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    Curta-metragem traz à tona discussão sobre celibato A produção independente Em nome de Deus quer levar ao público reflexões sobre o celibato, além de elementos da cultura mineira

    Isabela Lobo
    Colaboração*
    30/8/2010

    Grande admirador da obra do padre francês Michel Quoist, o cineasta juizforano Wilton Araújo lança o curta-metragem Em nome de Deus, no dia 17 de agosto, às 20h, no Museu de Arte Murilo Mendes (MAMM). O filme, adaptação do poema "Oração do Sacerdote" de Quoist, trata essencialmente da questão do celibato. "O poema é da década de 50 e ainda permanece muito atual em suas abordagens", ressalta Wilton.

    No enredo, um sacerdote, num momento de fraqueza, questiona sua missão. "Quero que as pessoas reflitam sobre vocação e obrigação, para que a própria igreja fale sobre isso", explica o cineasta. No filme, há uma figura feminina que tenta colocar à prova a vocação do sacerdote.

    O curta, gravado em São João del-Rei, teve como cenário a Igreja São Francisco de Assis, um dos marcos da arquitetura colonial mineira. "Escolhi a cidade porque o poema não teria a mesma beleza se fosse em uma qualquer igreja. Queria buscar um pouco mais de brilho", justifica Wilton. Segundo o cineasta, o filme mistura diversos elementos da cultura mineira, como música, pintura, arquitetura e religião.

    Para o protagonista do filme, o músico e estudante de cinema, Victor Góis, a produção foi uma grande oportunidade. "Além de ganhar experiência, foi interessante a cumplicidade da equipe, que entrou de cabeça e coração no filme", comenta.

    Falta de apoio

    O curta, que vem sendo idealizado por Wilton há cerca de dez anos, só foi possível graças aos recursos próprios do cineasta, que chegou a gastar quase R$ 10 mil com a produção. Segundo Wilton, os atores e o elenco de apoio trabalharam sem cachê. "Apesar disso, foi uma experiência nova, algo recompensador", justifica Victor Góis.

    Cenas do filme Cenas do filme

    Outro empecilho foi o tempo. Apesar do longo período de preparação, as gravações duraram apenas cinco dias. "Tive muita pressão para gravar, mas acho que o resultado foi satisfatório", explica Wilton.

    Para o cineasta, mesmo com a falta de apoio, a recepção do público tem sido positiva. "A repercussão tem sido muito boa, tanto que tenho pretensões de novos projetos", afirma.

    Carreira

    A paixão de Wilton pelo cinema já lhe rendeu bons frutos. Formado em Cinema, o seu currículo já conta com quatro produções: Carlitos, projeto que obteve menção honrosa pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e participou do Festival de Filmes Latino-americano em Londres; Lembranças, um documentário, que relata a história de um atleta campeão de corridas rústicas; Hulha-branca, documentário sobre a iluminação pública da América do Sul, e a mais nova produção, Em nome de Deus.

                                                    *Isabela Lobo é estudante do 8º período de Comunicação Social da UFJF.
                                                                                              Os textos são revisados por Thaísa Hosken

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