Quinta-feira, 19 de novembro de 2015, atualizada às 09h09

UFJF realiza a 1ª edição do Circuito Arte Atual Juiz de Fora

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Com o intuito de abrir o mercado para novos talentos e proporcionar uma experiência de intercâmbio com artistas consagrados, a Pró-reitoria de Cultura da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) realiza a primeira edição do Circuito Arte Atual Juiz de Fora. Os vernissages acontecem nesta quinta e sexta-feira, com visitações abertas até o dia 23 de dezembro. A iniciativa contempla sete espaços públicos e privados, com exposições simultâneas, abrangendo o Saguão da Reitoria e a Galeria Guaçuí do IAD, no Campus; a Galeria Arlindo Daibert, na Mascarenhas; a Casa Vinteum e a Hiato, em São Mateus; a Manufato, no Alto dos Passos; e a Bodoque, na rua Barão de Cataguases.

Oitenta artistas foram selecionados a partir de uma convocatória que estabeleceu os critérios de participação, com análise das obras por representantes das galerias, tanto públicas quanto privadas. A Comissão Organizadora encampou a experiência da pró-reitora de Cultura Valéria Faria, idealizadora do projeto, e de representantes dos espaços envolvidos, André Lopes, Nina Mello, Renato Abud e Thiago Berzoini, que ressaltam a importância da iniciativa para aquecer o mercado de arte local. As obras estarão à venda por preços entre R$ 100 e R$ 1.000.

Aquecendo o mercado

Destacado pela pró-reitora como oportunidade de convivência entre diferentes linguagens artísticas, o Circuito Arte Atual Juiz de Fora proporciona uma experiência ímpar para os novos talentos, que terão a chance de expor ao lado de profissionais já consagrados. Alguns dos participantes vão comercializar suas obras pela primeira vez, como é o caso de Washington da Silva, aluno do curso de Artes e Design da UFJF, que leva ao saguão da Reitoria, no Campus, a partir de 19 de novembro, quinta-feira, dois trabalhos em tamanho A3, ambos da série Inorgânico.

quadroWashington diz que é uma honra estar ao lado de nomes de peso como os de Valéria Faria e Ricardo Cristofaro, que o inspiram na concepção de sua obra. "Eles são grandes exemplos como artistas e me sinto privilegiado em poder expor em um projeto do qual fazem parte", ressalta. Seus trabalhos para a mostra são em técnica mista, utilizando fotografia, colagem e aquarela. "Minha ideia foi mostrar aquilo que é orgânico, portanto perecível, mas que deixa um registro com apelo à imortalidade".

"O público também ganha com a diversidade de trabalhos que o Circuito Arte Atual Juiz de Fora vai apresentar". A frase, do estudante Gustavo Barino, do Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais, revela a expectativa gerada pelo evento. Ele observa que, sozinhos, os novos artistas têm chance reduzida de colocação no mercado. "Estas exposições simultâneas oferecem a possibilidade de eles serem introduzidos no mercado das artes, que estava adormecido".

Movimento promissor

Com um trabalho já consolidado e em constante evolução, Guilherme Melich leva ao circuito dois óleos sobre tela, sendo um autorretrato com 0,40m x 0, 30m e um trabalho da série Ao vento, em que retrata uma figura humana se desmanchando (0,90m x 0,70m). Ele apresenta seus trabalhos na Galeria Hiato, em São Mateus, a partir desta sexta-feira.

Em sua opinião, o Circuito Arte Atual Juiz de Fora é uma proposta estimulante, que traz luz a um cenário que parecia pouco favorável diante da crise econômica, e vai além, ao proporcionar uma abertura a toda a classe artística. "Não é um projeto fechado, ao contrário; ao mesmo tempo em que estimula os iniciantes, proporciona aos já estabelecidos uma visão sobre o que os novos estão produzindo".

Com informações da UFJF

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