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    Desconhecimento ainda é a principal barreira entre autistas e familiares

    Dia Mundial do Autismo é celebrado neste 2 de abril. Estande foi montado em JF para conscientizar a população

    Raphael Placido
    Repórter
    2/4/2013
    autismo

    Nesta terça-feira, 2 de abril, é comemorado o Dia Mundial da Conscientização do Autismo. Para esclarecer a população, a Associação de Pais e Amigos de Crianças Autistas de Juiz de Fora montou um estande na rua Halfeld, explicando o que é e qual o tratamento adequado para os autistas.

    A presidente da associação, Fabíola Gonçalves, conta que o desconhecimento ainda é o principal problema enfrentado pelos pais e portadores. "99% da população não sabe o que é. Muitos pais não aceitam. Eu tenho dois filhos autistas, e no início foi muito complicado. O autismo tem graus, e cada pessoa manifesta de forma diferente os variados sintomas. O Messi, por exemplo, é autista. E é o melhor jogador de futebol do mundo. Muitos autistas são inteligentíssimos. Na associação, buscamos conscientizar e trocar experiências", explica.

    A falta de informações faz que com que a maioria dos pais busque conhecer o autismo por conta própria. Ariene Pereira Menezes diz que seu filho tem 3 anos e que, com 1 aninho, já começou a apresentar comportamentos incomuns. "Eu comecei a perceber que ele fazia coisas diferentes. Não mandava beijos nem tchau, abria e fechava portas constantemente e ficava por um bom tempo girando as rodas dos carrinhos. Pesquisei esses comportamentos na internet, e sempre caía em sites, artigos e reportagens ligadas ao autismo. Hoje, ele faz tratamento no Instituto Jesus, e já consegue expressar afeição, embora ainda tenha problemas de convivência com outras crianças", conta. Ela lamenta que, na rede pública municipal, haja atualmente apenas um neuropediatra para atender um grande número de crianças.

    Os sinais de autismo normalmente aparecem no primeiro ano de vida da criança, e sempre antes dos três anos de idade. É mais comum em meninos do que em meninas, não tem cura, e suas causas ainda são indeterminadas. A criança diagnosticada como autista não consegue desenvolver relações sociais normais e se comporta de modo compulsivo e ritualista.

    Associação quer centro de reabilitação

    Em novembro do ano passado, foi sancionada uma lei que equipara às pessoas com autismo os mesmos benefícios daquelas com deficiência. O objetivo das associações ligadas ao autismo é conseguir, em breve, a mesma inclusão e divulgação que tiveram, na última década, os portadores da Síndrome de Down.

    Segundo Fabíola, além da conscientização, a associação pretende recolher assinaturas e levar à Prefeitura a possibilidade de se construir um centro de reabilitação voltado aos autistas. Ainda com dificuldade de encontrar apoio em todo o país, os familiares das crianças com autismo vêm batalhando por mais escolas especializadas. Uma grande preocupação é evitar que as crianças diagnosticadas hoje em dia com o transtorno tenham o mesmo destino de adultos de décadas atrás. "Muitos foram até internados em hospitais psiquiátricos. A pessoa nunca se desenvolveu e viveu com atraso por toda a vida. Por isso, é tão importante diagnosticar cedo. Se seu filho der algum sinal, comece a procurar ajuda e tratamento o quanto antes, e é provável que ele leve uma vida praticamente normal", alerta.

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