

    Caso haja uma suíte na residência, esse será o melhor lugar para deixar a pessoa infectada, pois ali ela poderá resolver todas as suas questões vitais, sem precisar ficar zanzando pela casa: descansar, higienizar-se, responder aos chamados fisiológicos e entreter-se.

    Se não houver TV no quarto, jogue um celular pela fresta da porta e libere o sinal do Netflix, WhatsApp e Instagram… Com isso em mãos, talvez a pessoa nem perceba que sua rotina diária mudou.

    Fabiano Teixeira é Arquiteto com especialização em Gestão de Projetos. Foi instrutor do EMPRETEC (curso de empreendedorismo da ONU), coordenador do curso de Arquitetura da FMG e professor de pós graduação em Design de interiores.
    Faz parte da Argus Arquitetura e Interiores, que tem mais de 350 projetos residenciais, comerciais e de edifícios em diversas cidades do país. Com projetos selecionados para mostras e revistas de circulação nacional.

    Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com

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