Enfermeiro Campo de trabalho para esse profissional tem aumentado e desemprego não é uma palavra muito usada nessa profissão

Guilherme Oliveira
Colaboração*
11/05/2007

Dia 12 de maio, dia mundial do enfermeiro. Essa milenar atividade é uma das mais respeitadas pela sociedade. Uma profissão que ao longo da história mescla arte, ciência e caridade.

Quando se fala nessa data, lembra-se de Florence Nightingale (1820 - 1910), enfermeira britânica, que ficou famosa por ser a pioneira no tratamento a feridos de guerra, ela é conhecida como a fundadora da enfermagem moderna.

Para a coordenadora de enfermagem da Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora, Mara Lúcia Welerson (foto no vídeo), ser enfermeira é realmente gratificante, mas o profissional deve ter um conjunto de qualidades para desempenhar essa nobre missão.

"Tem que ter pensamento crítico, saber trabalhar em equipe, prestar cuidados não só ao doente, mas para a família e para a sociedade, saber tomar decisões. Viramos praticamente um parente dos nossos pacientes, um ponto de referência, isso é o melhor da nossa profissão", diz Mara, que é enfermeira há 13 anos.

Da simples vontade em ajudar o próximo, a profissão tem exigido cada vez mais um profissional especializado, sedento de conhecimentos, que se torne o mais completo em todos os sentidos. "Para ser enfermeiro, além de ter perfil, tem que buscar a qualificação sempre. É uma profissão que tem sido bastante valorizada, mesmo que não se ganhe muito", conta Mara.

Thais, enfermeira Thais Vasconcelos Amorim (foto ao lado) formou-se há quatro anos e também trabalha na Santa Casa. Apesar do pouco tempo exercendo a profissão ela já assimilou bem as características que um enfermeiro precisa saber no dia a dia.

"Eu penso que a enfermagem é arte e ciência. Ela não cura, ela cuida. A profissão tem quatro dimensões. Temos que assistir: cuidar em todos os sentidos do paciente; precaver: liderar, organizar a equipe. Investigar, uma simples pomada num curativo, temos que saber qual deve ser a ideal para o paciente e educar a todo momento. Por isso é uma profissão tão digna. Esse vínculo é digno, mesmo diante da morte de um paciente, com o cuidado ao corpo".

O campo de trabalho

Mara, enfermeira O campo de trabalho para esse profissional tem aumentado e desemprego não é uma palavra muito usada nessa profissão. Em Juiz de Fora existem diversas faculdades que formam enfermeiros. Além da Universidade Federal de Juiz de Fora, as faculdades Estácio de Sá, Suprema, Unipac e Universo são as outras opções.

Um tabu que a cada ano vem sendo quebrado é que a profissão seria exercida praticamente por mulheres. "Hoje está bem diversificado, o meu quadro de enfermeiras ainda é maior, mas os homens também tem exercido a profissão", diz Mara.

Para a diretora de enfermagem do Hopsial Universitário/Centro de Atenção à Saúde, Sônia Araújo, o seu local de trabalho é um exemplo dessa mudança. "Tivemos que reformular os vestiários, pois o número de enfermeiros homens tem crescido bastante".

Onde estudar

Em Juiz de Fora, algumas faculdades oferecem o curso superior de Enfermagem:

*Guilherme Oliveira é estudante de Comunicação Social da Universidade Federal de Juiz de Fora

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