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    Experimentalismo da Orquestra de Ouro Preto leva homenagem aos Beatles ao palco do CentralO concerto, na noite do dia 30 de julho, reúne, no mesmo palco, a orquestra e uma banda de rock, com formação de guitarra, baixo e bateria

    Aline Furtado
    Repórter
    23/7/2011

    Criada há 12 anos, a Orquestra de Ouro Preto, responsável pelo encerramento do 22º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga, promovido pelo Centro Cultural Pró-Música, é marcada pelo experimentalismo. O concerto The Beatles leva ao palco do Cine-Theatro Central, na noite do dia 30 de julho, a orquestra e uma banda de rock, com guitarra, baixo e bateria.

    O experimentalismo é explicado pelo regente Rodrigo Toffolo, que destaca o fato de cerca de 60% do grupo que ainda compõe a orquestra estar junto desde a formação original. "O caminhar junto faz com que haja uma certa maturidade musical conjunta. Com isso, temos a possibilidade de desenvolver diferentes linhas de trabalho e pesquisa. Trabalhávamos o antigo, o contemporâneo, o repertório padrão das orquestras, mas esta maturidade nos permite enveredar pelo lado mais experimental."

    Segundo ele, por meio de uma proposta bem pensada, que serve como base para o diálogo entre a música clássica e a popular, é possível ousar mais, errando menos. O respaldo para o trabalho vem, de acordo com Toffolo, de três pontos principais. "É um desafio, afinal, trilhamos um caminho diferente. Para se ter uma ideia, levamos, para as apresentações, desde violão até bandoneon, que fica a cargo do compositor e bandoneonísta argentino, Rufo Herrera."

    Além disso, o maestro destaca o repertório. "Trabalhamos com todos os problemas quando juntamos dois mundos, afinal, são percepções musicais diferentes." Por fim, ele aponta a possibilidade de oferecer ao público opções. "É desfazer barreiras e estigmas de que uma orquestra remete a algo chato e cansativo. Além disso, é preciso trazer os mais jovens aos concertos. Sinto que o público que prestigia orquestras é formado, principalmente, por pessoas mais velhas. Os mais jovens precisam ver que Beatles é legal, mas Bach também é."

    Para Toffolo, a questão de oferecer oportunidade e opções para que as pessoas possam fazer escolhas é um passo importante. "A música brasileira é pautada pelo instrumental, diferentemente, por exemplo, do jazz americano e da música desenvolvida na América Central, que é fundamentada na voz. Por que, então, as pessoas têm a tendência de julgar que uma apresentação de uma orquestra é algo monótono?"

    Juiz de Fora

    A apresentação da Orquestra de Ouro Preto em Juiz de Fora, no dia 30, às 20h30, no Cine-Theatro Central, é a terceira na cidade. "Ficamos muito felizes porque cerca de 80% dos músicos que integram a orquestra são 'filhos' do festival. Há mais ou menos quinze anos, éramos alunos dos cursos oferecidos durante o evento", conta, com carinho, o regente.

    Ele avisa que o público que for ao teatro na noite do próximo sábado vai se surpreender e se emocionar com a apresentação. "A música tem o poder de mexer com nosso inconsciente, despertando emoções boas ou não." Sob regência do maestro Rodrigo Toffolo e arranjos do violinista Mateus Freire, o concerto convida o público para um passeio lúdico pela biografia musical dos Beatles. No repertório, sucessos como Eleanos Rigby, Penny Lane, Yesterday e Let It Be, entre outros.

    O concerto The Beatles tem entrada gratuita, mediante a retirada de ingressos disponíveis na secretaria do Pró-Música, a partir das 8h da data do evento. O Pró-Música fica na avenida Rio Branco, 2.329.

    Os textos são revisados por Thaísa Hosken

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