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    Quinta-feira, 18 de outubro de 2007, atualizada às 17h25

    Universidade vai aprovar as primeiras mudanças do Reuni e estudantes prometem manifestação contra o projeto


    Ludmila Gusman
    Editora Geral
    O Conselho Superior da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) pode aprovar, nesta sexta-feira, dia 19 de outubro, o plano de expansão e reestruturação da UFJF. O projeto definido, segundo o Pró-Reitor de Planejamento e Gestão da UFJF, Manuel Palácios, em comum acordo entre comissões formadas por cada unidade vai criar na UFJF, "num prazo máximo de cinco anos, a oportunidade de ampliação de cursos de graduação e pós-graduação, oferta diversificada nas área de tecnologia e artes, além da disponibilização de cinco novos cursos de engenharia (Computacional, Mecânica, Sanitária e Ambiental, de Energia, Petróleo e Gás, Mecatrônica Industrial) e incentivo às artes".

    Portanto, se proposta for aprovada, a Universidade vai passar a oferecer cursos de: Engenharia Computacional, Engenharia Mecânica, Engenharia Sanitária e Ambiental, Engenharia de Energia, Petróleo e Gás, Mecatrônica Industrial, Artes Visuais, Artes Cênicas, Artes Sonoras, além dos novos bacharelados em Humanidades, Ciências e Artes. No caso da Pós-Graduação, a oferta de vagas para cursos de Mestrado e Doutorado vai subir de 600 para cerca de 1.400 estudantes.

    Segundo a assessoria da UFJF, o Plano de Expansão da UFJF apóia-se em medidas de reestruturação acadêmica que têm por objetivo assegurar mais mobilidade estudantil intra-universitária, liberdade de escolha para o estudante construir itinerários formativos conforme os seus interesses e possibilidades, menores taxas de evasão e de retenção, diversificação das modalidades de graduação, renovação pedagógica, por meio da atualização de metodologias e implantação de novas tecnologias, expansão da pós-graduação e sua integração com a graduação.

    A contrapartida para investimento e custeio e contratação de professores e servidores é garantida pelo Ministério da Educação (MEC), através do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais - o Reuni.

    Manifestação dos estudantes
    O coordenador de Comunicação do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Victor Pontes (foto ao lado), afirma que os estudantes estão se mobilizando e programam uma manifestação durante toda a reunião. "Nosso objetivo é mostrar a indignação com relação a aprovação do Reuni. Somos contra e vamos fazer de tudo para não permitir que seja aprovado. Não há necessidade de correr, é preciso que se reflita melhor a respeito dessas mudanças", ressalta.

    Segundo o estudante, alguns pontos ainda não foram bem detalhados o que, pare eles, podem ocasionar má qualidade de ensino. "Eles dizem que vão criar mais cursos, que a universidade terá mais alunos, mas não está claro, por exemplo, a contratação de professores e a disponibilidade de verbas para essas mudanças, e isso pode gerar uma má qualidade no ensino", comenta.

    A manifestação está marcada para às 12h30, em frente ao Museu de Arte Moderna (MAM). Os estudantes estão recolhendo assinaturas para o abaixo-assinado em protesto às medidas.

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