Lucas Soares Lucas Soares 9/09/2013

Em xeque, a credibilidade do futebol

Muito vem se falando nos últimos anos em profissionalizar o futebol. Afinal, em 2014 seremos o país sede da Copa do Mundo e as atenções já estão voltadas para nossos atletas. E, a um ano do maior evento do mundo da bola, uma atitude anti-desportiva e VERGONHOSA acontece aqui mesmo, em Juiz de Fora.

Como a maioria já viu, Tupi e Aparecidense (GO) empatavam em 2 a 2 na noite do último sábado, 7. O resultado classificava o time goiano. Aos 44, após confusão na área deles, a bola sobra para Ademilson, o craque iluminado do Tupi, chutar para o gol vazio. A bola ia entrando, quando surge Romildo Fonseca da Silva, massagista do Aparecidense, em cima da linha para cortar a bola, duas vezes, e salvar seu time da derrota e a consequente eliminação. Assustado, o "profissional", que ainda é estudante de educação física e maratonista (?!), correu o máximo que pode para se abrigar de muita gente em fúria no Estádio Municipal dispostos a agredi-lo.

Tupi

O caso será denunciado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) durante essa semana e será pedido que o clube goiano, assim como o massagista, sejam punidos. É um caso gravíssimo, e as punições devem ser igualmente severas, ou todo o trabalho que a fraca CBF tenta impor no nosso futebol, será jogado no lixo, transformando o caso numa afronta ao torcedor de todos clubes.

Imagine se tal situação acontece nos novíssimos estádios construídos para o Mundial do ano que vem? Sem alambrado e sem fosso separando arquibancada do campo? O campo se transformaria em uma guerra! Torcedores enfurecidos certamente iriam invadir. No sábado, faltou pouco. A Polícia Militar foi obrigada a agir e proteger Romildo de dirigentes e jogadores do Carijó. E se 100 torcedores entrassem no campo? Os poucos policiais, armados com escudos e balas de borracha dariam conta de segurar a onda de fúria e revolta?

Neste momento, é preciso que a CBF paralise imediatamente a Série D. O STJD exija a eliminação imediata do clube goiano, não a remarcação da partida, e o banimento de Romildo do futebol. O Aparecidense, uma equipe sem história alguma, deveria ao menos se portar como grande e dar exemplo: demitir o massagista e abdicar da participação na competição, cedendo a vaga ao Tupi, sendo um exemplo de fair-play no mundo todo. Ao invés disso, garantem que já pensam na próxima fase da Série D e não em serem eliminados, considerando-se vencedores e merecedores da vaga dentro do campo.

Entenda a regra:

A CBF distribuiu aos árbitros o livro de regras referente ao biênio 2012/2013, em que a Regra 3 (Interpretação das Regras do Jogo e Diretrizes para Árbitros) é bastante objetiva e clara neste sentido:

Funcionários oficiais de uma equipe

O treinador e os demais oficiais incluídos na lista de jogadores (a exceção de jogadores e substitutos) são considerados funcionários oficiais. Se o funcionário oficial de uma equipe ingressa no campo de jogo, o árbitro deverá paralisar o jogo, mesmo que não imediatamente (...)

O massagista era um funcionário oficial, isso não há dúvidas. Como entrou em campo, a partida deveria ter sido paralisada até que fosse retirado. No entanto, torna-se uma missão delicada para a arbitragem fazer isso em um lance de ataque como o lance em questão, especialmente se a paralisação não deve ser imediata, como dá a entender o livro de regras.

Na mesma regra, um outro fator deve ser olhado com atenção.

Gol marcado com pessoa extra dentro do campo de jogo

Se, após ser marcado um gol, o árbitro perceber, antes de reiniciar o jogo, que havia uma pessoa extra no campo de jogo no momento em que o gol foi marcado o árbitro deverá Invalidar o gol se:

- a pessoa extra for um agente externo e interferir no jogo

- a pessoa extra for um jogador, substituto, jogador substituído ou funcionário oficial da equipe que marcou o gol

Não foi gol de fato, mas foi o lance mais importante da partida e que influiu diretamente no resultado da mesma. Foi praticado por um funcionário oficial da Aparecidense, que acabou beneficiada pela atitude. Mais uma vez, a CBF dá margem à interpretação em suas confusas regras. Se tal atitude passa, gera precedente para outras atitudes semelhantes no futuro.

Qual a sua posição sobre o incidente? Deixe sua opinião nos comentários!

Vídeo: Avencedor/youtube


Lucas Soares é natural de Juiz de Fora, é jornalista formado pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora em dezembro de 2012 e apaixonado por futebol. Atualmente, é aluno de pós-graduação em Jornalismo Multiplataforma na Universidade Federal de Juiz de Fora, e Editor-chefe do blog Flamengo em Foco. Já atuou em veículos impressos da cidade e como assessor de imprensa na PJF e na Câmara Municipal.

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Lucas Soares Lucas Soares 9/09/2013

Em xeque, a credibilidade do futebol

Muito vem se falando nos últimos anos em profissionalizar o futebol. Afinal, em 2014 seremos o país sede da Copa do Mundo e as atenções já estão voltadas para nossos atletas. E, a um ano do maior evento do mundo da bola, uma atitude anti-desportiva e VERGONHOSA acontece aqui mesmo, em Juiz de Fora.

Como a maioria já viu, Tupi e Aparecidense (GO) empatavam em 2 a 2 na noite do último sábado, 7. O resultado classificava o time goiano. Aos 44, após confusão na área deles, a bola sobra para Ademilson, o craque iluminado do Tupi, chutar para o gol vazio. A bola ia entrando, quando surge Romildo Fonseca da Silva, massagista do Aparecidense, em cima da linha para cortar a bola, duas vezes, e salvar seu time da derrota e a consequente eliminação. Assustado, o "profissional", que ainda é estudante de educação física e maratonista (?!), correu o máximo que pode para se abrigar de muita gente em fúria no Estádio Municipal dispostos a agredi-lo.

Tupi

O caso será denunciado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) durante essa semana e será pedido que o clube goiano, assim como o massagista, sejam punidos. É um caso gravíssimo, e as punições devem ser igualmente severas, ou todo o trabalho que a fraca CBF tenta impor no nosso futebol, será jogado no lixo, transformando o caso numa afronta ao torcedor de todos clubes.

Imagine se tal situação acontece nos novíssimos estádios construídos para o Mundial do ano que vem? Sem alambrado e sem fosso separando arquibancada do campo? O campo se transformaria em uma guerra! Torcedores enfurecidos certamente iriam invadir. No sábado, faltou pouco. A Polícia Militar foi obrigada a agir e proteger Romildo de dirigentes e jogadores do Carijó. E se 100 torcedores entrassem no campo? Os poucos policiais, armados com escudos e balas de borracha dariam conta de segurar a onda de fúria e revolta?

Neste momento, é preciso que a CBF paralise imediatamente a Série D. O STJD exija a eliminação imediata do clube goiano, não a remarcação da partida, e o banimento de Romildo do futebol. O Aparecidense, uma equipe sem história alguma, deveria ao menos se portar como grande e dar exemplo: demitir o massagista e abdicar da participação na competição, cedendo a vaga ao Tupi, sendo um exemplo de fair-play no mundo todo. Ao invés disso, garantem que já pensam na próxima fase da Série D e não em serem eliminados, considerando-se vencedores e merecedores da vaga dentro do campo.

Entenda a regra:

A CBF distribuiu aos árbitros o livro de regras referente ao biênio 2012/2013, em que a Regra 3 (Interpretação das Regras do Jogo e Diretrizes para Árbitros) é bastante objetiva e clara neste sentido:

Funcionários oficiais de uma equipe

O treinador e os demais oficiais incluídos na lista de jogadores (a exceção de jogadores e substitutos) são considerados funcionários oficiais. Se o funcionário oficial de uma equipe ingressa no campo de jogo, o árbitro deverá paralisar o jogo, mesmo que não imediatamente (...)

O massagista era um funcionário oficial, isso não há dúvidas. Como entrou em campo, a partida deveria ter sido paralisada até que fosse retirado. No entanto, torna-se uma missão delicada para a arbitragem fazer isso em um lance de ataque como o lance em questão, especialmente se a paralisação não deve ser imediata, como dá a entender o livro de regras.

Na mesma regra, um outro fator deve ser olhado com atenção.

Gol marcado com pessoa extra dentro do campo de jogo

Se, após ser marcado um gol, o árbitro perceber, antes de reiniciar o jogo, que havia uma pessoa extra no campo de jogo no momento em que o gol foi marcado o árbitro deverá Invalidar o gol se:

- a pessoa extra for um agente externo e interferir no jogo

- a pessoa extra for um jogador, substituto, jogador substituído ou funcionário oficial da equipe que marcou o gol

Não foi gol de fato, mas foi o lance mais importante da partida e que influiu diretamente no resultado da mesma. Foi praticado por um funcionário oficial da Aparecidense, que acabou beneficiada pela atitude. Mais uma vez, a CBF dá margem à interpretação em suas confusas regras. Se tal atitude passa, gera precedente para outras atitudes semelhantes no futuro.

Qual a sua posição sobre o incidente? Deixe sua opinião nos comentários!

Vídeo: Avencedor/youtube


Lucas Soares é natural de Juiz de Fora, é jornalista formado pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora em dezembro de 2012 e apaixonado por futebol. Atualmente, é aluno de pós-graduação em Jornalismo Multiplataforma na Universidade Federal de Juiz de Fora, e Editor-chefe do blog Flamengo em Foco. Já atuou em veículos impressos da cidade e como assessor de imprensa na PJF e na Câmara Municipal.

Lucas Soares Lucas Soares 9/09/2013

Em xeque, a credibilidade do futebol

Muito vem se falando nos últimos anos em profissionalizar o futebol. Afinal, em 2014 seremos o país sede da Copa do Mundo e as atenções já estão voltadas para nossos atletas. E, a um ano do maior evento do mundo da bola, uma atitude anti-desportiva e VERGONHOSA acontece aqui mesmo, em Juiz de Fora.

Como a maioria já viu, Tupi e Aparecidense (GO) empatavam em 2 a 2 na noite do último sábado, 7. O resultado classificava o time goiano. Aos 44, após confusão na área deles, a bola sobra para Ademilson, o craque iluminado do Tupi, chutar para o gol vazio. A bola ia entrando, quando surge Romildo Fonseca da Silva, massagista do Aparecidense, em cima da linha para cortar a bola, duas vezes, e salvar seu time da derrota e a consequente eliminação. Assustado, o "profissional", que ainda é estudante de educação física e maratonista (?!), correu o máximo que pode para se abrigar de muita gente em fúria no Estádio Municipal dispostos a agredi-lo.

Tupi

O caso será denunciado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) durante essa semana e será pedido que o clube goiano, assim como o massagista, sejam punidos. É um caso gravíssimo, e as punições devem ser igualmente severas, ou todo o trabalho que a fraca CBF tenta impor no nosso futebol, será jogado no lixo, transformando o caso numa afronta ao torcedor de todos clubes.

Imagine se tal situação acontece nos novíssimos estádios construídos para o Mundial do ano que vem? Sem alambrado e sem fosso separando arquibancada do campo? O campo se transformaria em uma guerra! Torcedores enfurecidos certamente iriam invadir. No sábado, faltou pouco. A Polícia Militar foi obrigada a agir e proteger Romildo de dirigentes e jogadores do Carijó. E se 100 torcedores entrassem no campo? Os poucos policiais, armados com escudos e balas de borracha dariam conta de segurar a onda de fúria e revolta?

Neste momento, é preciso que a CBF paralise imediatamente a Série D. O STJD exija a eliminação imediata do clube goiano, não a remarcação da partida, e o banimento de Romildo do futebol. O Aparecidense, uma equipe sem história alguma, deveria ao menos se portar como grande e dar exemplo: demitir o massagista e abdicar da participação na competição, cedendo a vaga ao Tupi, sendo um exemplo de fair-play no mundo todo. Ao invés disso, garantem que já pensam na próxima fase da Série D e não em serem eliminados, considerando-se vencedores e merecedores da vaga dentro do campo.

Entenda a regra:

A CBF distribuiu aos árbitros o livro de regras referente ao biênio 2012/2013, em que a Regra 3 (Interpretação das Regras do Jogo e Diretrizes para Árbitros) é bastante objetiva e clara neste sentido:

Funcionários oficiais de uma equipe

O treinador e os demais oficiais incluídos na lista de jogadores (a exceção de jogadores e substitutos) são considerados funcionários oficiais. Se o funcionário oficial de uma equipe ingressa no campo de jogo, o árbitro deverá paralisar o jogo, mesmo que não imediatamente (...)

O massagista era um funcionário oficial, isso não há dúvidas. Como entrou em campo, a partida deveria ter sido paralisada até que fosse retirado. No entanto, torna-se uma missão delicada para a arbitragem fazer isso em um lance de ataque como o lance em questão, especialmente se a paralisação não deve ser imediata, como dá a entender o livro de regras.

Na mesma regra, um outro fator deve ser olhado com atenção.

Gol marcado com pessoa extra dentro do campo de jogo

Se, após ser marcado um gol, o árbitro perceber, antes de reiniciar o jogo, que havia uma pessoa extra no campo de jogo no momento em que o gol foi marcado o árbitro deverá Invalidar o gol se:

- a pessoa extra for um agente externo e interferir no jogo

- a pessoa extra for um jogador, substituto, jogador substituído ou funcionário oficial da equipe que marcou o gol

Não foi gol de fato, mas foi o lance mais importante da partida e que influiu diretamente no resultado da mesma. Foi praticado por um funcionário oficial da Aparecidense, que acabou beneficiada pela atitude. Mais uma vez, a CBF dá margem à interpretação em suas confusas regras. Se tal atitude passa, gera precedente para outras atitudes semelhantes no futuro.

Qual a sua posição sobre o incidente? Deixe sua opinião nos comentários!

Vídeo: Avencedor/youtube


Lucas Soares é natural de Juiz de Fora, é jornalista formado pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora em dezembro de 2012 e apaixonado por futebol. Atualmente, é aluno de pós-graduação em Jornalismo Multiplataforma na Universidade Federal de Juiz de Fora, e Editor-chefe do blog Flamengo em Foco. Já atuou em veículos impressos da cidade e como assessor de imprensa na PJF e na Câmara Municipal.