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    Colégio João XXIII comemora 50 anos com solenidade no Mamm

    Com 70% do corpo docente com mestrado e doutorado, instituição pretende iniciar obras de ampliação em 2015, para oferecer ensino integral

    Angeliza Lopes
    Repórter
    14/04/2015

    Com 1.350 alunos, o Colégio de Aplicação João XXIII joãocompleta 50 anos, com solenidade marcada para esta terça-feira, 14 de abril, quando serão entregues medalhas e certificados aos ex-professores e funcionários e será lançado o selo comemorativo e abertura de exposições de fotografias históricas. O evento da instituição, que é unidade acadêmica da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), começa às 19h, no Museu de Arte Murilo Mendes (Mamm), com presença do seu fundador, o ex-ministro da Educação Murilio Hingel. Além da festividade, em maio será celebrado um culto ecumênico e em junho um jantar dançante também em homenagem aos 50 anos do João XXIII.

    Com mais de 70% do corpo docente com mestrado e doutorado, o colégio oferece ensino de qualidade e gratuito, sendo como base para graduandos e porta de entrada para aplicação de projetos pedagógicos inovadores. Hoje, o João XXIII conta com 24 turmas de ensino fundamental e nove turmas de ensino médio. Além disso, o ela mantém oito turmas do curso de Educação de Jovens e Adultos (EJA) e duas turmas dos cursos de especialização. "Somo a segunda instituição de ensino de Juiz de Fora que mais aprova candidatos para vagas de graduação na UFJF", destaca a diretora geral, Andrea Fagundes.

    A diretora geral destaca que o colégio desenvolve projetos, como a monitoria júnior, em que um colega com maior facilidade em uma disciplina auxilia outro estudante em atividades extraclasse e o trabalho de alunos assistentes da escola, que recebem uma bolsa e vale-transporte para exercerem trabalhos pedagógicos na biblioteca, secretaria ou no recreio."Temos projeto mais pedagógicos, módulos de ensino de aprendizagem. No ensino médio estes módulos se configuram como ágoras, que são espaços que eles podem trabalhar questões socioculturais. Além disso, temos laboratórios de aprendizado e 37 projetos de extensão, muitos deles de Educação Física, com atendimento de mais de 900 alunos e crianças das comunidades do entorno, com atividade circenses, judô e capoeira".

    Desde meados da década de 80, o sistema de concurso, uma espécie de "vestibulinho", com provas para o ingresso de estudantes, foi substituído por sorteio, oportunizando a entrada de oriundos de todas as classes sociais. "O desafio é proporcionar ensino de qualidade respeitando a diversidade e o respeito a cada um. Para trabalhar com estas diferenças, que o colégio trabalha com um Núcleo de Apoio Escolar, que traz fusão de trabalho do serviço sociais, assistência social, psicologia e pedagogia. Também há um trabalho para inclusão de alunos com deficiência", diz a diretora geral Andrea Fagundes.

    Novidades

    A novidade para este ano será o Convênio Internacional de alunos do colégio e da Dinamarca. Uma turma de 15 estudantes sairá no próximo dia 24, com supervisão de dois professores, para um intercâmbio no país europeu. Em setembro, durante o IX Seminário de Institutos, Colégios e Escolas de Aplicação (Sicea), que acontecerá de 15 a 18, os alunos dinamarqueses embarcam com destino a Juiz de Fora. "Esta será a primeira experiência de intercâmbio do colégio. Já no Encontro que será sediado, este ano, em Juiz de Fora, trará visibilidade internacional para a cidade, com participação de pesquisadores e estudiosos de outros países", explica a diretora.

    História João XXIII

    Idealizado pelo ex-ministro Higel, o Colégio foi criado em 1964 com intuito de ser um espaço de experimentação, demonstração e aplicação de pesquisas desenvolvidas nos cursos de licenciaturas da antiga Faculdade de Filosofia e Letras (Fafile) de Juiz de Fora. Após a Fafile ser incorporada a UFJF, o João XXIII também teve o mesmo destino, tornando-se referência de ensino público gratuito e de qualidade, não apenas para alunos, mas para a formação de professores e de estagiários na licenciatura.
    Desde 1998, ela consolidou-se como unidade acadêmica da Universidade, sendo o único colégio de aplicação das instituições federais a ganhar este status, com assento no Conselho Superior (Consu) da universidade. Com o olhar voltado para pesquisa e, principalmente, para formação de professores, o colégio faz parte do tripé de sustentação da UFJF, que é ensino, pesquisa e extensão.

    Desafios

    Andreia ressalta que os principais desafios, precisam ser construídos de forma coletiva, são inúmeras conquistas políticas para que o colégio seja reconhecido como de excelência pelo Ministério de Educação (MEC), com suas especificidade. O João XXIII está entre os 17 colégios de aplicação existentes em todo o Brasil. Ela também lembra que existem desafios internos, como colocar a escola em tempo integral. "Está sendo estudado bases curriculares, efetivo de professores. Há dois anos estamos tentando obras licitadas desde gestão do ex-reitor Henrique Duque, que deve começar neste segundo semestre. Será construído uma piscina aquecida, novo refeitório e novas salas de aulas", completa.


    Fotos: Divulgação

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