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    Juliano Nery Juliano Nery 27/1/2012

    Aplausos

    Foto de espetáculo do GrupoFoi batendo palmas de pé, como se faz, costumeiramente, em bons espetáculos, que recebi a informação de que o Grupo Divulgação tornou-se patrimônio cultural de Juiz de Fora. Os 46 anos de história da companhia teatral merecem este reconhecimento, já que o grupo atravessou gerações e gerações de espectadores, atores e produtores culturais do município, sempre sob a batuta do diretor, José Luiz Ribeiro, incansável criador e artista. Vale menção também aos vereadores José Sóter Figueirôa Neto e Francisco Canalli, do PMDB, que tomaram a iniciativa do projeto. E aproveitando que as cortinas estão abertas para a comemoração, os aplausos ao grupo não param por aí.

    O Divulgação merece aplausos por conseguir, há quase cinco décadas fazer teatro, ou seja, produzir arte, de forma ininterrupta, em momentos como o da ditadura militar, de mudanças de plano econômico e moeda, de apoio e falta de apoio à cultura. Não há mérito maior do que estar sempre produzindo e isso vale palmas, muito palmas, por atitude tão louvável, já que, não houve cenário social que impedisse a paixão do grupo pelo teatro.

    O Divulgação merece aplausos, porque as temáticas abordadas nas peças e produções teatrais sempre trazem temas relevantes e de cunho atual, com enredos interessantes, pontuados por uma fina ironia e crítica social bem apurada. É muito bacana assistir a encenação dos textos do José Luiz e todo esse refinamento. E a isso, também devemos credenciar mais palmas, não só a ele, mas a toda a equipe que se envolve e se dedica na criação das peças.

    O Divulgação merece aplausos, porque ao longo da sua trajetória conta com números extremamente expressivos. Foram mais de 500 atores, 176 peças encenadas e incontáveis espectadores. E se formos contar os aplausos, vai ficar difícil caber tanto número, desde 1966.

    O Divulgação merece aplausos, porque contribui firmemente para a formação de novos artistas para nossa cidade e isso é feito de uma maneira cuidadosa. Valores éticos, viés acadêmico e construção coletiva estão entre os itens que norteiam a formação de novos atores que, ainda que não se profissionalizem para o teatro, levam esta base para as próximas etapas da vida. A matéria no Canal de Cultura da ACESSA.com emblematiza esses pontos, já que conta com o relato e os aplausos de quem por lá atua e atuou.

    Motivos não faltam para aplaudir. Por meu turno, quando conheci o trabalho do Grupo Divulgação, há coisa de uma década, ele já era um trintão, havia atingido a idade da razão e o respeito típico desta fase. Já sabia o que queria e conhecia os atalhos do palco, o que me chamou bastante a atenção, embora nem soubesse da história da trupe, mas, aplaudisse o trabalho. Agora, rumo aos 50, o tombamento pelo poder público municipal dá um ar de sabedoria e o respeito fica ainda maior. Acrescente-se mais palmas! E vida longa a este patrimônio de Juiz de Fora...

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    Juliano Nery é jornalista, professor universitário e escritor. Graduado em Comunicação Social e mestre na linha de pesquisa Sujeitos Sociais, é orgulhoso por ser pai do Gabriel e costuma colocar amor em tudo o que faz.

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