UFJF apresenta resultado da primeira etapa do Fala Juiz de Fora Objetivo é levantar dados referentes à percepção dos moradores da cidade sobre juventude, escola e professores

Aline Furtado
Repórter
31/8/2009

Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) apresentou, na tarde desta segunda-feira, dia 31 de agosto, o resultado da primeira etapa da pesquisa Fala Juiz de Fora. Segundo o diretor do Centro de Pesquisas Sociais, Carlos Alberto Hargreaves Botti, o objetivo é conhecer a cidade por meio da visão de seus moradores e, a partir daí, propor políticas públicas de melhorias.

A primeira etapa definiu a visão da sociedade com relação à juventude, à escola e aos professores. Durante esta fase, foram ouvidos 606 entrevistados, que representam todas as regiões urbanas de Juiz de Fora. O critério para escolha dos entrevistados obedeceu aos parâmetros de faixa etária e sexo adotados pelo Censo. As características da pesquisa consideraram interesses acadêmicos e sociais. "Os resultados foram surpreendentes", ressalta Botti.

De acordo com a pesquisa, a percepção da população quanto à juventude é negativa. "Podemos dar como exemplo o fato de os jovens serem vistos de forma associada com gangues, drogas, violência e criminalidade", destaca Botti. Para ele, esta concepção é assustadora, visto que faz parte do subconsciente da comunidade. A partir do cruzamento de dados, concluiu-se que os próprios jovens têm uma percepção negativa a respeito deles próprios.

"A escola é vista como instituição de grande importância, embora as pessoas tenham informado que não participam de eventos como festas e reuniões, por exemplo", afirma. Ainda sobre a escola, uma curiosidade é que a população vê a greve como manifestação positiva.

Durante a primeira etapa dez estagiários da UFJF atuaram na coleta dos dados. Para as próximas fases, este número deve subir para 16. "O objetivo é dar mais agilidade ao trabalho", aponta.

Para a realização da pesquisa, foram adquiridos 30 palm tops, equipamentos utilizados para o armazenamento dos dados coletados. Foram gastos R$ 90 mil na aquisição dos aparelhos. "A nova tecnologia garante a transparência porque o entrevistado pode responder aos questionamentos diretamente no equipamento, sem a necessidade de um interlocutor e sem o risco de se sentir constrangido", destaca a pró-reitora de pesquisa, Marta Tavares D'Agosto.

O estudo contará com mais duas etapas, que deverão ser realizadas em setembro e outubro. Na segunda fase, o estudo buscará definir como a juventude vê a escola e a sociedade. Na terceira etapa, os professores deverão expor sua visão da sociedade e da juventude. Apenas escolas da rede pública estão envolvidas no projeto.

As variáveis da pesquisa serão disponibilizadas no site do Centro de Pesquisas Sociais da UFJF. Trabalhos como este serão realizados posteriormente, envolvendo temas diferenciados.

Os textos são revisados por Madalena Fernandes

Conteúdo Recomendado

Comentários

Ao postar comentários o internauta concorda com os termos de uso e responsabilidade do site.