Lucas Soares Lucas Soares 23/02/2015

A hipocrisia e o "dopado" Anderson Silva

Até janeiro de 2015, Anderson Silva era considerado o maior nome da história das Artes Marciais Mistas (MMA). No Ultimate Fight Championship (UFC), o atleta é o maior detentor de recordes de defesas de cinturão consecutivas, tendo feito dez, e sendo considerado uma lenda no esporte, tanto por torcedores, quanto pela crítica especializada.

Eis que, aos 39 anos - a maioria dos lutadores encerra a carreira antes - Anderson é pego em um exame anti-doping após ter uma das lesões mais feias já vistas no esporte (pra quem não se lembra, ele quebrou a perna no UFC 168, contra Chris Weidman) e fica mais de um ano afastado do octógono. Isso não justifica o doping, mas eu vou defender o astro brasileiro, goste você ou não.

A primeira coisa a ser observada é a forma como a mídia criminaliza esse tipo de atitude: Anderson era tratado pela Rede Globo como o exemplo a ser seguido no esporte. São incontáveis matérias sobre a carreira vitoriosa de Silva, seja na TV aberta, na fechada e na internet. Perdi até as contas de quantas chamadas eu vi para a luta contra Nick Diaz. Agora, pego no exame, o ídolo virou vilão, que compete utilizando-se de artimanhas e que não serve mais. E como isso atinge a cabeça da massa, que assiste e acredita naquilo que a TV diz. É surreal, se for analisado mais profundamente.

Basta observar como tudo vem sendo tratado ultimamente. Nas redes sociais, críticas de todos os meios de comunicação possíveis ao doping do atleta. Independente se Anderson se dopou ou não, intencionalmente ou não - e eu acredito na versão do atleta, de que isso trata-se de um erro, isso é só mais uma prova de como a mídia esportiva pode ser cruel.

O que eu acho? Eu acho que leis existem para serem cumpridas, mas isso não te impede de questionar a sua aplicabilidade. Se está no papel que não pode usar determinada substância, não pode e ponto. Temos é que abrir um debate, em nível mundial, sobre como isso afeta ou não o atleta e aí sim, se necessário, mudá-la.

Vamos aos fatos: nos primórdios do MMA, antidoping nem existia. No Pride Fighting Championships, eventos de MMA mais famosos do mundo até 2006, valia quase tudo. Disputado no Japão, os lutadores usavam de anabolizantes a pisões no rosto do adversário caído para vencer. No UFC, que posteriormente adquiriu a franquia do PRIDE, o controle anti-doping sempre deixou a desejar em relação àquilo regido pela WADA (Agência Internacional Antidoping). Nas duas lutas que fez contra Chris Weidman, Anderson não foi testado durante os treinamentos.

Agora passamos para uma análise mais específica, sobre atletas de alto desempenho e considerados extraordinários. Qual a principal responsabilidade de um atleta deste nível? Se alguém disse que não é vencer, estará mentindo. Eles treinam para ganhar, e o resto é consequência. Tanto que após a lesão, Anderson fez (aparentemente) tudo para que pudesse voltar à competir e fazer o que ele gosta. Treinou, se recuperou da lesão e lutou de forma séria contra Nick Diaz, sem aquelas provocações que caracterizaram o atleta brasileiro em outras oportunidades.

Você gosta de esportes? Futebol, natação, atletismo, vôlei, basquete... Até pratica um pouco e sabe das dificuldades físicas que te impedem de aguentar um ritmo mais intenso. O doping pode existir em qualquer ramo. Vamos tomar, por exemplo, o maior corredor de todos os tempos, Usain Bolt. O jamaicano nunca foi pego no anti-doping, e os dois recordistas antes dele, o americano Tyson Gay e o também jamaicano Asafa Powell, foram. Estranho pensar que Bolt bate recordes atrás de recordes sem nunca ter se dopado. Até que se prove o contrário, é inocente. Ele nunca foi pego em um teste, mas estranho é que cinco atletas da Jamaica, do mesmo time de Bolt, incluindo Powell, foram pegos por doping em 2013.

A sociedade, e a mídia, julga que o atleta que for pego com substância ilegal é imoral. Alguns competidores são obrigados a mentir para não perderem seu status por ter usado isso ou aquilo, que não era permitido. No livro O Guia dos Curiosos: Jogos Olímpicos, o autor Marcelo Duarte lembra de casos, entre eles o do halterofilista canadense Jacques Demers, que injetou urina de outra pessoa na própria bexiga para fugir do exame. Foi pego e banido. Na mesma obra, Duarte cita inúmeros casos onde o uso descontrolado de substâncias anabolizantes deram errado e chegaram até a matar alguns atletas. Eu não sou atleta e não pratico exercício físico com frequência, por isso acho que você pode até me entender mal por defender um atleta que foi pego no doping. Ele certamente tem seus motivos, suas razões e você deve perguntar isso a ele, caso queira saber. 

Mas é notório que Silva foi encontrado com três substâncias na urina: drostanolona, androsterona e 17-Diolum. Uma rápida pesquisa na internet e você vê que a drostanolona é um esteroide anabolizante sintético, enquanto a androsterona é um hormônio natural produzido pelo fígado e o 17-Diolum é um composto também sintético. Os dois últimos agem em conjunto com a drostanolona, para aumentar a massa muscular e fortalecer os músculos. Além disso, como efeitos colaterais da drostanolona, o usuário pode apresentar hipertrofia da próstata, queda de cabelo e engrossamento da voz. E sabemos que existe uma certa piada pela voz de Anderson ser fina.

O uso de anabolizantes faz mal para a saúde, assim como qualquer produto que seja utilizado em excesso. O anabolizante, como o próprio nome diz, anaboliza (acelera, impulsiona) as reações. Se antes você demoraria alguns meses para que seu corpo atingisse determinado objetivo, você pode diminuir muito esse tempo e acelerar o crescimento de outras partes do corpo, inclusive tumores - caso eles já existam, o grande vilão desse tipo de substância. Os efeitos colaterais existem para qualquer medicamento, mas cabe a cada um saber o que faz do próprio corpo. Se hoje a lei diz que é proibido competir com essa ou aquela substância, então é. Mas que o debate valeria a pena, isso valeria.


Lucas Soares é natural de Juiz de Fora, é jornalista formado pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora em dezembro de 2012 e apaixonado por futebol. Atualmente, é aluno de pós-graduação em Jornalismo Multiplataforma na Universidade Federal de Juiz de Fora, Repórter no portal Acessa.com e Editor-chefe do blog Flamengo em Foco. Já atuou em veículos impressos da cidade e como assessor de imprensa na PJF e na Câmara Municipal.

Lucas Soares Lucas Soares 23/02/2015

A hipocrisia e o "dopado" Anderson Silva

Até janeiro de 2015, Anderson Silva era considerado o maior nome da história das Artes Marciais Mistas (MMA). No Ultimate Fight Championship (UFC), o atleta é o maior detentor de recordes de defesas de cinturão consecutivas, tendo feito dez, e sendo considerado uma lenda no esporte, tanto por torcedores, quanto pela crítica especializada.

Eis que, aos 39 anos - a maioria dos lutadores encerra a carreira antes - Anderson é pego em um exame anti-doping após ter uma das lesões mais feias já vistas no esporte (pra quem não se lembra, ele quebrou a perna no UFC 168, contra Chris Weidman) e fica mais de um ano afastado do octógono. Isso não justifica o doping, mas eu vou defender o astro brasileiro, goste você ou não.

A primeira coisa a ser observada é a forma como a mídia criminaliza esse tipo de atitude: Anderson era tratado pela Rede Globo como o exemplo a ser seguido no esporte. São incontáveis matérias sobre a carreira vitoriosa de Silva, seja na TV aberta, na fechada e na internet. Perdi até as contas de quantas chamadas eu vi para a luta contra Nick Diaz. Agora, pego no exame, o ídolo virou vilão, que compete utilizando-se de artimanhas e que não serve mais. E como isso atinge a cabeça da massa, que assiste e acredita naquilo que a TV diz. É surreal, se for analisado mais profundamente.

Basta observar como tudo vem sendo tratado ultimamente. Nas redes sociais, críticas de todos os meios de comunicação possíveis ao doping do atleta. Independente se Anderson se dopou ou não, intencionalmente ou não - e eu acredito na versão do atleta, de que isso trata-se de um erro, isso é só mais uma prova de como a mídia esportiva pode ser cruel.

O que eu acho? Eu acho que leis existem para serem cumpridas, mas isso não te impede de questionar a sua aplicabilidade. Se está no papel que não pode usar determinada substância, não pode e ponto. Temos é que abrir um debate, em nível mundial, sobre como isso afeta ou não o atleta e aí sim, se necessário, mudá-la.

Vamos aos fatos: nos primórdios do MMA, antidoping nem existia. No Pride Fighting Championships, eventos de MMA mais famosos do mundo até 2006, valia quase tudo. Disputado no Japão, os lutadores usavam de anabolizantes a pisões no rosto do adversário caído para vencer. No UFC, que posteriormente adquiriu a franquia do PRIDE, o controle anti-doping sempre deixou a desejar em relação àquilo regido pela WADA (Agência Internacional Antidoping). Nas duas lutas que fez contra Chris Weidman, Anderson não foi testado durante os treinamentos.

Agora passamos para uma análise mais específica, sobre atletas de alto desempenho e considerados extraordinários. Qual a principal responsabilidade de um atleta deste nível? Se alguém disse que não é vencer, estará mentindo. Eles treinam para ganhar, e o resto é consequência. Tanto que após a lesão, Anderson fez (aparentemente) tudo para que pudesse voltar à competir e fazer o que ele gosta. Treinou, se recuperou da lesão e lutou de forma séria contra Nick Diaz, sem aquelas provocações que caracterizaram o atleta brasileiro em outras oportunidades.

Você gosta de esportes? Futebol, natação, atletismo, vôlei, basquete... Até pratica um pouco e sabe das dificuldades físicas que te impedem de aguentar um ritmo mais intenso. O doping pode existir em qualquer ramo. Vamos tomar, por exemplo, o maior corredor de todos os tempos, Usain Bolt. O jamaicano nunca foi pego no anti-doping, e os dois recordistas antes dele, o americano Tyson Gay e o também jamaicano Asafa Powell, foram. Estranho pensar que Bolt bate recordes atrás de recordes sem nunca ter se dopado. Até que se prove o contrário, é inocente. Ele nunca foi pego em um teste, mas estranho é que cinco atletas da Jamaica, do mesmo time de Bolt, incluindo Powell, foram pegos por doping em 2013.

A sociedade, e a mídia, julga que o atleta que for pego com substância ilegal é imoral. Alguns competidores são obrigados a mentir para não perderem seu status por ter usado isso ou aquilo, que não era permitido. No livro O Guia dos Curiosos: Jogos Olímpicos, o autor Marcelo Duarte lembra de casos, entre eles o do halterofilista canadense Jacques Demers, que injetou urina de outra pessoa na própria bexiga para fugir do exame. Foi pego e banido. Na mesma obra, Duarte cita inúmeros casos onde o uso descontrolado de substâncias anabolizantes deram errado e chegaram até a matar alguns atletas. Eu não sou atleta e não pratico exercício físico com frequência, por isso acho que você pode até me entender mal por defender um atleta que foi pego no doping. Ele certamente tem seus motivos, suas razões e você deve perguntar isso a ele, caso queira saber. 

Mas é notório que Silva foi encontrado com três substâncias na urina: drostanolona, androsterona e 17-Diolum. Uma rápida pesquisa na internet e você vê que a drostanolona é um esteroide anabolizante sintético, enquanto a androsterona é um hormônio natural produzido pelo fígado e o 17-Diolum é um composto também sintético. Os dois últimos agem em conjunto com a drostanolona, para aumentar a massa muscular e fortalecer os músculos. Além disso, como efeitos colaterais da drostanolona, o usuário pode apresentar hipertrofia da próstata, queda de cabelo e engrossamento da voz. E sabemos que existe uma certa piada pela voz de Anderson ser fina.

O uso de anabolizantes faz mal para a saúde, assim como qualquer produto que seja utilizado em excesso. O anabolizante, como o próprio nome diz, anaboliza (acelera, impulsiona) as reações. Se antes você demoraria alguns meses para que seu corpo atingisse determinado objetivo, você pode diminuir muito esse tempo e acelerar o crescimento de outras partes do corpo, inclusive tumores - caso eles já existam, o grande vilão desse tipo de substância. Os efeitos colaterais existem para qualquer medicamento, mas cabe a cada um saber o que faz do próprio corpo. Se hoje a lei diz que é proibido competir com essa ou aquela substância, então é. Mas que o debate valeria a pena, isso valeria.


Lucas Soares é natural de Juiz de Fora, é jornalista formado pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora em dezembro de 2012 e apaixonado por futebol. Atualmente, é aluno de pós-graduação em Jornalismo Multiplataforma na Universidade Federal de Juiz de Fora, Repórter no portal Acessa.com e Editor-chefe do blog Flamengo em Foco. Já atuou em veículos impressos da cidade e como assessor de imprensa na PJF e na Câmara Municipal.

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Lucas Soares Lucas Soares 23/02/2015

A hipocrisia e o "dopado" Anderson Silva

Até janeiro de 2015, Anderson Silva era considerado o maior nome da história das Artes Marciais Mistas (MMA). No Ultimate Fight Championship (UFC), o atleta é o maior detentor de recordes de defesas de cinturão consecutivas, tendo feito dez, e sendo considerado uma lenda no esporte, tanto por torcedores, quanto pela crítica especializada.

Eis que, aos 39 anos - a maioria dos lutadores encerra a carreira antes - Anderson é pego em um exame anti-doping após ter uma das lesões mais feias já vistas no esporte (pra quem não se lembra, ele quebrou a perna no UFC 168, contra Chris Weidman) e fica mais de um ano afastado do octógono. Isso não justifica o doping, mas eu vou defender o astro brasileiro, goste você ou não.

A primeira coisa a ser observada é a forma como a mídia criminaliza esse tipo de atitude: Anderson era tratado pela Rede Globo como o exemplo a ser seguido no esporte. São incontáveis matérias sobre a carreira vitoriosa de Silva, seja na TV aberta, na fechada e na internet. Perdi até as contas de quantas chamadas eu vi para a luta contra Nick Diaz. Agora, pego no exame, o ídolo virou vilão, que compete utilizando-se de artimanhas e que não serve mais. E como isso atinge a cabeça da massa, que assiste e acredita naquilo que a TV diz. É surreal, se for analisado mais profundamente.

Basta observar como tudo vem sendo tratado ultimamente. Nas redes sociais, críticas de todos os meios de comunicação possíveis ao doping do atleta. Independente se Anderson se dopou ou não, intencionalmente ou não - e eu acredito na versão do atleta, de que isso trata-se de um erro, isso é só mais uma prova de como a mídia esportiva pode ser cruel.

O que eu acho? Eu acho que leis existem para serem cumpridas, mas isso não te impede de questionar a sua aplicabilidade. Se está no papel que não pode usar determinada substância, não pode e ponto. Temos é que abrir um debate, em nível mundial, sobre como isso afeta ou não o atleta e aí sim, se necessário, mudá-la.

Vamos aos fatos: nos primórdios do MMA, antidoping nem existia. No Pride Fighting Championships, eventos de MMA mais famosos do mundo até 2006, valia quase tudo. Disputado no Japão, os lutadores usavam de anabolizantes a pisões no rosto do adversário caído para vencer. No UFC, que posteriormente adquiriu a franquia do PRIDE, o controle anti-doping sempre deixou a desejar em relação àquilo regido pela WADA (Agência Internacional Antidoping). Nas duas lutas que fez contra Chris Weidman, Anderson não foi testado durante os treinamentos.

Agora passamos para uma análise mais específica, sobre atletas de alto desempenho e considerados extraordinários. Qual a principal responsabilidade de um atleta deste nível? Se alguém disse que não é vencer, estará mentindo. Eles treinam para ganhar, e o resto é consequência. Tanto que após a lesão, Anderson fez (aparentemente) tudo para que pudesse voltar à competir e fazer o que ele gosta. Treinou, se recuperou da lesão e lutou de forma séria contra Nick Diaz, sem aquelas provocações que caracterizaram o atleta brasileiro em outras oportunidades.

Você gosta de esportes? Futebol, natação, atletismo, vôlei, basquete... Até pratica um pouco e sabe das dificuldades físicas que te impedem de aguentar um ritmo mais intenso. O doping pode existir em qualquer ramo. Vamos tomar, por exemplo, o maior corredor de todos os tempos, Usain Bolt. O jamaicano nunca foi pego no anti-doping, e os dois recordistas antes dele, o americano Tyson Gay e o também jamaicano Asafa Powell, foram. Estranho pensar que Bolt bate recordes atrás de recordes sem nunca ter se dopado. Até que se prove o contrário, é inocente. Ele nunca foi pego em um teste, mas estranho é que cinco atletas da Jamaica, do mesmo time de Bolt, incluindo Powell, foram pegos por doping em 2013.

A sociedade, e a mídia, julga que o atleta que for pego com substância ilegal é imoral. Alguns competidores são obrigados a mentir para não perderem seu status por ter usado isso ou aquilo, que não era permitido. No livro O Guia dos Curiosos: Jogos Olímpicos, o autor Marcelo Duarte lembra de casos, entre eles o do halterofilista canadense Jacques Demers, que injetou urina de outra pessoa na própria bexiga para fugir do exame. Foi pego e banido. Na mesma obra, Duarte cita inúmeros casos onde o uso descontrolado de substâncias anabolizantes deram errado e chegaram até a matar alguns atletas. Eu não sou atleta e não pratico exercício físico com frequência, por isso acho que você pode até me entender mal por defender um atleta que foi pego no doping. Ele certamente tem seus motivos, suas razões e você deve perguntar isso a ele, caso queira saber. 

Mas é notório que Silva foi encontrado com três substâncias na urina: drostanolona, androsterona e 17-Diolum. Uma rápida pesquisa na internet e você vê que a drostanolona é um esteroide anabolizante sintético, enquanto a androsterona é um hormônio natural produzido pelo fígado e o 17-Diolum é um composto também sintético. Os dois últimos agem em conjunto com a drostanolona, para aumentar a massa muscular e fortalecer os músculos. Além disso, como efeitos colaterais da drostanolona, o usuário pode apresentar hipertrofia da próstata, queda de cabelo e engrossamento da voz. E sabemos que existe uma certa piada pela voz de Anderson ser fina.

O uso de anabolizantes faz mal para a saúde, assim como qualquer produto que seja utilizado em excesso. O anabolizante, como o próprio nome diz, anaboliza (acelera, impulsiona) as reações. Se antes você demoraria alguns meses para que seu corpo atingisse determinado objetivo, você pode diminuir muito esse tempo e acelerar o crescimento de outras partes do corpo, inclusive tumores - caso eles já existam, o grande vilão desse tipo de substância. Os efeitos colaterais existem para qualquer medicamento, mas cabe a cada um saber o que faz do próprio corpo. Se hoje a lei diz que é proibido competir com essa ou aquela substância, então é. Mas que o debate valeria a pena, isso valeria.


Lucas Soares é natural de Juiz de Fora, é jornalista formado pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora em dezembro de 2012 e apaixonado por futebol. Atualmente, é aluno de pós-graduação em Jornalismo Multiplataforma na Universidade Federal de Juiz de Fora, Repórter no portal Acessa.com e Editor-chefe do blog Flamengo em Foco. Já atuou em veículos impressos da cidade e como assessor de imprensa na PJF e na Câmara Municipal.