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    Da realidade à ficção: Ismair Zaghetto lança obra inspirada em Procópio Ferreira

    Apesar de levar o nome do ator, a obra reúne 15 contos sobre outras histórias e será lançada nesta quarta, no MAMM

    Nathália Carvalho
    Repórter
    27/11/2012
    Livro Ismair Zaghetto

    O ano era o de 1964. Aos 31 anos, iniciando sua carreira jornalística como repórter do Diário Mercantil, Ismair Zaghetto (foto ao lado, à esquerda) tem a oportunidade de entrevistar o ator, diretor e dramaturgo Procópio Ferreira (foto ao lado, à direita), considerado um dos gênios da comédia brasileira. O jovem profissional acaba vivendo uma de suas primeiras experiências frente a frente com figuras de renome nacional, fato que se repetiria inúmeras vezes ao longo de sua carreira. Deste momento, nasceu a ideia de escrever seu primeiro livro de ficção. Intitulado Chá com Procópio Ferreira, a obra reúne 15 contos e será lançada nesta quarta-feira, 28 de novembro, às 19h, no Museu de Arte Murilo Mendes (MAMM).

    "Sempre fui uma alma inquieta, que gosta de experimentar as coisas. Quando ingressei na Academia juiz-forana de Letras, em 2002, senti necessidade de realizar uma obra além da realidade que eu sempre vivi", explica Zaghetto, que também é o autor de outros dois livros, lançados em 2009 e em março de 2012, ambos ligados à memória municipal. "No jornal e livros de realidade, eu lido com fatos, um universo limitado. Já na ficção, podemos romper com esses limites e, não raro, caminhar pelas trilhas do verossímil."

    O livro foi selecionado em 2011 pela Lei Murilo Mendes de incentivo à cultura e contou com recursos para edição. No total, são 240 páginas realizadas com base em um trabalho de um ano de dedicação. "Apesar do título, as 15 histórias são contadas por meio de experiências que demonstram o ser humano em sua jornada, com aventura e redenção", conta. A obra será vendida durante seu lançamento e, posteriormente, em livrarias da cidade.

    Homenagem a Procópio

    Mas, se são histórias de ficção de outras pessoas, aonde entraria a figura que leva o nome do livro? O autor justifica: "O encontro que tive com Procópio é apenas uma alegoria que me inspirou a realizar o que escrevi, algo justificado no início do livro, mas nenhuma das histórias tem relação com ele." Segundo Zaghetto, cerca de 20 anos depois, ele também entrevistou a filha do dramaturgo, Bibi Ferreira, no Cine-Theatro Central, passagem também ressaltada na obra.

    Sobre o encontro com o ator, ele lembra ter sido um momento muito interessante de sua vida. "O Procópio era uma pessoa muito amável e franca, ao mesmo tempo. Ele vivia um momento esfuziante de sua carreira e me incentivou muito. Eu era um repórter no início da jornada e ele sugeriu que eu sempre acreditasse naquilo que eu fazia", relembra. Da entrevista, foi feita uma grande matéria sobre as obras e vida do ator, que visitava a cidade para apresentar um espetáculo. Além disso, a foto que ilustrou a reportagem é a mesma que dá capa ao livro, um retrato desse encontro.

    O autor

    Sociólogo, professor e jornalista, Zaghetto sempre gostou de se ater a vida das pessoas e personagens que rodeavam seu universo profissional. Ao longo da carreira de mais de 30 anos, foi redator do programa Ronda Policial, na rádio PRB-3, editor geral do Jornal da Tarde, comentarista da TV Tiradentes, apresentador do programa Dimensão, na TV Visão, e colunista do jornal Tribuna de Minas.

    Os textos são revisados por Juliana França

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