Fernando Agra Fernando Agra 7/08/2015

Para onde caminha a economia?

Mais um semestre letivo se inicia e eu gostaria de discutir com meus alunos questões econômicas agradáveis, como o crescimento e o desenvolvimento econômico, com maior geração de empregos, inflação sobre controle, queda de taxas de juros etc. Entretanto, a realidade é bem diferente! Vivemos uma situação bastante delicada e precisamos compreender como ela nos afeta para que possamos tomar as melhores decisões.

No que diz respeito à inflação, apesar da desaceleração do IPCA de julho, que foi de 0,62% no mês, o acumulado nos últimos 12 meses já é de 9,56% (bem acima do teto da meta, que é de 6,5% ao ano). Água e esgoto, energia elétrica, ônibus interestadual, feijão mulatinho, cebola, entre outros têm puxado o nível de preços. Se é necessário utilizar sempre de modo correto o nosso dinheiro, numa situação adversa como a atual, o uso racional do nosso dinheiro ganha uma ênfase. É muito importante pesquisar preços, substituir marcas, diminuir (ou eliminar) o consumo de supérfluos, combater o desperdício, economizar água e energia elétrica etc.

No que tange à questão das taxas de juros, a SELIC subiu pela sexta vez consecutiva e encontra-se em 14,25% ao ano (a mais alta do governo Dilma e uma das mais altas dos últimos anos). Por consequência, as demais taxas de juros na economia sobem. E como o spread bancário é elevadíssimo no Brasil, os juros do cheque especial chegam a 241,3% ao ano e os do rotativo do cartão de crédito chegam a 360,3% ao ano (maior taxa dos últimos 15 anos). Com isso fica o alerta: cuide das suas finanças! Administre-a de modo planejado e organizado!

Vale ressaltar que spread bancário é a diferença entre o que pagamos quando pegamos dinheiro emprestado (ou atrasamos o pagamento de um cartão de crédito ou não pagamos a fatura total) e o que ganhamos quando colocamos o nosso dinheiro numa aplicação financeira (a caderneta de poupança não remunera seque 9% ao ano). Por que será que, além dos juros, esses spreads são tão altos no Brasil? Qual será o poder político que o sistema financeiro (bancos) tem para influenciar as decisões econômicas de manterem juros e spreads altos? Será que é somente para combater a inflação ou para ampliar a lucratividade do setor?

Enfim, espero que as medidas do governo, de ajuste fiscal, mesmo pontuais, consigam mudar os rumos das variáveis econômicas aqui apresentadas e possamos já em 2016 escrever fatos econômicos mais agradáveis. Além das medidas emergenciais, medidas estruturais precisam ser tomadas, entre elas, as reformas tributária e política, para que o País volte a crescer e se desenvolver de modo sustentado.


Fernando Antônio Agra Santos é palestrante na área de Inteligência Financeira, Gestão de Pessoas, Relacionamento Interpessoal, Marketing Pessoal e Gestão do Tempo. É Economista pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Doutor em Economia Aplicada pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), Professor da Universidade Salgado de Oliveira (Universo) e professor licenciado da Fundação Educacional Machado Sobrinho, todas as instituições em Juiz de Fora - MG. Também é economista do Centro Regional de Inovação de Transferência e Tecnologia (Critt) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). É autor do livro "Crédito Rural e Produtividade na Economia Alagoana" pela EDUFAL. É colunista do Portal ACESSA.com e foi coautor de artigos na Folha de São Paulo on line (com o colunista Samy Dana, Professor da FGV - SP), de agosto/2013 até janeiro/2015.Saiba mais clicando aqui.

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Fernando Agra Fernando Agra 7/08/2015

Para onde caminha a economia?

Mais um semestre letivo se inicia e eu gostaria de discutir com meus alunos questões econômicas agradáveis, como o crescimento e o desenvolvimento econômico, com maior geração de empregos, inflação sobre controle, queda de taxas de juros etc. Entretanto, a realidade é bem diferente! Vivemos uma situação bastante delicada e precisamos compreender como ela nos afeta para que possamos tomar as melhores decisões.

No que diz respeito à inflação, apesar da desaceleração do IPCA de julho, que foi de 0,62% no mês, o acumulado nos últimos 12 meses já é de 9,56% (bem acima do teto da meta, que é de 6,5% ao ano). Água e esgoto, energia elétrica, ônibus interestadual, feijão mulatinho, cebola, entre outros têm puxado o nível de preços. Se é necessário utilizar sempre de modo correto o nosso dinheiro, numa situação adversa como a atual, o uso racional do nosso dinheiro ganha uma ênfase. É muito importante pesquisar preços, substituir marcas, diminuir (ou eliminar) o consumo de supérfluos, combater o desperdício, economizar água e energia elétrica etc.

No que tange à questão das taxas de juros, a SELIC subiu pela sexta vez consecutiva e encontra-se em 14,25% ao ano (a mais alta do governo Dilma e uma das mais altas dos últimos anos). Por consequência, as demais taxas de juros na economia sobem. E como o spread bancário é elevadíssimo no Brasil, os juros do cheque especial chegam a 241,3% ao ano e os do rotativo do cartão de crédito chegam a 360,3% ao ano (maior taxa dos últimos 15 anos). Com isso fica o alerta: cuide das suas finanças! Administre-a de modo planejado e organizado!

Vale ressaltar que spread bancário é a diferença entre o que pagamos quando pegamos dinheiro emprestado (ou atrasamos o pagamento de um cartão de crédito ou não pagamos a fatura total) e o que ganhamos quando colocamos o nosso dinheiro numa aplicação financeira (a caderneta de poupança não remunera seque 9% ao ano). Por que será que, além dos juros, esses spreads são tão altos no Brasil? Qual será o poder político que o sistema financeiro (bancos) tem para influenciar as decisões econômicas de manterem juros e spreads altos? Será que é somente para combater a inflação ou para ampliar a lucratividade do setor?

Enfim, espero que as medidas do governo, de ajuste fiscal, mesmo pontuais, consigam mudar os rumos das variáveis econômicas aqui apresentadas e possamos já em 2016 escrever fatos econômicos mais agradáveis. Além das medidas emergenciais, medidas estruturais precisam ser tomadas, entre elas, as reformas tributária e política, para que o País volte a crescer e se desenvolver de modo sustentado.


Fernando Antônio Agra Santos é palestrante na área de Inteligência Financeira, Gestão de Pessoas, Relacionamento Interpessoal, Marketing Pessoal e Gestão do Tempo. É Economista pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Doutor em Economia Aplicada pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), Professor da Universidade Salgado de Oliveira (Universo) e professor licenciado da Fundação Educacional Machado Sobrinho, todas as instituições em Juiz de Fora - MG. Também é economista do Centro Regional de Inovação de Transferência e Tecnologia (Critt) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). É autor do livro "Crédito Rural e Produtividade na Economia Alagoana" pela EDUFAL. É colunista do Portal ACESSA.com e foi coautor de artigos na Folha de São Paulo on line (com o colunista Samy Dana, Professor da FGV - SP), de agosto/2013 até janeiro/2015.Saiba mais clicando aqui.

Fernando Agra Fernando Agra 7/08/2015

Para onde caminha a economia?

Mais um semestre letivo se inicia e eu gostaria de discutir com meus alunos questões econômicas agradáveis, como o crescimento e o desenvolvimento econômico, com maior geração de empregos, inflação sobre controle, queda de taxas de juros etc. Entretanto, a realidade é bem diferente! Vivemos uma situação bastante delicada e precisamos compreender como ela nos afeta para que possamos tomar as melhores decisões.

No que diz respeito à inflação, apesar da desaceleração do IPCA de julho, que foi de 0,62% no mês, o acumulado nos últimos 12 meses já é de 9,56% (bem acima do teto da meta, que é de 6,5% ao ano). Água e esgoto, energia elétrica, ônibus interestadual, feijão mulatinho, cebola, entre outros têm puxado o nível de preços. Se é necessário utilizar sempre de modo correto o nosso dinheiro, numa situação adversa como a atual, o uso racional do nosso dinheiro ganha uma ênfase. É muito importante pesquisar preços, substituir marcas, diminuir (ou eliminar) o consumo de supérfluos, combater o desperdício, economizar água e energia elétrica etc.

No que tange à questão das taxas de juros, a SELIC subiu pela sexta vez consecutiva e encontra-se em 14,25% ao ano (a mais alta do governo Dilma e uma das mais altas dos últimos anos). Por consequência, as demais taxas de juros na economia sobem. E como o spread bancário é elevadíssimo no Brasil, os juros do cheque especial chegam a 241,3% ao ano e os do rotativo do cartão de crédito chegam a 360,3% ao ano (maior taxa dos últimos 15 anos). Com isso fica o alerta: cuide das suas finanças! Administre-a de modo planejado e organizado!

Vale ressaltar que spread bancário é a diferença entre o que pagamos quando pegamos dinheiro emprestado (ou atrasamos o pagamento de um cartão de crédito ou não pagamos a fatura total) e o que ganhamos quando colocamos o nosso dinheiro numa aplicação financeira (a caderneta de poupança não remunera seque 9% ao ano). Por que será que, além dos juros, esses spreads são tão altos no Brasil? Qual será o poder político que o sistema financeiro (bancos) tem para influenciar as decisões econômicas de manterem juros e spreads altos? Será que é somente para combater a inflação ou para ampliar a lucratividade do setor?

Enfim, espero que as medidas do governo, de ajuste fiscal, mesmo pontuais, consigam mudar os rumos das variáveis econômicas aqui apresentadas e possamos já em 2016 escrever fatos econômicos mais agradáveis. Além das medidas emergenciais, medidas estruturais precisam ser tomadas, entre elas, as reformas tributária e política, para que o País volte a crescer e se desenvolver de modo sustentado.


Fernando Antônio Agra Santos é palestrante na área de Inteligência Financeira, Gestão de Pessoas, Relacionamento Interpessoal, Marketing Pessoal e Gestão do Tempo. É Economista pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Doutor em Economia Aplicada pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), Professor da Universidade Salgado de Oliveira (Universo) e professor licenciado da Fundação Educacional Machado Sobrinho, todas as instituições em Juiz de Fora - MG. Também é economista do Centro Regional de Inovação de Transferência e Tecnologia (Critt) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). É autor do livro "Crédito Rural e Produtividade na Economia Alagoana" pela EDUFAL. É colunista do Portal ACESSA.com e foi coautor de artigos na Folha de São Paulo on line (com o colunista Samy Dana, Professor da FGV - SP), de agosto/2013 até janeiro/2015.Saiba mais clicando aqui.