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    Roda de Palhaços valoriza a arte e chega a JF Projeto desenvolvido por grupo de teatro mineiro passa por Juiz de Fora pelo segundo ano consecutivo. Confira a programação

    Marinella Souza
    Colaboração
    18/11/2008

    A Roda de Palhaços é fruto de um projeto de ocupação artístico-cultural do espaço público em Belo Horizonte, quando um grupo de teatro local começou a se apresentar em praça pública. O interesse foi tanto que o projeto cresceu, se desenvolveu tomou corpo e forma.

    "No ano passado estivemos nas cidades em que o antigo patrocinador desenvolvia projetos culturais e este ano estamos visitando aquelas onde a atual patrocinadora possui pólos de trabalho. Estamos tentando voltar às outras cidades que visitamos da outra vez também", explica o coordenador artístico do projeto, Cristiano Pena. Juiz de Fora está nas duas rotas e o coordenador comemora o sucesso do projeto na cidade.

    O primeiro ano foi em um único dia, depois passou para dois e hoje já são sete dias de evento. O coordenador artístico do projeto conta que o primeiro dia é destinado a um encontro reflexivo sobre a arte de palhaços, o segundo dia é para ensaiar e experimentar as cenas, o terceiro dia é quando o espetáculo Roda de Palhaços é apresentado ao público.

    Os outros quatro dias são destinados a uma oficina de aprofundamento na arte de palhaços. O projeto conta com a Lei Estadual de Incentivo à Cultura, isso possibilita que a Roda de Palhaços viaje por algumas cidades mineiras. Essas cidades são escolhidas de acordo com os patrocinadores.

    Foto de Roda de Palhaços em Belo  Horizonte Segundo Pena, o projeto Roda de Palhaços é um encontro de fortalecimento e estímulo entre profissionais e artistas que querem desenvolver a arte de palhaço. "Além disso, pretendemos incentivar os grupos da cidade a desenvolverem seus projetos".

    Na primeira vez, segundo Pena, contaram 45 pessoas nas oficinas e cerca de 350 assistiram à apresentação no domingo. A artista Neli Aquino (foto abaixo), de Juiz de Fora, foi uma dessas 45 pessoas que se formaram Palhaça em abril de 2007 e conta como é a oficina.

    "No primeiro dia acontece uma grande reunião onde cada um se apresenta. No segundo, a turma é dividida em pequenos grupos que vão 'bolar' a apresentação com a ajuda de um instrutor que vem de Belo Horizonte e dá todo o suporte, sem podar nossas idéias. No domingo tem a apresentação, onde temos que contar com o improviso, já que a cena é ensaiada de um dia para o outro", explica.

    Foto de Roda de Palhaços em Monlevade Um dos projetos incentivados pela Roda de Palhaços é um grupo de estudos permanente sobre a arte de palhaço nas cidades por onde passa. Neli comemora a vinda do grupo.

    "Já era de interesse dos palhaços daqui ter esse grupo de estudos em Juiz de Fora e é bom que isso aconteça agora". Pena acrescenta que as pessoas têm muito interesse em entrar em contato com a arte de palhaço. "São atividades com bom retorno de público", diz.

    A arte de palhaço

    Neli conta que ser palhaço é algo muito diferente de tudo o que já viveu. Acostumada a fazer arte desde pequena, ela sempre esteve exposta aos olhares curiosos, seja no palco, por seu jeito de se vestir ou pela maneira irreverente com que leva a vida, mas confessa que, como palhaço, experimentou sensações muito especiais.

    Foto de Neli Aquino fantasiada de Palhaça Botina "É diferente porque como palhaço você se dá ao direito de ter autenticidade. Você fica no limiar do ridículo e do engraçado", diz. Para Neli, ser palhaço é algo muito sério porque é uma arte extremamente nobre, na opinião da artista.

    "A pessoa se despe do convencional e se assume autêntica, mostrando a sua ingenuidade, a sua fragilidade e seus defeitos. O palhaço se expõe muito e faz graça dos próprios defeitos", descreve.

    A palhaça, que também é professora, artista e empresária conta que sempre gostou de fazer palhaçada, mas confessa que ser palhaço de verdade é muito mais do que vestir roupa, maquiar, colocar o nariz. É preciso conhecer a arte mais a fundo, entender suas origens e "se permitir ser autêntico, ingênuo, divertido e acreditar que pode mudar o mundo através do riso", define.

    Programação
    Ilustração de um palhaço

    As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo telefone (32)3217-7637

    * Marinella Souza é estudante de Comunicação Social na UFJF

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