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    Quinta-feira, 24 de setembro de 2015, atualizada às 16h37

    Grupo acolhe e auxilia intercambistas em Juiz de Fora

    Lucas Soares
    Repórter

    Um estudante estrangeiro, quando chega em um novo país, naturalmente vai buscar se integrar ao novo ambiente. Com experiências sócio-culturais diferentes do local de origem, é necessário um pouco de paciência para se adaptar à nova experiência. Foi exatamente com esse objetivo que surgiu a Rede de Estudantes de Intercâmbio (REI) Brasil, um grupo de jovens que atua em seis capitais brasileiras e em Juiz de Fora, visando prestar auxílio e integração sócio-cultural aos estudantes estrangeiros que desembarcam em solo tupiniquim.

    Um dos fundadores da REI, o estudante Frederico Picorelli explica a proposta do grupo. "Somos uma associação sem fins lucrativos, formada por estudantes. Estamos presentes em sete cidades brasileiras, e Juiz de Fora é a única do interior. A intenção é promover um intercâmbio cultural entre os intercambistas e brasileiros, dando ajuda mesmo antes da chegada dele na cidade, buscando moradia, e promovendo encontros e viagens para aumentar a integração deles com a nossa cultura. Nossa proposta é ajudar quem está vindo para cá", explica.

    Apesar de não atuar diretamente no auxílio para os brasileiros que vão ao exterior, o trabalho feito pela REI acaba sendo reconhecido. "Se o estrangeiro for bem recebido, tiver uma estadia bacana e gostar, vai contar para outras pessoas, abrindo mais portas para a gente lá fora. A boa recepção de estrangeiros aqui abre mais oportunidades para os brasileiros no exterior. Além disso, para quem está pensando em viajar, divulgamos bolsas e programas de intercâmbio dentro da nossa página", comenta. 

    Em Juiz de Fora, a REI é formada por nove voluntários, das mais diversas áreas, tanto da UFJF quanto do IF Sudeste. "Tem gente da ciência da computação, engenharia elétrica, engenharia de produção, engenharia mecatrônica, jornalismo, direito... É um grupo bem heterogêneo, que trabalha com cerca de 50 a 60 intercambistas que estão na cidade", garante.

     

    Intercambistas aprovam

    A boliviana Melissa Mariana Gómez (foto acima, à esquerda), 29, veio à Juiz de Fora para estudar mestrado em clínica odontológica pela UFJF. Ela explica como a recepção foi importante em sua adaptação. "Eles me integraram com a cidade, me apresentando pessoas muito legais, que mantenho amizade. Isso com certeza atrai outros intercambistas, pois eles vão se sentir mais seguros sabendo que têm amigos dispostos a ajudar", opina.

    A alemã Rebecca Gramlich (foto à direita, ao centro), 21, que estuda economia e cultura internacional em Juiz de Fora, segue a mesma linha. "Apesar de eu ter achado moradia sozinha, sei que eles ajudaram muito intercambistas para encontrar quarto. Os eventos da REI me ajudaram a conhecer pessoas legais e fazer amigos no início, além dos membros sempre nos ajudarem com qualquer pergunta ou problema do dia a dia de um intercambista, como localização de lojas. Eles facilitam nossa vida também no sentido de falar inglês e outras línguas, no caso de uma emergência. O legal é que a REI junta pessoas super abertas, que gostam de ajudar, trocar uma ideia e conhecer outras culturas. Então, tive a chance de compartilhar um pouquinho da minha cultura com o povo daqui também", revela.

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