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    Victor Bitarello Victor Bitarello 27/05/2015

    Mad Max.

    Não está sendo fácil pensar em um início para um texto sobre "Mad Max". Não. E não. "Mad Max" não será o melhor filme de nenhuma pessoa no mundo. Nenhuma. Mas é IMPOSSÍVEL uma pessoa assistir ao filme e, racionalmente, não considerá-lo incrível. E não é uma incredibilidade no sentido de ser o melhor filme da sua vida. Não. Mas no sentido de ser um absurdo momento de ação feito com uma enorme quantidade de qualidade. "Mad Max" não é qualquer ação que se vê por aí. "Mad Max" é desses filmes que vêm pra ganhar.

    Eu não gosto de filmes de ação. Eu costumo achá-los chatos, aborrecidos e monótonos. É um nada atrás do outro com barulho e barulho. Mas, independente de gostar, é possível que o trabalho tenha aspectos qualitativos a serem observados, considerados e percebidos e, com isso, julgados bons. Ou ótimos ou, como eu disse, incríveis.

    "Mad Max" conta a história de um homem, Max (Tom Hardy), um viajante solitário, num mundo desértico tomado por "tribos" de saqueadores dentre outras. Sequestrado por um grupo pertencente a uma "sociedade" ditatorial, ele se torna um doador de sangue para aqueles que são escolhidos pelo líder como guerreiros. Numa tentativa de fuga, ele consegue se juntar à Imperatriz Furiosa (Charlize Theron), também fugitiva, para abandonar aquele local e seguir sua vida como era.

    O longa trata-se de ação praticamente todo o tempo. Isso é um diferencial dele, se é que essa é a melhor palavra a se usar. É muita ação. Mas muita ação. Muita perseguição com direito a tiros e carros e caminhões. E motos. E o que foi incluído, que é MUITO interessante, é um sujeito tocando guitarra enquanto a perseguição ocorre. Dá um efeito muito legal a tudo aquilo ali. A ação é tanta que em vários momentos percebe-se que foi utilizado um efeito que nos lembra quando passamos um DVD pra frente, para chegar logo naquilo que queremos ver. No filme, isso deu um efeito "alucinante". É um filme para quem gosta muito de carros, de armas, que se diverte assistindo a isso nas telas. Eles fazem manobras das mais variadas, dando-nos, às vezes, até mesmo um certo trabalho em nos manter calmos diante daquilo tudo.

    "Mad Max" é claramente pop, não há dúvidas. Tem aquele roteiro típico de tentativa de fazer o público de massa odiar algum povo. No caso do filme, muito provavelmente a intenção está voltada para os islâmicos, haja vista que a todo momento os guerreiros mostram-se dispostos a morrer pelo líder, pois este os convence da existência de um lugar especial após a morte os espera. O líder também maltrata o povo, deixando claro para o público que aquele líder tem que ser exterminado, e que o líder ideal é a mulher bonita e branca, com ideais que o público compartilha. Tem também mulheres lindas e semi nuas, bem como homens lindos, alguns também semi nus, de forma a agradar a todos os gostos. Tem um final simples, esperado, desejado e óbvio. Uma dupla de atores principais muito conhecidos, com muito poder de atração de público.

    Fica uma dica então. Assistir ao filme vale a pena. Para quem gosta de ação, será um enorme prazer. Para quem curte bons trabalhos, também. Para quem não curte ação, e não está afim de ficar observando características qualitativas, aí realmente não vale não.


    Victor Bitarello é bacharel em Direito pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), pós-graduado em Direito Penal e Processual Penal pela Universidade Candido Mendes (UCAM). Ator amador há 15 anos e estudioso de cinema e teatro. Servidor público do Estado de Minas Gerais, também já tendo atuado como professor de inglês por um período de 8 meses na Associação Cultural Brasil Estados Unidos - ACBEU, em Juiz de Fora. Pós graduando em Direito Processual Civil.

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