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    Terça-feira, 5 de junho de 2018, atualizada às 7h35

    Greve dos caminhoneiros causou prejuízos de mais de R$ 7 milhões em JF

    Da redação

    Na tarde da última segunda-feira, 4 de junho, o prefeito Antônio Almas, apresentou, em coletiva de imprensa, os números do impacto da greve dos caminhoneiros na economia de Juiz de Fora e nos demais setores do município durante a vigência do decreto de situação de emergência na cidade. 

    O chefe do Executivo destacou as medidas adotadas pela PJF para superar o momento de dificuldade: “A criação do comitê de gerenciamento permitiu discutir com antecedência o que seria necessário, assim como as reuniões diárias que foram feitas e o decreto de situação de emergência, cujo objetivo foi garantir, no processo de reabastecimento, que o maior número de cidadãos fosse atendido”.

    Almas também ressaltou a organização dos comboios, com mais de 150 caminhões, em busca de combustível, gás de cozinha, produtos químicos para tratamento de água, gêneros alimentícios e outros insumos, operação que contou com escolta das forças de segurança com destino a Betim/MG e Duque de Caxias/RJ.

    A Secretaria da Fazenda apresentou estimativas em relação aos impactos do movimento. Segundo a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), a estimativa de perda na receita do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) é de R$ 5 milhões até o final de 2018. Já com o Imposto sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISSQN),calcula-se que a perda em relação a abril de 2018 é de mais de R$ 2,2 milhões, em junho. Sobre a perda na receita das Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) devido à paralisação, a estimativa é de R$ 150 mil, até dezembro de 2018.

    "O cenário influenciará diretamente a tributação federal, afetando os repasses realizados aos estados e municípios, como o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e demais transferências vinculadas, além da perda de confiança dos investidores, acarretando na queda do Produto Interno Bruto (PIB). Vários cortes de despesas serão adotados em programas sociais, saúde e educação, e a previsão é de que a recuperação de empregos poderá ocorrer de forma mais lenta, já que a folha de pagamento de vários setores produtivos será reonerada, além de cortes de incentivos fiscais aos exportadores".

    Saúde

    Durante os dias de paralisação, serviços e atendimentos de urgência e emergência foram mantidos normalmente. No entanto, diversos setores da cidade foram afetados. Mais de nove mil usuários deixaram de fazer a coleta de sangue e consultas precisaram ser reagendadas. O movimento afetou, ainda, a entrega de medicamentos e insumos por fornecedores, que apresentaram dificuldades. A situação mais grave é em relação à entrega de fraldas geriátricas, pois não há matéria-prima para produzir mais unidades e ainda não foi definida a data para normalizar o abastecimento. As cirurgias eletivas já foram retomadas e estão sendo remarcadas pelos prestadores. A hemodiálise aconteceu sem intercorrência durante todo o período.

    Na apresentação dos dados foram destacados os impactos da Medida Provisória nº 839, de 30 de maio, nos programas do setor de saúde, diante dos cortes previstos na decisão, que abre crédito extraordinário à subvenção de R$ 9,5 bilhões para óleo diesel. Um dos projetos impactados é o “Requalifica SUS – Sistema Único de Saúde” (investimento em reformas e melhorias nas unidades básicas de saúde – UBSs), além do “Mais Médicos”, residência médica em “Saúde da Família”, transplantes, educação permanente, saúde mental, “Rede Cegonha”, “Farmácia Popular” e “Rede de Urgência e Emergência”.

    Educação

    As aulas foram suspensas durante quatro dias. A Secretaria de Educação já está organizando junto às escolas o calendário para reposição. Nenhum episódio de falta de merenda foi registrado. O momento atual é da retomada do abastecimento de escolas e creches municipais e conveniadas. A expectativa é de que o abastecimento esteja regularizado até quarta-feira, 6.

    Abastecimento

    As feiras livres aconteceram normalmente. O abastecimento da Ceasa foi seriamente comprometido pela paralisação, mas desde quinta-feira, 31, o reabastecimento foi iniciado e a expectativa é de que na quarta-feira, 6, a situação esteja normalizada.

    A distribuição de gás de cozinha residencial também foi seriamente comprometida, mas com os comboios realizados na última semana e o período de normalização, a estimativa é de que 70% da comercialização já esteja regularizada.

    Desenvolvimento econômico e turismo

    Conforme levantamento da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo (Sedettur), 20 eventos foram impactados, além de ter sido registrada queda estimada de 60% no faturamento da rede hoteleira e 70% no ramo alimentício e metal mecânico. Em bares e restaurantes foram registradas falta de insumos e gás de cozinha, restrição de cardápio e fechamento de casas, com queda de faturamento de 40% a 70% dependendo do estabelecimento.

    Transporte

    Em acordo com os consórcios que operam o sistema de transporte coletivo em Juiz de Fora, foi feito o racionamento de ônibus na cidade já a partir da quinta-feira, 24 de maio. De acordo com dados da Secretaria de Transporte e Trânsito (Settra), a partir do quarto dia de paralisação dos caminhoneiros começou a ser sentida a queda no número de passageiros, em decorrência da redução das aulas na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), faculdades particulares e escolas da rede pública e privada.

    Em relação ao táxi, também na quinta-feira, 24, o número de corridas por veículo aumentou 20% no comparativo com um dia comum. Nos dias 27 e 28 houve queda no número de viagens. No entanto, um aumento foi registrado a partir do dia 29, com a chegada do combustível e a prioridade de abastecimento dada ao serviço de transporte coletivo.Com relação à média do fluxo de veículos, no dia 24 de maio praticamente menos de 30% da frota da cidade estava em circulação. Com a chegada do combustível, o aumento começou na terça-feira, 29, com registro de 42%, chegando a 80% no sábado, 2. Nesta segunda-feira, 4, a estimativa é de que a situação esteja normalizada.

    Fiscalização do Procon

    Foram sete registros: dois autos de constatação, quatro de infração – sendo três em estabelecimentos que estavam vendendo quantidade acima do limite definido pelo decreto, e um outro pelo mesmo motivo, acrescido do fato de vender no galão – além de um auto de notificação de venda de gás por preço acima do permitido. A fiscalização da Agência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) permanece intensificada, a fim de coibir a prática de preços abusivos. A força tarefa de fiscalização segue nas ruas, com agentes de trânsito, fiscais do Procon, de posturas municipais, profissionais da vigilância sanitária, guardas municipais e policiais militares. De acordo com o Procon, foram mais de 280 denúncias de prática abusiva, em sua maioria relacionada ao consumo de combustível, com registros desde 28 de maio, pelos telefones 3690-7610 ou 3690-7611 e do aplicativo Colab.

    Obras e Empav

    A Secretaria de Obras (SO) deu prioridade aos serviços emergenciais. Na Empresa Municipal de Pavimentação (Empav), os caminhões de asfalto ficaram detidos dentro da usina e o funcionamento, durante o movimento, foi realizado com equipes de plantão. As atividades já estão regularizadas, com a programação em andamento de parques e jardins, tapa-buracos e pavimentação.

    Eventos culturais

    A Fundação Cultural “Alfredo Ferreira Lage” (Funalfa) teve que adiar a realização do “Corredor Cultural”, dentro das comemorações do aniversário da cidade, em razão do impedimento de transporte de várias atrações, fornecedores da Prefeitura e serviços exigidos para manutenção da programação.

    Comenda “Henrique Halfeld”

    A cerimônia comemorativa do aniversário de Juiz de Fora de entrega do “Mérito Comendador Henrique Guilherme Fernando Halfeld” será realizada em 26 de junho, no Teatro “Paschoal Carlos Magno”. A nova data foi anunciada pelo prefeito durante a entrevista coletiva. O evento havia sido adiado em função dos reflexos do movimento dos caminhoneiros, que também impactou fornecedores e o deslocamento em geral.


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