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    Segunda-feira, 24 de junho de 2019, atualizada às 9h30

    Canudos de plástico demoram mais de 200 anos para se decompor

    Jorge Júnior
    Editor

    Apesar de ter uma vida útil muito curta - menos de dez minutos - os canudos de plásticos podem levar 200 anos para se decompor na natureza. Segundo dados da Secretaria de Meio Ambiente, o canudinho de plástico representa 4% de todo o lixo plástico do mundo. Em Juiz de Fora, o projeto de Lei do vereador Zé Márcio-Garotinho (PV) quer proibir a utilização de canudos de plástico em estabelecimentos comerciais de Juiz de Fora. De acordo com a proposta, os hotéis, restaurantes, lanchonetes, bares e vendedores ambulantes do município poderão oferecer somente canudo de papel biodegradável e/ou reciclável, embalados em material semelhante.

    Ao ser aprovado, o projeto coloca Juiz de Fora no grupo de cidades que já proíbem o uso de canudinhos de plástico, como Rio de Janeiro e São Paulo. “A vida útil de um canudo é o tempo suficiente para você terminar a sua bebida, uma média de 4 minutos. E ele gasta mais de 200 anos para se decompor na natureza e quando vai parar nos oceanos o plástico acaba massacrando a vida marinha”, comenta o vereador. 

    Zé Márcio-Garotinho ainda ressalta que a lei traz consciência ambiental à população. “Estamos comemorando o ‘junho verde’, período no qual discutimos questões ambientais, por isso estamos trabalhando para aprovação desta lei este mês. A população já tem ciência das conseqüências de quando não cuidamos do nosso meio ambiente. Afinal, estamos todos dentro do planeta e não existe jogar o lixo ‘fora’”.

    Após a aprovação, a norma entra em vigor em 120 dias. O estabelecimento que descumprir está sujeito a uma multa no valor de R$500.

    Na última quarta-feira, 19 de junho, o projeto foi aprovado em segunda discussão na Câmara. Agora falta a sanção do Executivo.

    Sobre os canudos

    Os primeiros surgiram 3.000 a.C.. Eles foram feitos pelas sumérias para evitar os subprodutos sólidos da fermentação da cerveja, que ficavam no fundo do copo. O canudo era basicamente um tubo de ouro enfeitado com pedras preciosas azuis, lembrando a bomba de chimarrão e de tererê utilizada pelos gaúchos.

    Em 1800, o canudo de centeio (ou palha) se tornou popular por ser barato e macio. Para resolver esse problema, surgiu o canudo de papel, que, em 1888, foi adaptado e patenteado por Marvin C. Stone. Depois eles fora feitos com plástico.

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