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    Nícea Helena Nogueira Nícea Helena Nogueira 26/11/2015

    Trabalhos acadêmicos sem dificuldade: Notas

    As notas oferecem detalhes complementares sobre o assunto pesquisado. O lugar onde a nota será apresentada determina se ela será de rodapé, na parte inferior da página, ou nota de fim, entre a conclusão e as referências da pesquisa.

    pesquisa

    Basicamente, há dois tipos de nota: explicativa e de referência.

    Na explicativa, o pesquisador inclui notas para fazer comentários e esclarecimentos que não quer incluir no texto para não desviar do foco do assunto pesquisado.

    Já as notas de referência indicam as fontes consultadas ou remetem a outras partes do texto onde o assunto foi mencionado.

    Em trabalhos de conclusão de curso (TCCs), geralmente, o orientador tende a guiar o seu aluno a colocar as explicações no rodapé para facilitar a localização da informação e tornar a leitura mais ágil.

    No rodapé, o autor do texto inclui indicações, observações ou acréscimos ao texto. Esses podem ser também feitos pelo tradutor ou editor.

    Um bom exemplo de notas encontra-se na pesquisa literária sobre correspondências de escritores, denominada Edição de Fontes. Na transcrição das cartas, as notas explicativas identificam obras, pessoas, fatos históricos e biográficos mencionados e constituem o cerne da pesquisa. Tudo está nas notas. E são de rodapé.

    pesquisaO trabalho pioneiro da edição anotada das cartas de escritores de Juiz de Fora e região é desenvolvido pela Professora Doutora Moema Rodrigues Brandão Mendes, que orienta de diversas dissertações de Mestrado sobre Edição de Fontes e lidera um Grupo de Pesquisa sobre o assunto, que é registrado no CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, agência do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação).

    Outro exemplo de nota pode ser encontrado nos dois livros recentemente lançados pelo jornalista Rodrigo Alvarez, intitulados Aparecida e Maria. Apesar de não serem trabalhos acadêmicos, nessas duas pesquisas de Alvarez, bem documentadas no que se refere às citações e referências, podemos encontrar todo o tipo de informações sobre as fontes utilizadas pelo autor, além de explicações de termos, detalhes históricos e teológicos. pesquisa

    Alvarez optou por colocar todas as suas notas no final do livro. Então, nossa dica é que você utilize dois marcadores de livro: um para a leitura do texto e outro para ler a seção Notas, um pouco longe do ponto da leitura principal. A riqueza de informações do competente jornalista compensa a leitura das suas distantes notas.

    Antigamente, as notas eram datilografadas ao final da página e isso fazia com que o pesquisador calculasse o espaço de olho. Hoje em dia, os trabalhos digitados com editores de texto, como o Word, possuem ferramentas para a inclusão de notas. Até o pequeno traço que as separa do texto é feito automaticamente. pesquisa

    Como as citações, as notas de rodapé devem ser feitas quando realmente forem necessárias e um grande número de notas só é justificado quando esse é o objetivo do trabalho, como a Edição de Fontes acima mencionada.

    Definições e exemplos de todos os tipos de notas estão bem apresentados na Norma 10.520, sobre citações, da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). Vale a pena destacar que a Norma 6.022 da ABNT recomenda que a nota explicativa seja colocada apenas no final do texto quando este for um artigo a ser publicado em revista científica, tema que iremos discutir em nossa próxima coluna.

    O cruzamento de informações entre notas de rodapé, notas de fim, citações e referências faz com que o TCC seja um hipertexto competente no sentido digital da palavra. Esse hipertexto cheio de links apresenta informações organizadas de tal maneira que o leitor tem condições de acessar e aprofundar qualquer dado da pesquisa. See ya!

    pesquisa


    Nícea Helena Nogueira é revisora de textos acadêmicos. Doutora em Letras pela UNESP-São José do Rio Preto, SP. Professora de Inglês e Literaturas de Língua Inglesa da Faculdade de Letras da UFJF. Coordenadora Geral do Programa Idiomas Sem Fronteiras (IsF) da UFJF. Licenciada em Letras pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Foi Professora Titular e Coordenadora do Programa de Mestrado em Letras, do Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora (CES/JF) e Diretora do Centro de Pesquisa na mesma Instituição. Lecionou, também, na Faculdade Suprema, na Unipac e na Faculdade de Direito do Instituto Vianna Júnior. Autora do livro Laurence Sterne e Machado de Assis: a tradição da sátira menipéia, entre outras publicações. Professora de Metodologia de Pesquisa desde 2000.

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