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    Trabalhando, torcedores acompanham Seleção

    Vívia Lima*
    Estagiária
    7/07/2014
    funeraria

    Em tempo de Copa do Mundo, muitos brasileiros são liberados mais cedo do trabalho para assistirem aos jogos do Brasil, mas esse cenário não comum para todos os torcedores. Poder sediar a Copa e assistir o Mundial é uma oportunidade rara.

    Imagina você de frente para a TV, já no clima do jogo. Ouvindo a escalação, vendo as imagens que mostram o estádio lotado e você no trabalho. Até aí, tudo bem. Mas exatamente aos 35 minutos do primeiro tempo, o telefone toca.

    Foi o que aconteceu com o agente funerário César Lima Rodrigues, 38, que na estreia do Brasil teve que sair da frente da televisão para preparar um corpo. No local, não houve rodízio nos dias de jogos. A funerária funciona 24 horas. Apaixonado por futebol, ele diz que a prioridade é o trabalho. No entanto, vê vantagens em trabalhar nesta época. "O trânsito é muito mais tranquilo, conseguimos fazer nosso serviço com mais agilidade. Isso é bom para nós e para as famílias. Na estreia, fiquei sabendo do placar só quando encontrei com os amigos."

    Enquanto muitos fazem festas e encontram seus amigos para prestigiar a seleção, tem gente presa no trânsito, louca para ver a partida. Isso foi o que o taxista Weder Santos, 33, contou para o Portal ACESSA.com. "Acompanhar os jogos é mais fácil." No carro, ele liga o rádio e fica por dentro de todos os placares, mas confessa que "em dia de confronto do Brasil, não dá só para ouvir pelo rádio, eu preciso ver cada lance."

    ana_luciaSantos trabalhou tanto na estreia contra a Croácia, como no dia em que a seleção canarinho enfrentou o México. Ele conta que, por volta do meio-dia, começou a movimentação de pessoas na rua. No primeiro jogo, ônibus e táxis estavam disputando espaço nas ruas. "Tive muitos passageiros. A caminho de casa, o jogo começou, parei em um bar e lá assisti a vitória do Brasil sobre a Croácia. Na segunda partida, eu decidi não ir para casa. Combinei com meus amigos de levar uma televisão para assistirmos no ponto mesmo." O taxista que, pela primeira vez, trabalhou em dias de jogos da Seleção na Copa, pretende parar mais cedo neste próximo confronto. "Eu vou parar duas horas antes da partida. Assim, consigo chegar em casa e ver o jogo tranquilamente. Se aparecer passageiros, eu vou recusar. Esse jogo eu assisto em casa de qualquer maneira."

    A opinião é partilhada pela gari Ana Lúcia Alves, 39, que há um ano e quatro meses trabalha na limpeza da cidade. Ana Lúcia não tem nenhum time de coração, mas na Copa do Mundo faz questão de torcer pela Seleção Brasileira e acompanhar os jogos. "Meu filho e meu marido amam futebol. Eu prefiro não trabalhar ou então sair mais cedo. Com todo esse trânsito, não dá tempo de chegar em casa."

    No local onde Ana Lúcia trabalha há um aparelho de TV para os funcionários que estão na rua assistir às partidas. "Nós somos liberados no horário do jogo. Dessa vez, vou fazer diferente, pois quero ver em minha casa." Ana Lúcia conta que, pelo jogo, muitos amigos fazem loucuras. "Já vi muita gente fugir do serviço para ver a Seleção em campo e ir para os barzinhos beber. Isso eu não tenho coragem."

    Vívia Lima é estudante de Jornalismo do 7 período da UFJF

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