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    Maria José percorre Minas Gerais para ajudar Para ela, ajudar não significa somente doar bens materiais aos mais carentes, mas principalmente doar carinho e atenção

    Priscila Magalhães
    Repórter
    20/08/2008

    Há 29 anos, Maria José da Conceição Silva faz trabalhos em comunidades carentes de Juiz de Fora e outras cidades de Minas Gerais. Durante todos estes anos, ela aprendeu que as pessoas carentes não querem somente alimentos, roupas ou ajuda financeira, mas também carinho e atenção.

    "São pessoas carentes de afeto e acolhida", comenta. E completa contando uma história. "Fui visitar uma creche em Bambuí e todas as crianças queriam colo, pegar na mão".

    Hoje, Maria José é Governadora do Lions Clube, Distrito LC-12, que abrange 62 cidades em Minas. O objetivo é levar atenção e amizade. Em troca, ela recebe um prêmio. "Ganho carinho", diz.

    A atual Governadora entrou para o Lions quando conseguiu uma situação financeira razoável e, junto com isso, sentiu necessidade de ajudar os outros. "Ninguém se realiza se não ajudar alguém". No Clube, ela encontrou o companheirismo de outras pessoas, característica considerada fundamental para unir os associados.

    Inclusão social

    Maria José governa o Distrito até junho de 2009. Até lá, vai trabalhar para conseguir alcançar duas metas: a inclusão social e a preservação do meio ambiente em Juiz de Fora e nas outras 61 cidades do LC 12. Para incluir crianças e idosos, atividades são desenvolvidas para que eles se sintam necessários à sociedade. "Os idosos deixam de adoecer com freqüência e precisam de menos remédios", comenta.

    Foto de Maria José na creche A inclusão também acontece em torno das pessoas com deficiência física, visual e auditiva. Neste caso, as atividades promovidas desenvolvem a capacidade ao esporte e estudo. Palestras também são desenvolvidas para orientar crianças a receber colegas com deficiência em sala de aula. Para a proteção do meio ambiente, o Clube orienta a comunidade sobre a coleta seletiva, preservação de nascentes, poluição pelo lixo e economia de água.

    Maria José diz que uma grande atenção está sendo voltada para os bairros de Juiz de Fora, onde a ajuda nem sempre chega. "Por exemplo, a gente só vê a coleta seletiva no Centro. Na periferia ela ainda não chegou", explica. Entretanto, ela lembra que estes são os objetivos do Distrito para este ano leonístico, enquanto ela é a Governadora, e não se esquece a meta principal do Lions: a prevenção a cegueira evitável.

    Esta é a causa abraçada pelo Lions desde que foi criado, em 1917. "A cegueira ocorre por falta de atendimento médico, saneamento básico e problemas de catarata, onde a maior parte dos recursos são aplicados", diz. De certa forma, as metas traçadas pela Governadora estão de acordo com a causa do Lions. "Com ações para a proteção do meio ambiente também estamos trabalhando a inclusão. As pessoas vão ter água encanada, filtro, fazer a coleta seletiva. Tudo isso contribui para hábitos de higiene e prevenção de doenças".

    Foto de Maria José na convenção do Lions em Bancoc O trabalho é realizado através de palestras, materiais educativos, feiras de saúde e visitas aos locais mais carentes. A verba utilizada nessas campanhas são arrecadadas pelos associados em bailes, rifas, festivais, almoço. Eles são organizados pelos próprios clubes e administrados para atender as necessidades da região.

    Para necessidades maiores, o Distrito envia um projeto ao Lions Internacional. "A verba máxima que os Distritos recebem é de 75 mil dólares em cada projeto", explica ela. A região da Zona da Mata já foi atendida com essa verba. "Ubá recebeu para a construção de uma UTI Neonatal e centro obstétrico. Em Juiz de Fora, o dinheiro possibilitou que a Associação dos Cegos comprasse um equipamento. Agora, estamos mandando um projeto para que a Ascomcer também seja atendida", completa.

    Maria José confessa que o trabalho é muito cansativo, principalmente por causa das viagens para conhecer as deficiências das cidades que fazem parte do Distrito. Entretanto, diz que é gratificante. "Sou realizada por ajudar as pessoas. É uma satisfação íntima muito grande".

    Como participar

    Maria José explica que os associados do Lions precisam ser convidados a participar. Entretanto, diz que se alguém quiser fazer parte do clube é só entrar em contato com algum dos seis clubes da cidade. "Ela vai ser convidada a participar como voluntária para ver se tem aptidão. Se concluir que é isso o que quer, vai ser bem-vinda".

    Ela diz que não é necessário ter muito dinheiro para participar, mas uma condição razoável, já que é preciso pagar, semestralmente, uma quantia ao Lions Internacional. Além disso, o associado precisa ter disponibilidade de tempo. "A maioria das pessoas que participa é quem já aposentou e tem tempo para se dedicar, pois não é fácil".


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