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    E o Oscar 2019 de melhor animação vai para: "Homem Aranha: no Aranhaverso"!

    Victor Bitarello Victor Bitarello 19/01/2019

    Por que venho falando sobre filmes que, supostamente, concorrerão ou até mesmo vencerão o Oscar 2019? Por que me preocupar com isso?

    Enquanto colunista cinematográfico, tenho a consciência de que este prêmio tem muito peso entre nós. Por exemplo, é a única premiação do mundo dos filmes cuja cerimônia é exibida pela Rede Globo, o canal de TV aberta mais popular aqui no Brasil. Nas antigas capas de DVD, podíamos observar a menção à vitória em determinada categoria. É como se houvesse uma presunção de ser o maior atestado de qualidade de um trabalho no que se refere a cinema. Por essas razões, considero interessante trazer a este espaço análises sobre os prováveis concorrentes.

    Eu observo que o Oscar não se trata somente de técnica. Na maioria das vezes é. Mas nem sempre. E isso me incomoda muito. Acontece de se privilegiar, por exemplo, determinada distribuidora, como aconteceu no Oscar 1999 (a Miramax recebeu várias estatuetas extremamente discutíveis com seu "Shakespeare Apaixonado"). Acontece de levarem em consideração a origem do trabalho, quando da premiação dos atores (premiar os americanos, ao invés de atores e atrizes estrangeiros). Outras vezes optam pelo protesto político. Eu, humildemente, penso que o certo é premiar o melhor e pronto.

    Atualmente, sem sombra de dúvida, o bom cinema americano está com foco na diversidade humana e no respeito ao próximo, muito atentos ao debate sobre o racismo e o feminismo. Excelentes filmes vêm sendo feitos, como "Moonlight", ou "Corra!". Os desenhos da Disney entraram na onda, como "Frozen", ou o recente "Wifi Ralph: quebrando a internet". E, assim como as produções, as premiações vêm caindo sobre os filmes que carregam essas temáticas.

    "Homem Aranha: no Aranhaverso" ("Spider-man: into the Spider-verse") também é um caso. Trata-se de um longa de animação no qual o então Homem Aranha, Peter Parker, é morto pelo Rei do crime. Mas o mundo não fica sem um herói. O adolescente Miles Morales é picado por uma aranha radioativa que o faz adquirir poderes de super herói, e ele deverá salvar o mundo dos planos do vilão e seus comparsas, tornando-se o novo homem aranha.

    Não é difícil comentar sobre esta fantástica obra.

    Sobre os aspectos mais aparentes, é necessário apontar algumas questões. Eu, por exemplo, não sou leitor de HQ. Por isso, estou bem preocupado em soltar besteiras aqui. Em breve pesquisa, soube que este HQ já existe há certo tempo, inclusive sendo bem quisto por Stan Lee, co-autor do herói original. Mas o que fica nítido, mesmo não conhecendo as obras da Marvel, é que Miles é um farto representante da diversidade. Sua mãe é uma enfermeira latino-americana. Seu pai é um policial negro. Eles moram em um bairro da periferia. O adolescente estuda, através de uma bolsa de estudos (ou algo do tipo), em uma escola que aparenta ser frequentada por alunos de classe social alta, na qual não se sente bem vindo.

    O filme tem um roteiro relativamente típico de histórias de super herói, ou seja, um grupo de heróis tentando derrotar uma equipe de vilões. Mas as imagens... nossa! É tudo inacreditavelmente lindo. As imagens parecem pinturas, difícil descrever. Enquanto animação, é simplesmente fenomenal! É tão bonito que teve momentos que eu me questionava se meu queixo estava aberto por causa da ação da história, ou simplesmente pela beleza. Tem vários lances de HQ (aqueles típicos "quadrinhos" com as falas dos personagens, ou onomatopeias de brigas que foram um show à parte).

    O Oscar de melhor animação produzida em 2018 está garantido!

    Mas eu penso que o melhor de tudo é que trata-se de uma comovente homenagem ao criador de tantos heróis, Stan Lee. Sua obra grandiosa aproximou pessoas e fez com que pessoas de todo o mundo não se sentissem sozinhas, incompreendidas. Stan Lee também foi um grande herói para essas pessoas. Ele merece uma obra tão genial como "Homem Aranha: no Aranhaverso".

    Victor Bitarello é bacharel em Direito pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), pós-graduado em Direito Penal e Processual Penal, pela Universidade Candido Mendes (UCAM) e Pós-graduado em Direito Processual Civil pela Faculdade Internacional Signorelli, do Rio de Janeiro. Ator de teatro amador por 15 anos. Apreciador e estudioso de cinema. Servidor público do Estado de Minas Gerais, também já tendo atuado como professor de inglês por um período de 8 meses na Associação Cultural Brasil Estados Unidos - ACBEU, em Juiz de Fora. Graduando em Psicologia.
    Iniciou como colunista deste Portal em janeiro de 2014.

    Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com

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