Lucas Soares Lucas Soares 23/09/2013

Cruzeiro e Flamengo: realidades distintas em condições semelhantes

 

Falar de futebol é sempreCruzeiro e Flamengo um assunto delicado. Envolve paixões, comentários por vezes exagerados, e claro, discussões. A coluna desta semana deve ser motivo de debates em mesas de bar e redes sociais. Justamente porque vou abordar as condições semelhantes em que viveram Flamengo e Cruzeiro e como suas realidades são totalmente distintas em 2013.

Em 2012, ambas as equipes fizeram um Campeonato Brasileiro ruim dentro da grandeza dos clubes. O time mineiro terminou na 9ª posição e o carioca na 11ª. Dois pontos separaram os clubes. A obrigação, logicamente, seria reformular as equipes. Coisa feita por ambas, dentro de crises financeiras.

O Cruzeiro buscou a maioria dos reforços no cenário nacional. Trouxe Ricardo Goulart, Everton Ribeiro, Dagoberto, Bruno Rodrigo, Dedé e tantos outros. Reformulou seu elenco, trazendo um treinador que se destacou nos últimos dois anos e o resultado é o que vemos. Um clube líder do Brasileirão, com oito pontos de vantagem para o segundo colocado.

E o Flamengo? O clube carioca passou por eleições em dezembro passado e mudou radicalmente a postura dentro da diretoria. Saíram jogadores importantes, como Vagner Love e Ibson, e vieram, em sua maioria, jogadores que não tinham destaque nacional. Carlos Eduardo, a principal contratação do ano, jogou 12 partidas entre 2011 e 2012. Chicão, que chegou no meio deste ano junto com André Santos, era reserva do Corinthians. André, do Grêmio. O resultado é um time que ronda a zona de rebaixamento desde o início do campeonato.

E por que dois clubes em situação semelhante em 2012 estão em momentos tão diferentes em 2013? A única explicação que consigo perceber é o planejamento. Algo que até hoje falta no Flamengo e sobra em Belo Horizonte. O Cruzeiro começou a planejar o ano ainda em outubro passado, quando trouxe Diego Souza do Vasco, mesmo sem o jogador poder atuar no restante do ano. Trouxe Ricardo Goulart de graça, Dagoberto, Everton Ribeiro veio por R$ 4 milhões. Dedé foi o investimento mais caro, R$ 14 milhões.

O Flamengo trouxe, em sua maioria, jogadores emprestados ou gratuitos. Elias, referência do time, veio por empréstimo junto ao Sporting. Carlos Eduardo veio do Rubin Kazan. Até mesmo entre os jogadores do interior paulista, apenas Bruninho foi comprado pelo Flamengo. O valor foi de R$ 500 mil.

Diante dessa perspectiva, podemos perceber claramente alguns pontos. O planejamento rubro-negro é a curto prazo. Sem gastos excessivos, até pelo tamanho da dívida do clube, o Flamengo deixa muito a desejar para a sua torcida. O Cruzeiro já monta uma equipe pensando inclusive nos próximos anos, já que poucos são os jogadores com contratos acabando em 2013.

A lição que fica é simples. Se o Flamengo quiser ter tranquilidade em 2014, o ideal é começar a pensar desde já no próximo ano.


Lucas Soares é natural de Juiz de Fora, é jornalista formado pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora em dezembro de 2012 e apaixonado por futebol. Atualmente, é aluno de pós-graduação em Jornalismo Multiplataforma na Universidade Federal de Juiz de Fora, e Editor-chefe do blog Flamengo em Foco. Já atuou em veículos impressos da cidade e como assessor de imprensa na PJF e na Câmara Municipal.

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Lucas Soares Lucas Soares 23/09/2013

Cruzeiro e Flamengo: realidades distintas em condições semelhantes

 

Falar de futebol é sempreCruzeiro e Flamengo um assunto delicado. Envolve paixões, comentários por vezes exagerados, e claro, discussões. A coluna desta semana deve ser motivo de debates em mesas de bar e redes sociais. Justamente porque vou abordar as condições semelhantes em que viveram Flamengo e Cruzeiro e como suas realidades são totalmente distintas em 2013.

Em 2012, ambas as equipes fizeram um Campeonato Brasileiro ruim dentro da grandeza dos clubes. O time mineiro terminou na 9ª posição e o carioca na 11ª. Dois pontos separaram os clubes. A obrigação, logicamente, seria reformular as equipes. Coisa feita por ambas, dentro de crises financeiras.

O Cruzeiro buscou a maioria dos reforços no cenário nacional. Trouxe Ricardo Goulart, Everton Ribeiro, Dagoberto, Bruno Rodrigo, Dedé e tantos outros. Reformulou seu elenco, trazendo um treinador que se destacou nos últimos dois anos e o resultado é o que vemos. Um clube líder do Brasileirão, com oito pontos de vantagem para o segundo colocado.

E o Flamengo? O clube carioca passou por eleições em dezembro passado e mudou radicalmente a postura dentro da diretoria. Saíram jogadores importantes, como Vagner Love e Ibson, e vieram, em sua maioria, jogadores que não tinham destaque nacional. Carlos Eduardo, a principal contratação do ano, jogou 12 partidas entre 2011 e 2012. Chicão, que chegou no meio deste ano junto com André Santos, era reserva do Corinthians. André, do Grêmio. O resultado é um time que ronda a zona de rebaixamento desde o início do campeonato.

E por que dois clubes em situação semelhante em 2012 estão em momentos tão diferentes em 2013? A única explicação que consigo perceber é o planejamento. Algo que até hoje falta no Flamengo e sobra em Belo Horizonte. O Cruzeiro começou a planejar o ano ainda em outubro passado, quando trouxe Diego Souza do Vasco, mesmo sem o jogador poder atuar no restante do ano. Trouxe Ricardo Goulart de graça, Dagoberto, Everton Ribeiro veio por R$ 4 milhões. Dedé foi o investimento mais caro, R$ 14 milhões.

O Flamengo trouxe, em sua maioria, jogadores emprestados ou gratuitos. Elias, referência do time, veio por empréstimo junto ao Sporting. Carlos Eduardo veio do Rubin Kazan. Até mesmo entre os jogadores do interior paulista, apenas Bruninho foi comprado pelo Flamengo. O valor foi de R$ 500 mil.

Diante dessa perspectiva, podemos perceber claramente alguns pontos. O planejamento rubro-negro é a curto prazo. Sem gastos excessivos, até pelo tamanho da dívida do clube, o Flamengo deixa muito a desejar para a sua torcida. O Cruzeiro já monta uma equipe pensando inclusive nos próximos anos, já que poucos são os jogadores com contratos acabando em 2013.

A lição que fica é simples. Se o Flamengo quiser ter tranquilidade em 2014, o ideal é começar a pensar desde já no próximo ano.


Lucas Soares é natural de Juiz de Fora, é jornalista formado pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora em dezembro de 2012 e apaixonado por futebol. Atualmente, é aluno de pós-graduação em Jornalismo Multiplataforma na Universidade Federal de Juiz de Fora, e Editor-chefe do blog Flamengo em Foco. Já atuou em veículos impressos da cidade e como assessor de imprensa na PJF e na Câmara Municipal.

Lucas Soares Lucas Soares 23/09/2013

Cruzeiro e Flamengo: realidades distintas em condições semelhantes

 

Falar de futebol é sempreCruzeiro e Flamengo um assunto delicado. Envolve paixões, comentários por vezes exagerados, e claro, discussões. A coluna desta semana deve ser motivo de debates em mesas de bar e redes sociais. Justamente porque vou abordar as condições semelhantes em que viveram Flamengo e Cruzeiro e como suas realidades são totalmente distintas em 2013.

Em 2012, ambas as equipes fizeram um Campeonato Brasileiro ruim dentro da grandeza dos clubes. O time mineiro terminou na 9ª posição e o carioca na 11ª. Dois pontos separaram os clubes. A obrigação, logicamente, seria reformular as equipes. Coisa feita por ambas, dentro de crises financeiras.

O Cruzeiro buscou a maioria dos reforços no cenário nacional. Trouxe Ricardo Goulart, Everton Ribeiro, Dagoberto, Bruno Rodrigo, Dedé e tantos outros. Reformulou seu elenco, trazendo um treinador que se destacou nos últimos dois anos e o resultado é o que vemos. Um clube líder do Brasileirão, com oito pontos de vantagem para o segundo colocado.

E o Flamengo? O clube carioca passou por eleições em dezembro passado e mudou radicalmente a postura dentro da diretoria. Saíram jogadores importantes, como Vagner Love e Ibson, e vieram, em sua maioria, jogadores que não tinham destaque nacional. Carlos Eduardo, a principal contratação do ano, jogou 12 partidas entre 2011 e 2012. Chicão, que chegou no meio deste ano junto com André Santos, era reserva do Corinthians. André, do Grêmio. O resultado é um time que ronda a zona de rebaixamento desde o início do campeonato.

E por que dois clubes em situação semelhante em 2012 estão em momentos tão diferentes em 2013? A única explicação que consigo perceber é o planejamento. Algo que até hoje falta no Flamengo e sobra em Belo Horizonte. O Cruzeiro começou a planejar o ano ainda em outubro passado, quando trouxe Diego Souza do Vasco, mesmo sem o jogador poder atuar no restante do ano. Trouxe Ricardo Goulart de graça, Dagoberto, Everton Ribeiro veio por R$ 4 milhões. Dedé foi o investimento mais caro, R$ 14 milhões.

O Flamengo trouxe, em sua maioria, jogadores emprestados ou gratuitos. Elias, referência do time, veio por empréstimo junto ao Sporting. Carlos Eduardo veio do Rubin Kazan. Até mesmo entre os jogadores do interior paulista, apenas Bruninho foi comprado pelo Flamengo. O valor foi de R$ 500 mil.

Diante dessa perspectiva, podemos perceber claramente alguns pontos. O planejamento rubro-negro é a curto prazo. Sem gastos excessivos, até pelo tamanho da dívida do clube, o Flamengo deixa muito a desejar para a sua torcida. O Cruzeiro já monta uma equipe pensando inclusive nos próximos anos, já que poucos são os jogadores com contratos acabando em 2013.

A lição que fica é simples. Se o Flamengo quiser ter tranquilidade em 2014, o ideal é começar a pensar desde já no próximo ano.


Lucas Soares é natural de Juiz de Fora, é jornalista formado pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora em dezembro de 2012 e apaixonado por futebol. Atualmente, é aluno de pós-graduação em Jornalismo Multiplataforma na Universidade Federal de Juiz de Fora, e Editor-chefe do blog Flamengo em Foco. Já atuou em veículos impressos da cidade e como assessor de imprensa na PJF e na Câmara Municipal.