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    Professores federais protestam e distribuem bolo no Calçadão

    Além dos servidores de Juiz de Fora, a manifestação contou com presença de grevistas de Barbacena e Rio Pomba

    Andréa Moreira
    Repórter
    24/08/2012
    Manifestação

    Os professores da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sudeste de Minas de Juiz de Fora (Ifet-JF) promoveram mais um protesto na cidade. Desta vez, a manifestação, que começou no final da tarde desta sexta-feira, 24 de agosto, contou com a participação de grevistas dos Institutos Federais Sudeste de Minas de Barbacena e Rio Pomba.

    Reunidos no Calçadão da rua Halfeld, os manifestantes distribuíram dois bolos para a população que passava pelo local, como forma de protesto, como explica o integrante da Associação dos Professores de Ensino Superior de Juiz de Fora (Apes-JF), Álvaro Quelhas. "No dia 31 de agosto, faz um ano que o governo federal assinou um acordo que tratava da reestruturação da carreira dos professores. Esse acordo teria que ser cumprido até o dia 31 de março deste ano, mas nada foi feito. Por isso, esse bolo simboliza o aniversário de um acordo que não foi honrado."

    O vice-presidente da Apes e professor do Ifet de Juiz de Fora, Paulo César Ignácio, acredita que o movimento ainda está forte e que a greve deve durar. "Infelizmente, o governo federal não quer mais negociar, mas nós não iremos ceder enquanto o governo não apresentar uma proposta decente."

    O professor do Ifet de Rio Pomba, Rafael de Freitas Souza, revela que a instituição de ensino onde leciona está também praticamente parada desde o dia 1º de agosto. "Estamos trabalhando apenas com os serviços essenciais." Também do Ifet de Rio Pomba, o técnico-administrativo, Fagner José de Carvalho Lourenço, ressalta que o movimento grevista está muito forte no instituto. "A cada assembleia, sentimos um apoio maior de nossos colegas. O movimento está forte e afirmo que a greve está longe de terminar."

    Quem também acredita que a greve dura mais tempo é o professor do Ifet de Barbacena, Thiago Barreto Maciel. "Nossa escola é centenária e em 2011 foi a primeira greve que a instituição aderiu. Agora, em 2012, o que percebo é uma adesão maciça da classe, tanto de técnico-administrativos, quanto de professores." Maciel destaca que os servidores estão se sentindo traídos pelo governo federal. "É muito triste ver essa intransigência do Partido dos Trabalhadores, a ponto de ver o Fernando Henrique Cardoso elogiando a atitude da Dilma Rousseff."

    Bancários

    Outra classe que também realizou manifestação no Calçadão da Halfeld, na tarde desta sexta-feira, foi a dos bancários. De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários de Juiz de Fora, Carlos Alberto Nunes, os funcionários buscam negociação salarial desde o início do ano. "Já fizemos seis reuniões e até agora não conseguimos nada. Por isso, estamos aqui hoje para mostrar para a população o descaso com a nossa classe." Nunes revela que os bancários reivindicam um aumento real de 5%, mais 10,25% referente à inflação. Caso isso não seja atendido, uma greve deve ser deflagrada em breve. "Vamos realizar mais uma reunião na próxima terça-feira, 28. Se não conseguirmos obter nossas exigências, vamos entrar em greve."

    Os textos são revisados por Mariana Benicá


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