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    Querô Filme mostra a realidade de jovens abandonados e sem perspectiva de vida

    Priscila Magalhães
    Repórter
    20/09/2007

    Os amantes do cinema brasileiro já podem conferir nas salas de Juiz de Fora, o filme Querô, de Carlos Cortez, baseado na obra de Plínio Marcos. Querô é um adolescente pobre e órfão que vive sozinho na região portuária de Santos.

    O adolescente não freqüenta a escola e acaba indo para a Febem, onde vive um regime rígido imposto pelo monitor, Seu Edgar, e também as humilhações dos outros internos.

    Vivendo em péssimas condições na Febem, Querô foge e tem sua liberdade ameaçada quando um policial corrupto tenta suborná-lo para que ele não volte para a prisão.

    Além da experiência do abandono, o longa mostra a fragilidade dos relacionamentos, que se rompem com os interesses imediatos e o inconformismo de Querô por viver uma situação que ele não escolheu. "Esta é a situação em que muitos jovens brasileiros vivem atualmente", explica Carlos Cortez (foto ao lado).

    O diretor diz ainda que preferiu trabalhar com adolescentes que já conheciam de perto essa situação. "Os meninos que fizeram o filme passaram por um processo de seleção. São pessoas que conheciam a situação, o que não quer dizer que já haviam vivido essa realidade. Nenhum deles levou experiência própria para o filme", diz.

    foto de Maxuell Maxuell Nascimento (Querô) tinha 16 anos na época da gravação do filme. "Estava na escola quando um amigo me chamou para fazer os testes. No primeiro momento, não topei. Meu pai dizia que novela era coisa de menina e que homem tinha que assistir a jornal. Até que decidi tentar e, quando passei, minha família me deu muito apoio", diz o ator.

    Com relação à questão do abandono, o diretor diz que os adolescentes recebem muito preconceito. "Menos de 5% desses garotos têm ligação com o tráfico e os outros 95% não têm ligação com mais nada, quer dizer não vão nem à escola".

    Segundo Carlos, o cinema brasileiro está em uma fase muito boa. "Nunca tivemos tanta tecnologia e tanto recurso para fazermos filme. Não acho que mostrar a realidade brasileira seja um assunto esgotado. Podemos nos debruçar sobre qualquer tema. Ninguém se pergunta se está na hora de parar a produção de filmes sobre futebol ou amor. Por que então parar de fazer filmes sobre a realidade da periferia no Brasil?", explica.

    imagem do filme Querô imagem do filme Querô

    O filme Querô já ganhou 13 prêmios em festivais pelo Brasil. No 39º Festival de Brasília de Cinema Brasileiro, ficou com os prêmios de melhor ator, melhor roteiro, melhor direção de arte e melhor som. No 14º Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá venceu em melhor filme, melhor ator, melhor direção, melhor roteiro, melhor direção de arte e melhor produção. No 17º Cine Ceará: Festival Ibero-Americano de Cinema foi vencedor em melhor longa-metragem, melhor ator e melhor montagem.

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