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    Greve dos trabalhadores do transporte coletivo entra no segundo dia em JF 

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    19/08/2020

    A greve dos motoristas e cobradores do transporte público em Juiz de Fora entrou no segundo dia nesta quarta-feira, 19 de agosto. Segundo o Sindicato dos trabalhadores em Transporte de Juiz de Fora (Sinttro), o movimento na cidade respeitaria o critério de manter 30% do serviço em atividade. Porém, desde as primeiras horas de terça-feira toda a frota está parada.

    Em entrevista ao Portal ACESSA.com, o presidente do Sinttro-JF, Vagner Evangelista Corrêa, explicou que as negociações se esgotaram, por isso não há outra alternativa a não ser deflagrar a paralisação. "Em negociação coletiva, pedimos a manutenção de todos os benefícios como tíquete-alimentação, cesta básica, plano de saúde, entre outros. Já aceitamos o reajuste zero até dezembro e redução de 30% da carga horária e dos salários. Mas eles querem manter apenas o plano de saúde, e isso nós não podemos aceitar. Querem voltar ao período da escravidão?", se indigna o presidente do Sinttro-JF.

    As concessionárias chegaram a propor corte de 50% das horas trabalhadas, no entanto, os trabalhadores reivindicam a manutenção de, no mínimo, 70% da carga horária e salários. Caso haja a redução salarial, os profissionais não contarão com a contrapartida do Governo federal, uma vez que terminará o prazo da Medida Provisória (MP) 936, que permitia o complemento salarial.

    Com a greve, as vans escolares estão autorizadas a circular na cidade, cobrando o valor da passagem, de R$ 3,75.

    Settra solicita providências jurídicas

    Em nota, a Secretaria de Transporte e Trânsito (Settra) esclareceu que acompanha as manifestações dos profissionais do transporte coletivo urbano (TCU) e tomou todas as medidas jurídicas cabíveis para amenizar o impacto do movimento à população. "O Sinttro protocolou ofício na tarde do dia 14, confirmando proposta de realização de greve a partir do dia 18. Neste documento consta que a paralisação respeitaria direitos e garantias fundamentais da coletividade, com o percentual mínimo de 30% dos trabalhadores em atividade, para atender a todos os serviços essenciais. Ao perceber que a greve não estava respeitando este mínimo de atendimento previsto, a Settra encaminhou ofício à Procuradoria Geral do Município (PGM), informando sobre a paralisação total dos rodoviários e solicitando providências jurídicas viáveis a serem tomadas.

    A PGM, por sua vez, encaminhou ofício ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), solicitando pronunciamento jurisdicional sobre o movimento grevista convocado pelo Sinttro, tendo em vista falta de acordo entre a categoria patronal e seus empregados. O TRT já havia determinado, em paralisação anterior do TCU, em 21 de julho, que o Sinttro garantisse a presença ao trabalho dos profissionais necessários ao funcionamento, de, no mínimo, 60% da frota de transporte coletivo.

    A Settra ressaltou que não se está discutindo o direito de greve dos empregados. O que está sendo contestado é o descumprimento da norma legal, que garante o exercício de tal direito, mas impõe a ressalva da prestação mínima do serviço, no caso dos serviços essenciais".

    Trânsito

    Segundo o aplicativo Waze, que atua em parceria com a Settra, algumas ruas da cidade estão com o trânsito parado, como a Avenida Rio Branco, Rua Floriano Peixoto, Avenida Olegário Maciel, Avenida Brasil e Avenida dos Andradas. Na Avenida Francisco Bernardino o trânsito está moderado.

    Nota da Astransp

    Em nota, a Associação Profissional das Empresas de Transporte de Passageiros de Juiz de Fora (Astransp), que administra o Consórcio Manchester e parte do Via JF afirmou: "além do pedido de dissídio coletivo, que fica sob a competência do TRT, a Astransp está tomando todas as medidas administrativas e judiciais cabíveis para a regularização do funcionamento do sistema e pelo fim da abusividade da greve provocada pelos trabalhadores, especialmente para que o Sinttro cumpra com a legislação, respeitando as normas de garantia mínima de funcionamento do serviço essencial de transporte coletivo, mesmo em estado de greve".

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