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    Sábado, 1° de fevereiro de 2020, atualizada às 9h03

    Guerreiras de Clara completam quatro anos com projeto do Bloco Fuzuê

    Angeliza Lopes
    Repórter

    A soma das vozes, tambores, atabaques e cavaquinho ecoa o som da força do feminino, estampado nos rostos das 13 integrantes do Guerreiras de Clara. O grupo juiz-forano surgiu em 2016 da vontade de reverenciar uma das maiores e mais talentosas cantoras e intérpretes do Brasil, que é Clara Nunes. A memória da mineira de Paraopeba entoa a raiz da brasilidade em sua essência, com cantos e ritmos mesclados com a força das religiões afro-brasileiras.

    A admiração pelo movimento que Clara representa foi o elo que uniu todas para o projeto, mesmo que parte das integrantes não tivesse vínculo direto com a música. Márcia Tavares conta que a história do projeto começou de forma despretensiosa em um evento de samba. “Sempre gostei muito da cantora e em um evento brinquei com algumas amigas sobre criarmos um bloco para Clara Nunes. Uma foi chamando a outra e acabamos formando o que seria, inicialmente, o bloco”.

    Ano passado, a agremiação decidiu alçar voos mais altos e lançou grande espetáculo de timbres sobre o palco do Centro Cultural Bernardo Mascarenhas (CCBM), no mês da Consciência Negra. As faixas coloridas que vestiam cada uma, compunha o novo momento delas 'Pela Quebra das Correntes'. Como espectadora, a jornalista que vos fala esteve presente na apresentação única do show das Guerreiras, com participação especial da cantora Branka. Indiscutível a sensação de pertencimento naquela força que fez preencher corações e transbordar a paixão de todos pelo samba de Clara, que tinha profunda relação com a religiosidade. “O show resgatou a religiosidade da intérprete e os ritmos afro-brasileiros que ela lutava para levar em sua obra e para todo o mundo”, destaca Márcia.

    No dia, os santos e orixás ficaram expostos em um altar montado na entrada do teatro. O cenário levava os admiradores para um momento de adoração ao sincretismo religioso tão comum a nossa cultura. “Clara era muito ligada a fé. Era inicialmente católica e foi para a Umbanda. Tinha devoção de seus santos e orixás”, comenta. A pretensão do grupo é apresentar o show outros espaços culturais da cidade e região.

    Mais do que estimular o resgate da cultura, as Guerreira abraçam a causa do empoderamento feminino na sociedade. No repertório para 2020, elas querem somar maior número de canções que representem a música popular brasileira. “Organizamos o Bloco Fuzuê, nome de uma das canções de Clara para misturar outras músicas brasileiras já consagradas, inclusive, com ritmos do afoxé, ijexá, axé baiano, forró, samba, reggae, baião e sons que remetem as raízes de matriz africana, como Candomblé”, detalha a integrante.

    Os recursos para manter os projetos são o grande desafio dos blocos da cidade, que têm empreendido para reverter os lucros para a manutenção das atividades das agremiações. Quem deseja colaborar com as Guerreiras e, ao mesmo tempo, vestir produtos que remetem ao grupo, podem adquirir copos ecológicos, a camisa oficial e doleiras. “Não existe outra maneira de arrecadar recursos, por isso, estamos criando estes produtos. A novidade são as doleiras para carregar dinheiro durante a curtição do carnaval”.

    Programação do Bloco Fuzuê pelas Guerreiras de Clara:

    2/2 (domingo), às 18h - Oferendas pra Mãe D’Água em homenagem ao Dia de Iemanjá, no Bar Uthopia | com DJ Acósmica e participação especial da Tata Rocha, Alice Santiago e Sarah Vieira (Tata Chama e as Inflamáveis)

    9/2 (domingo), às 14h -  Apresentação do Bloco Fuzuê no Parque Halfeld com DJ, Food Truck e diversão para toda a família

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