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    Fim do rodízio de água divide opiniões em Juiz de Fora

    Cesama acredita que as obras garantem o abastecimento da cidade, mesmo em tempos de estiagem

    Angeliza Lopes
    Repórter
    30/01/2016

    A suspensão do rodízio de água em Juiz de Fora completa uma semana na próxima segunda-feira, 1° de fevereiro. A decisão da Companhia de Saneamento de Juiz de Fora (Cesama) foi anunciada mais de um ano depois de implementada a medida, que teve início em outubro de 2014. Na época, a Represa de São Pedro estava praticamente zerada e a Dr. João Penido operava com 26% de sua capacidade. A vazão de apoio da adutora Chapéu d'Uvas, inaugurada em novembro de 2014, e as intensas chuvas de janeiro possibilitaram a recuperação das represas e o fim do rodízio preventivo. Mas, na enquete feita pela ACESSA.com esta semana com a pergunta: O que você acha do fim do rodízio do abastecimento de água em JF?, 59,35% (92) das pessoas se posicionaram contra a sua suspensão, 34,19% (53) são a favor e 6,45% (10) não souberam opinar.

    Juliana Machado, mestre em Ciências Biológicas, também opina contrária ao corte total da medida, que é vista por ela como uma maneira de reeducar a população para o uso consciente da água. "Penso que as medidas deveriam ser pensadas a longo prazo. Este mês as chuvas estão constantes, mas estamos vivendo uma alteração climática e vejo que ação poderia continuar com uma versão reduzida. Em bairros onde acontece rodízio três vezes ao dia, poderiam reduzir para um dia neste período que as represas estão cheias", opina.

    Contudo, a assessoria de comunicação da Cesama avalia que as obras de otimização do sistema de abastecimento da cidade adotadas desde 2014 foram, exatamente, para que um novo rodízio não seja necessário. "A companhia ressalta que, por questões operacionais, determinadas regiões, sobretudo as mais íngremes, já estão há mais de um ano sob o impacto do rodízio. Logo, não seria justo com esses moradores manter tais condições de abastecimento, uma vez que nossos mananciais apresentaram uma recuperação satisfatória com as últimas chuvas".

    A ACESSA.com chegou a pedir um balanço de consumo da primeira semana sem o rodízio, mas a análise só poderá ser feita após um mês de abastecimento contínuo sem os cortes, que será no final de fevereiro. A Cesama acredita que o pensamento sobre possível falta de água no futuro, devido o desperdício, associada aos impactos na conta de luz fará com que os juiz-foranos não retornem a antigos hábitos de desperdício. "A receptividade dessa proposta foi tamanha que a economia média durante o rodízio foi de 6%. Também temos investido em diversas ações de mobilização social, como palestras, campanhas e uma equipe de conscientização, para casos de denúncia pelo 155 ou Fale Conosco".

    Mas, a pesquisadora avalia que a reação da população quando uma medida é suspensa é a mesma observada no Horário de Verão. "Quando termina a medida, as pessoas voltam a consumir mais. É um comportamento comum. As pessoas deixam de se policiar", afirma.

    Morador do bairro Bom Pastor, Luciano Chinelato, vê que o rodízio poderia continuar, mas com menos dias. "Vejo que um dia de rodízio não prejudica ninguém. É só não exceder. Eu evitava usar muita água nos dias de rodízio aqui no bairro e não via muito problema. Também acho que os órgãos responsáveis deveriam fazer campanhas para orientar mais a população". Ormindo Maia, que reside no bairro Nossa Senhora de Lourdes, concorda que a suspensão foi precipitada. "Acho cedo para avaliar como vai ser daqui para frente, em relação aos níveis das represas, além disso, os consumidor demora se adaptar ao racionamento".

    Já a moradora do bairro Nova Era, Shirley Monteiro afirma que não chegou a ser afetada pelo rodízio, por gastar pouca água. "Contudo, penso que se os reservatórios estão bem abastecidos, não tem porque continuar. Pessoas reclamam que havia lugares, como bairro São Pedro, sem água duas vezes na semana. E alguns lugares altos a água demorava mais a chegar".

    Obras

    Para 2016, está prevista para ser finalizada em março a interligação da adutora de Chapéu d´Uvas com a Estação de Tratamento de Água (ETA) Marechal Castelo Branco. São 6.450 metros de tubulações que darão mais flexibilidade ao sistema de abastecimento, principalmente nos períodos de seca.

    Além disso, a Cesama segue com as obras da subadutora de São Pedro, orçada em R$ 16 milhões, que reforçará o abastecimento nas regiões mais íngremes do município, sobretudo na Cidade Alta, mas sem previsão de término.

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