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    Sexta-feira, 22 de junho de 2018, atualizada às 19h32

    Familiares e coletivos fazem vigília contra morte de psicóloga e casos de feminicídios em JF

    Da redação

    Uma vigília em memória a psicóloga Marina Gonçalves Cunha, encontrada morta no dia 31 de maio, no bairro Aeroporto, e outras vítimas de feminicídio em Juiz de Fora, está acontecendo na noite desta sexta-feira, 22 de junho, no Calçadão da Rua Halfeld. Familiares e amigos da vítima, além de apoiadores da causa estão concentrados em frente ao Banco do Brasil, vestidos com camisa com a foto da psicóloga estampada e a frase '#Marina Presente - Contra o Feminicídio'.

    O objetivo do ato é cobrar que o empresário, 38 anos, marido da vítima e assassino confesso, seja preso, além de chamar atenção para a luta contra casos de feminicídio na cidade.

    Para simbolizar o ato, organizado pelos coletivos Maria Maria - Mulheres em Movimento, Mulheres Medicina - UFJF e Conselho Regional de Psicologia (CRP), várias velas foram acesas em torno de cartazes com frases como 'Não existe vítima de amor. Só de violência', 'Nossas vidas importam', 'Seu machismo mata', 'Mexeu com uma, mexeu com toda'. A professora universitária Jaci Gameiro é uma das mães da escola em que os filhos de Marina estudam. Ela disse que em apoio ao ato e a família, o grupo se organizou para participar da vigília. "Estamos aqui para reafirmar que as vidas das mulheres importam. Quando uma vai desse jeito, todas nós vamos um pouco. Não vemos como um caso isolado, mas são várias mulheres sofrendo violências físicas, emocionais todos os dias. Mulheres negras, de classes mais pobres, sofrem muito, mulheres de classe média, alta sofrem violência, discriminação e preconceito todos os dias", destaca.

    A estudante Alécia Vangartner, de 17 anos, conta que ficou chocada com a história e resolveu mobilizar um grupo de amigas para participar da ação. "Nunca imaginei que fosse acontecer algo assim em Juiz de Fora. Estamos em 2018 e acontecer coisas desse tipo é chocante, mas acho que é necessário lutarmos para tentar reverter esta situação de machismo na nossa sociedade que, infelizmente, persiste".

    A integrante do Coletivo Maria Maria, Laiz Perrut, explica que o grupo pensou em fazer um ato mais silencioso, em respeito a família e tudo que está acontecendo. "Além da família da Marina, temos presente os familiares da Jurema, que foi morta em 2009 pelo ex-marido que continua solto até hoje. Ele foi julgado em 2015 e recorre em liberdade. Mês que vem terá o novo julgamento dele, então a gente também está lembrando a morte dela e de todas outras mulheres vítima em Juiz de Fora".

    Laiz lembra ainda que é importante trazer para o conhecimento da população a nova lei de 2015, que torna o crime hediondo o assassinato de mulheres, titulado como 'feminicídio. "Por se tornar crime hediondo faz com que a pena aumente, por tipificá-lo como qualificado".

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