Matheus Brum Matheus Brum 4/01/2016

2016: Ano Olímpico

olimpiadasFinalmente 2016 chegou, e com ele o "Espírito Olímpico" vem junto. Afinal de contas, faltam seis meses para a abertura do maior evento esportivo do planeta. Milhares de atletas, milhões de turistas, bilhões sintonizados nas rádios, TVs e portais de notícias, estarão competindo, vivendo e acompanhando os Jogos Olímpicos, que serão realizados no Rio de Janeiro.

Sem sombra de duvidas que os Jogos são um momento especial na vida de quem compete, trabalha e assiste. Toda a mística de uma história que começou há mais de dois mil anos está presente em cada palco desse grande evento. Tudo isso, claro, sob as bênçãos de Barão de Coubertin, que teve a brilhante ideia de recriar as Olimpíadas no nosso tempo. Serão nas várias arenas espalhadas pela "Cidade Maravilhosa" que iremos presenciar histórias que perdurarão pela eternidade. Cada chute, cada braçada, cada arremesso, cada soco, cada raquetada, cada gota de suor poderão entrar no hall das grandes histórias olímpicas. Serão nesses momentos que atletas virarão heróis, escalações ficarão na cabeça dos torcedores, e principalmente, daremos continuidade ao evento mais importante e mágico do planeta.

O Rio de Janeiro será o palco de tudo isso descrito acima. Porém, como nem tudo são flores, não podemos deixar de lado os problemas que teremos por conta de sua realização. Além do claro aumento do custo total das obras, que devem ser maiores ao final do evento, temos o sério risco de algumas não ficarem prontas, principalmente as de infraestrutura, que fazem parte do tão falado "legado olímpico". Essas, são estratégicas, já que irão melhorar a vida dos cariocas após os Jogos. Não podemos esquecer da Baía de Guanabara, que foi duramente criticada por atletas estrangeiros, e que não terá os seus 80% de limpeza concluídos até agosto. Fora isso, quase todas as grandes empreiteiras estão sendo investigadas pela Lava Jato, o que pode comprometer algumas construções. Por fim, mas não menos importante, há a questão da Vila Autódromo, comunidade localizada ao lado de onde está sendo erguida a Vila Olímpica. Seus moradores, que sofrem pressão governamental para saírem de suas casas, enfrentam diariamente sérios problemas, que podem colocar uma mancha, se é que já não colocou, na preparação para as Olimpíadas.

Assim como na Copa do Mundo, as arenas ficarão prontas, inclusive, muitas já foram testadas e aprovadas pelo COI (Cômite Olímpico Internacional), atletas e treinadores. Elas ficarão lindas, assim como os estádios para o Mundial de 2014. Contudo, é necessário um estudo e uma pressão dos jornalistas e da sociedade para que, com o tempo, não se tornem "elefantes brancos". Não podemos aceitar que "uma tonelada" de dinheiro público seja jorrado em palcos que serão consumidos por cupins e esquecidos no tempo.

Outro ponto em comum com o evento de dois anos atrás será a torcida. Provavelmente aqui no Brasil teremos as "Olimpíadas das olimpíadas", mas não por causa da organização, mas sim por causa da torcida, que esbanjará simpatia e felicidade ao receber os Jogos. De tantos significados nefastos e vergonhosos que encontramos para o famoso "jeitinho brasileiro", há um que é bem positivo. Não há nenhum povo no mundo que saiba festejar como nós.


Matheus Brum nascido e criado em Juiz de Fora, jornalista em formação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, e desde criança, apaixonado pelo Flamengo e por esportes. Atualmente é escritor do blog "Entre Ternos e Chuteiras", estagiário da Rádio CBN Juiz de Fora e editor e apresentador do programa Mosaico é nascido e criado em Juiz de Fora.

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Matheus Brum Matheus Brum 4/01/2016

2016: Ano Olímpico

olimpiadasFinalmente 2016 chegou, e com ele o "Espírito Olímpico" vem junto. Afinal de contas, faltam seis meses para a abertura do maior evento esportivo do planeta. Milhares de atletas, milhões de turistas, bilhões sintonizados nas rádios, TVs e portais de notícias, estarão competindo, vivendo e acompanhando os Jogos Olímpicos, que serão realizados no Rio de Janeiro.

Sem sombra de duvidas que os Jogos são um momento especial na vida de quem compete, trabalha e assiste. Toda a mística de uma história que começou há mais de dois mil anos está presente em cada palco desse grande evento. Tudo isso, claro, sob as bênçãos de Barão de Coubertin, que teve a brilhante ideia de recriar as Olimpíadas no nosso tempo. Serão nas várias arenas espalhadas pela "Cidade Maravilhosa" que iremos presenciar histórias que perdurarão pela eternidade. Cada chute, cada braçada, cada arremesso, cada soco, cada raquetada, cada gota de suor poderão entrar no hall das grandes histórias olímpicas. Serão nesses momentos que atletas virarão heróis, escalações ficarão na cabeça dos torcedores, e principalmente, daremos continuidade ao evento mais importante e mágico do planeta.

O Rio de Janeiro será o palco de tudo isso descrito acima. Porém, como nem tudo são flores, não podemos deixar de lado os problemas que teremos por conta de sua realização. Além do claro aumento do custo total das obras, que devem ser maiores ao final do evento, temos o sério risco de algumas não ficarem prontas, principalmente as de infraestrutura, que fazem parte do tão falado "legado olímpico". Essas, são estratégicas, já que irão melhorar a vida dos cariocas após os Jogos. Não podemos esquecer da Baía de Guanabara, que foi duramente criticada por atletas estrangeiros, e que não terá os seus 80% de limpeza concluídos até agosto. Fora isso, quase todas as grandes empreiteiras estão sendo investigadas pela Lava Jato, o que pode comprometer algumas construções. Por fim, mas não menos importante, há a questão da Vila Autódromo, comunidade localizada ao lado de onde está sendo erguida a Vila Olímpica. Seus moradores, que sofrem pressão governamental para saírem de suas casas, enfrentam diariamente sérios problemas, que podem colocar uma mancha, se é que já não colocou, na preparação para as Olimpíadas.

Assim como na Copa do Mundo, as arenas ficarão prontas, inclusive, muitas já foram testadas e aprovadas pelo COI (Cômite Olímpico Internacional), atletas e treinadores. Elas ficarão lindas, assim como os estádios para o Mundial de 2014. Contudo, é necessário um estudo e uma pressão dos jornalistas e da sociedade para que, com o tempo, não se tornem "elefantes brancos". Não podemos aceitar que "uma tonelada" de dinheiro público seja jorrado em palcos que serão consumidos por cupins e esquecidos no tempo.

Outro ponto em comum com o evento de dois anos atrás será a torcida. Provavelmente aqui no Brasil teremos as "Olimpíadas das olimpíadas", mas não por causa da organização, mas sim por causa da torcida, que esbanjará simpatia e felicidade ao receber os Jogos. De tantos significados nefastos e vergonhosos que encontramos para o famoso "jeitinho brasileiro", há um que é bem positivo. Não há nenhum povo no mundo que saiba festejar como nós.


Matheus Brum nascido e criado em Juiz de Fora, jornalista em formação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, e desde criança, apaixonado pelo Flamengo e por esportes. Atualmente é escritor do blog "Entre Ternos e Chuteiras", estagiário da Rádio CBN Juiz de Fora e editor e apresentador do programa Mosaico é nascido e criado em Juiz de Fora.

Matheus Brum Matheus Brum 4/01/2016

2016: Ano Olímpico

olimpiadasFinalmente 2016 chegou, e com ele o "Espírito Olímpico" vem junto. Afinal de contas, faltam seis meses para a abertura do maior evento esportivo do planeta. Milhares de atletas, milhões de turistas, bilhões sintonizados nas rádios, TVs e portais de notícias, estarão competindo, vivendo e acompanhando os Jogos Olímpicos, que serão realizados no Rio de Janeiro.

Sem sombra de duvidas que os Jogos são um momento especial na vida de quem compete, trabalha e assiste. Toda a mística de uma história que começou há mais de dois mil anos está presente em cada palco desse grande evento. Tudo isso, claro, sob as bênçãos de Barão de Coubertin, que teve a brilhante ideia de recriar as Olimpíadas no nosso tempo. Serão nas várias arenas espalhadas pela "Cidade Maravilhosa" que iremos presenciar histórias que perdurarão pela eternidade. Cada chute, cada braçada, cada arremesso, cada soco, cada raquetada, cada gota de suor poderão entrar no hall das grandes histórias olímpicas. Serão nesses momentos que atletas virarão heróis, escalações ficarão na cabeça dos torcedores, e principalmente, daremos continuidade ao evento mais importante e mágico do planeta.

O Rio de Janeiro será o palco de tudo isso descrito acima. Porém, como nem tudo são flores, não podemos deixar de lado os problemas que teremos por conta de sua realização. Além do claro aumento do custo total das obras, que devem ser maiores ao final do evento, temos o sério risco de algumas não ficarem prontas, principalmente as de infraestrutura, que fazem parte do tão falado "legado olímpico". Essas, são estratégicas, já que irão melhorar a vida dos cariocas após os Jogos. Não podemos esquecer da Baía de Guanabara, que foi duramente criticada por atletas estrangeiros, e que não terá os seus 80% de limpeza concluídos até agosto. Fora isso, quase todas as grandes empreiteiras estão sendo investigadas pela Lava Jato, o que pode comprometer algumas construções. Por fim, mas não menos importante, há a questão da Vila Autódromo, comunidade localizada ao lado de onde está sendo erguida a Vila Olímpica. Seus moradores, que sofrem pressão governamental para saírem de suas casas, enfrentam diariamente sérios problemas, que podem colocar uma mancha, se é que já não colocou, na preparação para as Olimpíadas.

Assim como na Copa do Mundo, as arenas ficarão prontas, inclusive, muitas já foram testadas e aprovadas pelo COI (Cômite Olímpico Internacional), atletas e treinadores. Elas ficarão lindas, assim como os estádios para o Mundial de 2014. Contudo, é necessário um estudo e uma pressão dos jornalistas e da sociedade para que, com o tempo, não se tornem "elefantes brancos". Não podemos aceitar que "uma tonelada" de dinheiro público seja jorrado em palcos que serão consumidos por cupins e esquecidos no tempo.

Outro ponto em comum com o evento de dois anos atrás será a torcida. Provavelmente aqui no Brasil teremos as "Olimpíadas das olimpíadas", mas não por causa da organização, mas sim por causa da torcida, que esbanjará simpatia e felicidade ao receber os Jogos. De tantos significados nefastos e vergonhosos que encontramos para o famoso "jeitinho brasileiro", há um que é bem positivo. Não há nenhum povo no mundo que saiba festejar como nós.


Matheus Brum nascido e criado em Juiz de Fora, jornalista em formação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, e desde criança, apaixonado pelo Flamengo e por esportes. Atualmente é escritor do blog "Entre Ternos e Chuteiras", estagiário da Rádio CBN Juiz de Fora e editor e apresentador do programa Mosaico é nascido e criado em Juiz de Fora.