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    Livro de ficção sobre o código penal será lançado em Juiz de Fora

    Segundo o escritor, o livro mostra que nem sempre o acusado principal é mesmo o autor de um crime de abuso sexual e pedofilia
    Cintia Charlene
    *Colaboração
    31/1/2013
    livro codigo penal

    Uma obra de ficção baseada em casos reais, em que o autor exprime as particularidades dos casos ocorridos, oferecendo ao público algo diferente do que a mídia aborda. Essa é a ideia do juiz-forano Josecler Alair, que vai lançar o livro Morte do 217-a - O Código Penal bate à sua porta.

    A ideia de desenvolver a obra veio das experiências vividas durante o curso de graduação. "Na faculdade aprendi as técnicas de investigação, e no meio do caminho tentei escrever um livro, mas ele era muito técnico. Então, transformei o projeto em ficção, com o intuito de alertar as famílias que sofrem com problemas de abuso sexual, mostrando a elas como evitar, dentro dos lares, e fazer com que acordem para as pessoas que estão dentro de casa, indicando o papel da mãe e do pai. Trata-se de uma investigação social", explica Alair, que se tornou, por motivos pessoais, investigador criminal, a partir de 2004.

    Segundo o autor, o livro é de suspense, de leitura fácil e instigante, permitindo ao leitor entrar na história. E uma particularidade usada pelo artista foi colocar nomes de amigos e familiares nos personagens. ''É uma forma de homenagem, já que eles me apoiaram. Antes de colocar, eu apresentei a proposta a eles e pedi a autorização. Eles gostaram e ficaram felizes por terem seus nomes publicados em uma obra de ficção", afirma o escritor. De acordo com ele, o trabalho foi transformado em literatura de ficção dentro de um ano.

    A obra

    O conto se passa no Rio de Janeiro e revela a história de Rafaela, de 14 anos, filha de pais ausentes. Durante uma ida à praia de Copacabana, a garota conhece Felipe, que de muito insistir convence a menina a namorar. Os pais não aceitam, e Rafaela não se importa. A mãe, advogada, precisa fazer uma viagem e deixa a garota em casa, que resolve dar uma festinha particular. Durante a ocasião, a menina que ainda não tinha relações sexuais com o namorado resolve se entregar. No dia seguinte, a mãe chega em casa e encontra a filha morta em cima da cama. A perícia constata que a menina foi estuprada e morta por asfixia mecânica. A família contrata o detetive particular, Edmond, para acompanhar e investigar o caso. "A história nos mostra que nem sempre o acusado principal é o mesmo autor de um crime de abuso sexual e pedofilia", diz.

    O autor

    Em meados de 2008, mudou-se para o Rio de Janeiro, a fim de se dedicar ao curso de perito judicial pela Universidade Estácio de Sá. Além disso, é pós-graduado em perícia criminal e comportamento desviante. Josecler fez, ainda, vários cursos de especialização e capacitação, dentre eles, o de Abuso Sexual e Pedofilia, todos no Estado do Rio de Janeiro.

    Próximos capítulos

    Em relação aos próximos projetos, Alair já está de passagem marcada para Portugal, para fazer um curso sobre como entender a mente do criminoso, na Universidade Fernando Pessoa. Além disso, o artista revela que já está preparando o segundo livro, intitulado A maldade não tem cara. "Nesse livro, pretendo abordar temas como a Lei Maria da Penha, homofobia e coronelismo'', comenta Alair.

    O lançamento do livro Morte do 217-a - O Código Penal bate à sua porta ocorre no dia 2 de fevereiro, às 17h, na Planet Music, localizada na avenida Presidente Itamar Franco, 1522, Centro.

    *Cintia Charlene é estudante do 7º período de Comunicação Social da UFJF

    Os textos são revisados por Juliana França

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