Paulo, Apóstolo de Cristo

Nome do Colunista Victor Bitarello 16/05/2018

Eu acho que pela primeira vez, desde que iniciei essa jornada gostosa de comentar filmes aqui no Portal, eu vou ter que começar já falando a seguinte frase: “Caramba! Que filme chato! ”.

E olha que foi possível observar alguns aspectos que eu achei muitos legais, enquanto escolhas cinematográficas – o uso de pouquíssimos cenários, os quais eram, por sua vez, consideravelmente simples; o não uso de efeitos especiais típicos de filmes internacionais, em especiais os estadunidenses; figurinos e maquiagem bem básicos, que davam um ar de “antiguidade”, interessante para uma história daquela época. Mas penso que pode-se dizer que para por aí. É um filme por demais arrastado. Perdeu muito em oportunidade de explorar a vida de Paulo, e sua importância para o Cristianismo. O foco ficou muito em Lucas, personagem de James Caviezel, enquanto que Paulo (James Faulkner) era chato e ficou coadjuvante. E no final, quando colocado como centro, foi para romantizar a história e dar um ar de ação. Não há mais palavras a serem ditas. Eu estou muito aborrecido com isso. E olha que, mesmo com toda a chatice, haja vista a beleza da doutrina Cristã, de pregar o amor ao próximo, tudo ficou muito monótono. Fiquei tentando me convencer de que a centralidade de Lucas se deu por ele ter contado a história daquele que foi considerado também apóstolo, sendo sua vida incluída nos Atos dos Apóstolos, na Bíblia. No entanto, acho que o provável (muito), é que o ator é bem popular.

Infelizmente, por já conhecermos longas como “A Paixão de Cristo” (“The Passion of the Christ”), com Caviezel no papel de Jesus, “Maria Madalena”, com excelente qualidade de texto, direção, atuação, e que nos prendem a atenção do começo ao fim, é impossível defender esta obra bíblica atual.

Uma pena.

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