Lucas Soares Lucas Soares 25/11/2013

E se o Cruzeiro entregou, a culpa é de quem?

A vitória do Vasco contra o Cruzeiro por 2 a 1 no último sábado, 23 de novembro, poderia ter passado como um grande resultado de um clube que luta desesperadamente contra o Z-4, contra um campeão já relaxado após um ano intenso. Mas as câmeras de TV flagraram o jogador cruzeirense Júlio Baptista dizendo ao zagueiro e capitão do Vasco, Cris, as seguintes palavras: "Faz outro gol logo, porra. Faz logo." Veja o lance.

Imediatamente após a partida, o assunto tomou conta das redes sociais e diversos torcedores já começaram a questionar a idoneidade do resultado. Seria, em condições normais, o Vasco capaz de vencer o Cruzeiro lutando pelo título, mesmo que no Maracanã? Felizmente, ninguém sabe responder essa e a tônica do texto será diferente.

O Cruzeiro enfrentou o Vasco com o título já garantido. Faz apenas figuração na tabela do Brasileiro desde a 35ª rodada. Entra com um time misto nas partidas restantes e realmente não tem nada para lutar na reta final. O Gigante da Colina, por outro lado, entra para o tudo ou nada e busca forças para sair do Z-4 nas rodadas finais. Marcou o primeiro gol aos 2 minutos da primeira etapa. Ampliou ainda no primeiro tempo. O Cruzeiro diminuiu e pressionou em busca do empate, tanto que o goleiro do Vasco foi o autor da "defesa da rodada" do Globoesporte.com.

Pontue comigo. O Cruzeiro, já campeão, é obrigado a escalar força máxima em todos os jogos restantes? Não. Há elenco pra isso, para ter rotatividade. No ano que vem, precisa saber com quais jogadores deve contar na Libertadores. O Vasco, que não tem nada com isso, tem sorte de ter uma equipe dessas na frente, com alguns reservas e uma defesa desentrosada. Marcou os dois gols com seus jogadores completamente livres. Ora, o próprio Cruzeiro, completo, já sofreu gols de jogadores sem marcação. E a culpa é do Vasco que "comprou" o resultado?

É verdade que, ao se fazer uma leitura labial e de expressões, é de se desconfiar da atitude do cruzeirense. No entanto, pense você, no seu mundo de peladas de final de semana. Se um amigo seu, perdendo o jogo, pedir para você deixar ele fazer um gol, você vai deixar? Provavelmente não. E outra, o Júlio, atacante, falou para o Cris, zagueiro, ir marcar. O Cris, segundo o Júlio, pediu para que o clube mineiro aliviasse. A resposta, em tom furioso, segundo a entrevista do Júlio, foi como uma afronta.

No fim, só consigo dar a culpa desse episódio no Cruzeiro. Quem mandou o clube mineiro ser o melhor do campeonato e faturar o torneio com quatro rodadas de antecedência?! Quem mandou ter um elenco forte, onde se coloca um reserva e não perde tanto a qualidade? Onde pode se dar o luxo de colocar reservas, de qualidade similar aos titulares, e mesmo assim perder um jogo e ser acusado de facilitar? Francamente, Cruzeiro, no próximo ano, seja mais justo com os outros 19 participantes da Série A e monte um elenco mais fraco, e dispute o título até a última rodada. Assim, acusações banais como essa, não vão acontecer.


Lucas Soares é natural de Juiz de Fora, é jornalista formado pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora em dezembro de 2012 e apaixonado por futebol. Atualmente, é aluno de pós-graduação em Jornalismo Multiplataforma na Universidade Federal de Juiz de Fora, Repórter no portal Acessa.com e Editor-chefe do blog Flamengo em Foco. Já atuou em veículos impressos da cidade e como assessor de imprensa na PJF e na Câmara Municipal.

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Lucas Soares Lucas Soares 25/11/2013

E se o Cruzeiro entregou, a culpa é de quem?

A vitória do Vasco contra o Cruzeiro por 2 a 1 no último sábado, 23 de novembro, poderia ter passado como um grande resultado de um clube que luta desesperadamente contra o Z-4, contra um campeão já relaxado após um ano intenso. Mas as câmeras de TV flagraram o jogador cruzeirense Júlio Baptista dizendo ao zagueiro e capitão do Vasco, Cris, as seguintes palavras: "Faz outro gol logo, porra. Faz logo." Veja o lance.

Imediatamente após a partida, o assunto tomou conta das redes sociais e diversos torcedores já começaram a questionar a idoneidade do resultado. Seria, em condições normais, o Vasco capaz de vencer o Cruzeiro lutando pelo título, mesmo que no Maracanã? Felizmente, ninguém sabe responder essa e a tônica do texto será diferente.

O Cruzeiro enfrentou o Vasco com o título já garantido. Faz apenas figuração na tabela do Brasileiro desde a 35ª rodada. Entra com um time misto nas partidas restantes e realmente não tem nada para lutar na reta final. O Gigante da Colina, por outro lado, entra para o tudo ou nada e busca forças para sair do Z-4 nas rodadas finais. Marcou o primeiro gol aos 2 minutos da primeira etapa. Ampliou ainda no primeiro tempo. O Cruzeiro diminuiu e pressionou em busca do empate, tanto que o goleiro do Vasco foi o autor da "defesa da rodada" do Globoesporte.com.

Pontue comigo. O Cruzeiro, já campeão, é obrigado a escalar força máxima em todos os jogos restantes? Não. Há elenco pra isso, para ter rotatividade. No ano que vem, precisa saber com quais jogadores deve contar na Libertadores. O Vasco, que não tem nada com isso, tem sorte de ter uma equipe dessas na frente, com alguns reservas e uma defesa desentrosada. Marcou os dois gols com seus jogadores completamente livres. Ora, o próprio Cruzeiro, completo, já sofreu gols de jogadores sem marcação. E a culpa é do Vasco que "comprou" o resultado?

É verdade que, ao se fazer uma leitura labial e de expressões, é de se desconfiar da atitude do cruzeirense. No entanto, pense você, no seu mundo de peladas de final de semana. Se um amigo seu, perdendo o jogo, pedir para você deixar ele fazer um gol, você vai deixar? Provavelmente não. E outra, o Júlio, atacante, falou para o Cris, zagueiro, ir marcar. O Cris, segundo o Júlio, pediu para que o clube mineiro aliviasse. A resposta, em tom furioso, segundo a entrevista do Júlio, foi como uma afronta.

No fim, só consigo dar a culpa desse episódio no Cruzeiro. Quem mandou o clube mineiro ser o melhor do campeonato e faturar o torneio com quatro rodadas de antecedência?! Quem mandou ter um elenco forte, onde se coloca um reserva e não perde tanto a qualidade? Onde pode se dar o luxo de colocar reservas, de qualidade similar aos titulares, e mesmo assim perder um jogo e ser acusado de facilitar? Francamente, Cruzeiro, no próximo ano, seja mais justo com os outros 19 participantes da Série A e monte um elenco mais fraco, e dispute o título até a última rodada. Assim, acusações banais como essa, não vão acontecer.


Lucas Soares é natural de Juiz de Fora, é jornalista formado pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora em dezembro de 2012 e apaixonado por futebol. Atualmente, é aluno de pós-graduação em Jornalismo Multiplataforma na Universidade Federal de Juiz de Fora, Repórter no portal Acessa.com e Editor-chefe do blog Flamengo em Foco. Já atuou em veículos impressos da cidade e como assessor de imprensa na PJF e na Câmara Municipal.

Lucas Soares Lucas Soares 25/11/2013

E se o Cruzeiro entregou, a culpa é de quem?

A vitória do Vasco contra o Cruzeiro por 2 a 1 no último sábado, 23 de novembro, poderia ter passado como um grande resultado de um clube que luta desesperadamente contra o Z-4, contra um campeão já relaxado após um ano intenso. Mas as câmeras de TV flagraram o jogador cruzeirense Júlio Baptista dizendo ao zagueiro e capitão do Vasco, Cris, as seguintes palavras: "Faz outro gol logo, porra. Faz logo." Veja o lance.

Imediatamente após a partida, o assunto tomou conta das redes sociais e diversos torcedores já começaram a questionar a idoneidade do resultado. Seria, em condições normais, o Vasco capaz de vencer o Cruzeiro lutando pelo título, mesmo que no Maracanã? Felizmente, ninguém sabe responder essa e a tônica do texto será diferente.

O Cruzeiro enfrentou o Vasco com o título já garantido. Faz apenas figuração na tabela do Brasileiro desde a 35ª rodada. Entra com um time misto nas partidas restantes e realmente não tem nada para lutar na reta final. O Gigante da Colina, por outro lado, entra para o tudo ou nada e busca forças para sair do Z-4 nas rodadas finais. Marcou o primeiro gol aos 2 minutos da primeira etapa. Ampliou ainda no primeiro tempo. O Cruzeiro diminuiu e pressionou em busca do empate, tanto que o goleiro do Vasco foi o autor da "defesa da rodada" do Globoesporte.com.

Pontue comigo. O Cruzeiro, já campeão, é obrigado a escalar força máxima em todos os jogos restantes? Não. Há elenco pra isso, para ter rotatividade. No ano que vem, precisa saber com quais jogadores deve contar na Libertadores. O Vasco, que não tem nada com isso, tem sorte de ter uma equipe dessas na frente, com alguns reservas e uma defesa desentrosada. Marcou os dois gols com seus jogadores completamente livres. Ora, o próprio Cruzeiro, completo, já sofreu gols de jogadores sem marcação. E a culpa é do Vasco que "comprou" o resultado?

É verdade que, ao se fazer uma leitura labial e de expressões, é de se desconfiar da atitude do cruzeirense. No entanto, pense você, no seu mundo de peladas de final de semana. Se um amigo seu, perdendo o jogo, pedir para você deixar ele fazer um gol, você vai deixar? Provavelmente não. E outra, o Júlio, atacante, falou para o Cris, zagueiro, ir marcar. O Cris, segundo o Júlio, pediu para que o clube mineiro aliviasse. A resposta, em tom furioso, segundo a entrevista do Júlio, foi como uma afronta.

No fim, só consigo dar a culpa desse episódio no Cruzeiro. Quem mandou o clube mineiro ser o melhor do campeonato e faturar o torneio com quatro rodadas de antecedência?! Quem mandou ter um elenco forte, onde se coloca um reserva e não perde tanto a qualidade? Onde pode se dar o luxo de colocar reservas, de qualidade similar aos titulares, e mesmo assim perder um jogo e ser acusado de facilitar? Francamente, Cruzeiro, no próximo ano, seja mais justo com os outros 19 participantes da Série A e monte um elenco mais fraco, e dispute o título até a última rodada. Assim, acusações banais como essa, não vão acontecer.


Lucas Soares é natural de Juiz de Fora, é jornalista formado pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora em dezembro de 2012 e apaixonado por futebol. Atualmente, é aluno de pós-graduação em Jornalismo Multiplataforma na Universidade Federal de Juiz de Fora, Repórter no portal Acessa.com e Editor-chefe do blog Flamengo em Foco. Já atuou em veículos impressos da cidade e como assessor de imprensa na PJF e na Câmara Municipal.