Talvez o melhor: “Dunkirk”

Victor Bitarello Victor Bitarello 8/08/2017

Por mais que eu tenha algumas preferências sobre filmes que busco assistir, procuro não ter preconceitos, porque acho que estes não são válidos, inclusive no que diz respeito a cinema.

Num primeiro momento, ao ver a descrição de “Dunkirk”, eu tive a impressão de ser uma perda de tempo, de ser mais um dentre os péssimos filmes que chegaram neste período de férias escolares.

No entanto, como eu estava com muita vontade de ir ao cinema, o único que me parecia plausível era ele.   

“Dunkirk” traz a história da evacuação de soldados ingleses e franceses do Porto do Condado/cidade de Dunquerque, na França, em uma operação militar durante o segundo ano da II Guerra Mundial, conhecida como Operação Dínamo. A evacuação foi chamada pelo Primeiro Ministro inglês da época, Winston Chirchill, de milagre de Dunquerque.

Falar sobre o longa é relativamente fácil. Ele tem características muito marcantes e próprias. É quase um documentário sobre o ocorrido, haja vista que não há nada de romântico ou dramático no filme (apesar de que, talvez, possa ser dito isso sobre uma ocorrência no barco particular do personagem “Senhor Dawson” - vivido por Mark Rylance, um ator inglês incrível – na intenção de mostrar a situação psicológica vivida por um soldado resgatado em alto mar pelo condutor do barco). Digo que é fácil falar, porque “Dunkirk” é um filme de guerra, ou talvez nem isso. Em geral, quando falamos que um filme é de guerra, nos referimos a uma história que acontece tendo a guerra como pano de fundo, muito ou pouco explorada, como, por exemplo, em “O Resgate do Soldado Ryan” ou “Além da Linha Vermelha”. Este não. Ele, literalmente, mostra ataques típicos de batalha militar, como o uso de bombas e metralhadoras. Traz as tentativas de usar os navios para tirar os soldados do local, e mostra também o uso, feito pelo governo inglês, de barcos não militares para resgatá-los.

Para quem tem interesse nesse tipo de filme, ele é ótimo. Simplesmente ótimo. Tem Mark Rylance e Kenneth Branagh que eu adoro, e também um insistente Tom Hardy, que eu particularmente não gosto, mas como é muito bonito e praticamente não fala, ajuda a enfeitar o longa.

A direção de Nolan está impecável e, apesar de eu ter visto críticas contrárias a “Dunkirk”, eu sou contra elas. Ele é, sim, um grande filme.

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